Quando encontramos nas críticas respotas para as nossas dúvidas profissionais

*Dominique Magalhães

Falamos tanto de baixa autoestima e insegurança, mas quase nunca ouvimos como tema o excesso de confiança. Algumas pessoas, aparentemente seguras, são intolerantes quando o assunto aborda seus próprios erros. Tenho observado jovens entre 20 e 25 anos, aqueles conhecidos como geração Y. Muitos se dizem insatisfeitos com a vida que levam.  E por quê?

Alguns relatam dificuldades em se estabelecerem no trabalho ou em relacionamentos. Estudos apontam que essa juventude costuma se sentir especial, não julgando necessário que haja esforço para alcançar seus objetivos. Muitos se deparam com dificuldades nos empregos por não estarem acostumados com a pressão do dia a dia.

Paul Harvey, um professor da Universidade de New Hampshire, chegou a diversas conclusões sobre essa geração, após muitas pesquisas. Em sua opinião, existe um excesso de expectativa nas pessoas dessa idade que não corresponde com a realidade. Também possuem uma visão inflada deles mesmos e dificuldade em aceitar críticas.

Esse tipo de comportamento não contribui nem um pouco para o próprio crescimento profissional, visto que, nem sempre, o sucesso se constrói com elogios e glórias: As críticas são preciosas pistas que nos levam ao tesouro, aquilo que precisamos mudar para sermos melhores. 

Não são apenas para o aperfeiçoamento que elas servem. A censura também pode indicar um detalhe que nos levará ao sucesso.

Uma das atitudes que devemos ter para descobrirmos nosso Dom é estarmos atentos a tudo que envolve o nosso modo de agir, inclusive aquilo que, em determinada situação, é considerado um erro.

Alguém que fala muito, por exemplo, pode se descobrir em diversas atividades de comunicação. Quem sabe se não possui talento para ser radialista ou apresentador de TV? Os extremamente quietos possuem potencial para atividades que requerem concentração. Os sonhadores costumam ter uma imaginação rica, característica preciosa para projetos que exigem muita criatividade.

Os julgamentos em relação às nossas atitudes, inclusive os negativos, podem nos proporcionar a descoberta de habilidades que nunca imaginamos sendo úteis para nossa vida.

Que tal parar de se preocupar com as críticas e buscar nelas possíveis respostas para as suas dúvidas?


Carioca criada na bucólica cidadezinha de Carangola (MG), Dominique Magalhães gosta de ser chamada por seu apelido: Dom. Cursou Direito, Publicidade, concluiu pós-graduação em Portfolio na ESPM, e, atualmente, estuda Pedagogia. Passeou por muitos caminhos até descobrir sua verdadeira vocação. Hoje, é escritora, produtora cultural e diretora de criação da Dom Produções Criativas, que tem foco em trabalhos de branded content. Seu livro “O que falta para você ser feliz?” – Editora Gente – é sucesso no segmento de autoconhecimento no Brasil, e está disponibilizado no mercado internacional, com tradução para quatro idiomas. Atualmente desenvolve o projeto “Sem Malas”, obra fictícia onde a personagem principal – vítima da Síndrome do Pânico – deixa para trás a família e a bem-sucedida vida profissional para viajar apenas com a roupa do corpo, em busca de um encontro verdadeiro consigo mesma.  

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