O infantil de terror ‘A Casa bem assombrada” de Ivan Fernandes, no Teatro Glaucio Gill

A Casa Bem Assombrada (foto: Helmut Hossmann)
A Casa Bem Assombrada (foto: Helmut Hossmann)

Com direção e dramaturgia de Ivan Fernandes, autor e diretor do premiado infantil Leonardo – O Pequeno Gênio Da Vinci, ‘A Casa Bem Assombrada’ reestreia dia 27 de agosto, no Teatro Glaucio Gill em Copacabana, cumprindo curta temporada até 18 de setembro, com sessões aos sábados e domingos às 17h. A peça leva ao palco uma história de terror para crianças, inspirada no clima de filmes como os do diretor Tim Burton (‘Os Fantasmas se Divertem’, ‘Frankenweenie’ e ‘Estranho mundo de Jack’).

A Casa Bem Assombrada (foto: Helmut Hossmann)
A Casa Bem Assombrada (foto: Helmut Hossmann)

A montagem conta a história de Juju (Maíra Kestenberg), uma menina fanática por filmes de terror, que após a separação dos pais, se muda para uma velha casa, habitada por uma família de monstros – um pai vampiro, Karloff (Vini Messias), com seu filho Zorg (Adriano Pelegrini) e um lobisomem de estimação, Ozzy (Marcelo Dias). A menina é hostilizada pelos novos colegas de escola por ser considerada esquisita. Por acidente, ela acaba surpreendendo Zorg, o menino monstro, dentro de um dos cômodos. Mas ao contrário das expectativas, ao invés de se assustar, os dois se tornam amigos, iniciando a discussão central da peça: aceitar as diferenças. Assim como a menina admira os monstros, Zorg admira os humanos e não gosta de assustar as pessoas. A relação desperta a ira dos moradores da cidade, que se unem para perseguir e separar a dupla.

‘Escolhi esse universo porque me agrada levar o teatro infantil para outros caminhos, que fujam daquele universo sempre “feliz” e “cor de rosa”. A infância também é um período de medo e ansiedade, e o terror funciona um pouco como os contos de fada, só que repletos de monstros e ameaças, aliviando a criança desses estados de espírito’– destaca Ivan, acrescentando que o texto aborda temas como bullying, preconceito, solidão e separação familiar, mas sem perder o humor e a leveza.  A mãe da menina (Mabel Cezar) representa a maioria dos pais modernos, com mais dúvidas do que respostas: uma mulher sozinha, que tem que se dividir entre o trabalho, as tarefas domésticas e a criação da filha pré-adolescente.

A Casa Bem Assombrada (foto: Helmut Hossmann)
A Casa Bem Assombrada (foto: Helmut Hossmann)

O cenário da casa assombrada, construído por Paulo Denizot, é uma das grandes atrações do espetáculo, com paredes que se movem e em certa altura da peça transformam-se no telhado, deixando ver uma noite enluarada.

Há um clima constante de suspense e terror, mas na dose certa para não assustar as crianças. O espectador poderá ‘sentir’ a presença dos demais monstros vendo apenas seus olhos iluminados por trás de quadros e a silhueta dos seus corpos, que somem e desaparecem dos cômodos no decorrer da trama.

O figurino, de Palloma Morimoto, propõe um visual colorido e poético para os monstros, que usam máscaras inspiradas na Commedia Dell’Arte, desenvolvidas e confeccionadas por Flávia Lopes e Marise Nogueira – Atleier Gravulo. A trilha sonora, criada originalmente para a peça pelo músico Pedro Cintra, funciona como um alívio cômico para as aventuras e o suspense da história.

Sinopse
‘A Casa Bem Assombrada’, do autor e diretor Ivan Fernandes, é uma história de terror para crianças, inspirada no clima de filmes como os do diretor Tim Burton (‘Os Fantasmas se Divertem’, ‘Frankenweenie’ e ‘Estranho mundo de Jack’). A montagem conta a história de Juju, uma menina fanática por filmes de terror, que após a separação dos pais, se muda para uma velha casa, habitada por uma família de monstros. Um dia ela acaba surpreendendo Zorg, o menino monstro, dentro de um dos cômodos. Mas ao contrário das expectativas, ao invés de se assustar, os dois se tornam amigos inseparáveis. A relação desperta a ira dos moradores da cidade, que se unem para perseguir e separar a dupla. A peça trata de temas como bullying, preconceito, solidão e separação familiar. 

SERVIÇO:

Temporada: 27 de agosto a 18 de setembro de 2016
Data\hora: sábados e domingos às 17h
Local: Teatro Glaucio Gill
Endereço: Praça Cardeal Arcoverde s/n – Copacabana
Ingressos: R$30
Telefone: (21) 2332-7904
Capacidade: 152 lugares
Faixa etária: livre
Duração: 60 minutos 

FICHA TÉCNICA
Texto e Direção: Ivan Fernandes
Direção de movimento: Flávia Lopes
Elenco: Adriano Pellegrini, Mabel Cezar, Marcelo Dias, Maíra Kestenberg e Vinícius Messias
Direção musical: Pedro Cintra
Iluminação: Aurélio de Simoni
Cenário: Paulo Denizot
Figurino: Palloma Morimoto
Direção de produção: Pagu Produções Culturais
Coordenação de produção: Bárbara Galvão, Carolina Bellardi, Fernanda Pascoal
Produção executiva: Mariana Gomes, Milena Monteiro e Renato Gommes
Assistente de produção: Juliana Soares
Máscaras: Atelier Gravulo (Flávia Lopes e Marise Nogueira)
Assistente de cenografia: Daniel Ramos
Operador de luz: Kadu Moura
Vídeos: Thiago Magalhães
Programação visual: Patrícia Duarte

‘A Casa bem assombrada’. Texto e direção: Ivan Fernandes. Elenco: Adriano Pellegrini, Mabel Cezar, Marcelo Dias, Maíra Kestenberg e Vinícius Messias.  Uma história de terror para crianças que conta a inusitada amizade entre uma menina curiosa e o menino-monstro que mora em sua casa.

Glaucio Gill Praça Cardeal Arcoverde s/nº, Copacabana – 2332-7970. Sáb e dom , às 17h. R$30. 60 minutos. Livre. Até 18 de setembro.

DEIXE UM COMENTÁRIO