Prêmio Mimo Instrumental divulga a lista dos vencedores da edição 2016

Amaro Freitas, DoContra, Messias Brito, Vinícius Muniz e Guanduo vão se apresentar ao lado das atrações de luxo do festival

LogoCriado em 2014, com o objetivo de revelar e valorizar jovens talentos, o Prêmio MIMO Instrumental representa um incentivo à inovação musical. Os artistas selecionados integrarão a programação oficial do maior festival de música instrumental do país, nas cidades por onde passa, ao lado das grandes atrações. As inscrições foram feitas através do portal MIMO, de forma gratuita e voltadas apenas para os brasileiros natos. Os selecionados são os artistas Amaro Freitas Trio (PE), o quinteto DoContra (MG), Messias Brito (SP), Vinícius Muniz (SP), e o duo de violonistas Guanduo (MG).

Idealizado por Lu Araújo, da Lu Araújo Produções, sócia desde 2013 de Luiz Calainho, e desde 2015 da Musickeria, o festival é um dos mais importantes eventos de brand experience do Brasil. A praça da Sé, em Olinda, chega a receber 80 mil pessoas quando o MIMO passa por lá.  Com patrocínio do Bradesco, Cielo e BNDES, o mega evento receberá artistas de vários lugares do mundo como França, Senegal, Ucrânia, Inglaterra, Gana, Colômbia, Portugal, Mongólia, Bulgária e Brasil.

Em 2016, o MIMO vai acontecer em diversas cidades históricas brasileiras: Tiradentes (7 e 8 de outubro), Ouro Preto (8 e 9 de outubro), Paraty (14 a 16 de outubro), Rio de Janeiro (11 a 13 de novembro) e Olinda (18 a 20 de novembro). O Prêmio MIMO Instrumental é aberto para solistas e grupos musicais de todo o País, com idade entre 18 e 35 anos, incentivando a criação nos campos da composição, técnica e estética musical. Em 2016, recebeu 200 inscrições e os cinco solistas e/ou grupos que obtiveram a melhor colocação, de acordo com a avaliação dos jurados do festival, participarão da grade de programação, ao lado do line-up luxuoso de artistas previstos para esta edição, e receberão prêmio em dinheiro no valor de R$ 3.000,00 (três mil reais).

Puderam se inscrever solistas ou grupos de instrumentistas formados por até cinco pessoas, com trabalhos autorais ou não, nas categorias de música clássica ou popular. Entre os componentes do júri, que selecionou os ganhadores, estão André Oliveira, produtor executivo da Orquestra Sinfônica de Barra Mansa (RJ) e Diretor Artístico do Mimo Festival de 2004 a 2015, e Thiago Cury, compositor e produtor musical natural de São Paulo, idealizador e diretor artístico do Festival Música Estranha.

Conheça um pouco mais sobre os vencedores:

Amaro Freitas Trio:
O artista apresentará com o seu trio o concerto “Sangue negro” (título do recém-lançado álbum de estreia), com músicas de sua autoria e obras de compositores consagrados da MPB, como Dominguinhos, Tom Jobim e Pixinguinha. Pianista, compositor e ex-integrante do Daniel PodskQuartet, Amaro Freitas também atua como diretor musical. A concepção do concerto é contemporânea, com criações harmônicas e melódicas que fogem do usual. O músico recifense vem recebendo elogios da crítica pela bem dosada mistura de ritmos nordestinos com o jazz.

DoContra:
Quinteto formado por contrabaixistas da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, o grupo procura explorar todas as possibilidades de repertórios possíveis para esta formação camerística. Dessa forma, Marcos Lemes, Nilson Bellotto, Pablo Guíñez, Rossini Parucci e Walace Mariano buscam proporcionar ao público uma nova maneira de se ouvir a música brasileira. O DoContra apresentará arranjos inéditos.

Messias Brito:
Foi no sertão da Bahia, onde nasceu, que o cavaquinista ouviu pela primeira vez o mestre Waldir Azevedo. Encantou-se com o choro e, aos 14, formou o grupo “Os Chorões do Cumbe”. Mais tarde, a convite do Clube do Choro da Bahia, mudou-se para Salvador. Integrante do Grupo Mandaia e do Quarteto Aeromosca, foi morar em São Paulo aos 19. Unindo com criatividade o tradicional ao moderno, promove o diálogo do cavaquinho como violão 7 cordas e a percussão em arranjos originais, reunidos no CD “Baianato”, que mostrará no MIMO.

Vinicius Muniz:
O violeiro, compositor e pesquisador paulistano lançou-se ao desafio de construir um repertório de certa forma inédito, adaptando obras de Bach à viola caipira. Para tal, Vinicius Muniz tomou como ponto de partida o conjunto de sonatas e partitas para violinos solo de Bach, “traduzindo-as” para seu instrumento e somando-as às sonoridades do interior do Brasil. A busca pelo equilíbrio desses dois universos foi reproduzida no novo álbum do instrumentista, que será apresentado com exclusividade ao público do MIMO.

Guanduo:
O duo de violões formado pelos instrumentistas e compositores Eduardo Pinheiro e Juliano Camara vem ganhando reconhecimento pela primorosa execução de um repertório de alta qualidade e o arrojo de seus arranjos. Vencedor do XV Prêmio BDMG Instrumental, foi finalista do prestigiado Festival Assad. O universo de autores e gêneros que os inspira é vasto, eles investem na diversidade e, entre suas principais referências, estão Guinga, Milton Nascimento e Sérgio Assad. O duo apresentará no MIMO o recém-lançado CD “Inventos”.

Sobre o Mimo:
O festival está intrinsecamente associado ao patrimônio, à cultura, a bens culturais e à educação. Também conta com um expressivo festival de cinema, com uma série de títulos com temática musical e inéditos em circuito comercial; e o Prêmio MIMO Instrumental, que seleciona grupos e músicos brasileiros para se apresentarem no mesmo palco dos convidados.

Além de promover a realização de shows históricos, o MIMO deixa um legado por onde passa através da Etapa Educativa. Com o objetivo de fortalecer a música instrumental produzida no país, esta fase do festival é composta por aulas, workshops, oficinas e máster classes ministradas pelos artistas convidados para o evento. As atividades também são gratuitas e mais de 18 mil alunos já foram beneficiados. 

A programação intensa também contempla atividades como as palestras do Fórum de Ideias, onde se discutem as diversas formas de fazer arte, tendo como convidados músicos, críticos, poetas e formadores de opinião.

Outro destaque é a chuva de poesia em que papéis coloridos jogados das torres das igrejas seculares e colorem os céus das cidades a cada edição do MIMO, levando impressa neles uma seleção de poemas dos mais destacados escritores brasileiros. A curadoria vincula os escritores escolhidos aos temas oferecidos no Fórum de Ideias, consolidando uma ligação conceitual que permeia todas as atividades oferecidas pelo MIMO. 

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