O Grupo Teatral Mata! encerra temporada do espetáculo “Guerrilheiro não tem nome” no Centro Cultural São Paulo

Nos dias 28 e 29 de maio, o Grupo Teatral Mata! finaliza o projeto “guerrilheiro não tem nome”, contemplado na 3ª edição do Prêmio Zé Renato, com apresentações no Centro Cultural São Paulo e conta com um participação muito especial! Após a apresentação do dia 29 de maio, será promovido um debate com o tema “Araguaia, à margem da redemocratização” com o jornalista Leonêncio Nossa, autor do Livro “MATA! – O Major Curió e as guerrilhas no Araguaia”, fonte de inspiração para o grupo neste trabalho.

Em um momento tão efervescente de discussões, esta é uma ótima oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a nossa história e sobre o trabalho do MATA!

DITADURA, REPRESSÃO E REVOLUÇÃO
Após passar por importantes espaços culturais da cidade de São Paulo, o Grupo Teatral Mata! se prepara para encerrar uma temporada de muita repercussão do espetáculo “guerrilheiro não tem nome”, com duas apresentações no Centro Cultural São Paulo, nos dias 28 e 29 de maio e promete surpresas agradáveis a quem já conhece o projeto ou se interessa pela história do Brasil.

Após a apresentação do dia 29 de maio, será promovido um debate aberto com o tema “Araguaia, à margem da redemocratização” e tem como convidado especial, o jornalista Leonêncio Nossa, que inspirou o grupo desde a criação de seu nome, até a criação de um espetáculo, através do livro de sua autoria chamado “MATA! – O Major Curió e as guerrilhas no Araguaia. Durante a pesquisa para o livro, o jornalista teve acesso exclusivo ao lendário arquivo pessoal do major Sebastião Rodrigues de Moura, o Curió, um dos protagonistas da repressão da ditadura militar. O livro revela detalhes das torturas e assassinatos que vitimaram dezenas de pessoas na década de 1970 na região do Araguaia, além de expor um arrebatador panorama histórico do Bico do Papagaio e do sudeste do Pará. Mata! percorre quase duzentos anos na história da região, incluindo tragédias recentes como a exploração de ouro em Serra Pelada e os massacres de sem-terra, para compor um verdadeiro épico da desordenada ocupação do território amazônico a partir do século XX.

O Grupo Teatral MATA! é formado por artistas que se uniram em prol do trabalho colaborativo de criação, tendo se iniciado como um grupo de estudos de temas relativos à formação cultural do Brasil, o teatro épico-dialético e o fazer teatral. Depois de dois anos de pesquisa e experimentos cênicos, o grupo foi contemplado com o edital PROAC – Primeiras obras, através do qual o espetáculo “guerrilheiro não tem nome” foi concebido.

Agora, com o Prêmio Zé Renato, o grupo realiza apresentações gratuitas e convida o público para conhecer este trabalho que trata de um assunto tão obscuro da história do país e que jamais deve ser esquecido. O diretor Anderson Zanetti comenta: “Dar continuidade as apresentações deste espetáculo, é contribuir para a consolidação da memória histórica de uma democracia a ser continuamente aprimorada, tomando como lição o passado que ainda vive no presente”.

A história da guerrilha chamou a atenção do Grupo Teatral Mata! pela sua força ideológica e a paixão dos jovens combatentes que morreram em nome de um país mais justo, livre da opressão contra o povo e da violência do Estado de Exceção promovido pelo golpe civil-militar de 1964.

A saga dos jovens guerrilheiros do Araguaia, pouco conhecida e explorada no Brasil, perpassa os tempos e desemboca na história contemporânea do país. E os elementos de injustiça social, coronelismo, luta armada, corrupção, militarismo e tortura compõem a trama documentária do livro de Leonêncio, de uma maneira fragmentada, na qual um fio condutor linear dá lugar à totalidade histórica dos fatos.

Por tudo o que a pesquisa acerca dessa luta nos mostrou, essa é uma história que não deve ser silenciada jamais, e nossa contribuição aparece por meio do nosso trabalho teatral, complementa Anderson.

Todas essas ações fazem parte do projeto “guerrilheiro não tem nome”, contemplado na 3ª edição do Prêmio Zé Renato, de apoio à produção e desenvolvimento da atividade teatral para a cidade de São Paulo da, Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.

Mais informações na página da grupo no facebook: www.facebook.com/grupoteatralMATA

– site: http://grupoteatralmata.wix.com/grupoteatralmata

– blog: http://grupoteatralmata.blogspot.com.br/

PARA ROTEIRO – guerrilheiro não tem nome

Com: Grupo Teatral MATA!
A partir de uma perspectiva poética coletiva, o espetáculo reconstrói os caminhos de alguns jovens que aderiram à Guerrilha do Araguaia e nela descobriram o elo entre suas vidas e as contradições mais profundas da formação social do Brasil. O sonho por uma sociedade igualitária, o contato com a cultura local e a solidariedade revolucionária alimentaram a coragem daqueles que não retrocederam frente à violência do regime militar instaurado em 1964.

Quando:

– 28 de Maio de 2016 – às 19h – Sábado (Sala Adoniran Barbosa: CCSP)

– 29 de Maio de 2016 – às 18h – Domingo (Sala Adoniran Barbosa: CCSP)

Após a apresentação do domingo, haverá um debate com o tema “Araguaia, à margem da redemocratização”, com o jornalista Leonêncio Nossa, autor do Livro “MATA! – O Major Curió e as guerrilhas no Araguaia”, fonte de inspiração para o grupo neste trabalho.

Onde: Centro Cultural São Paulo: Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso, São Paulo – SP
Duração.: 80 min.
Classificação: 16 anos.
Ingressos: Gratuito.

FICHA TÉCNICA

Direção e concepção dramatúrgica: ANDERSON ZANETTI
Criação dramatúrgica: COLETIVA
Atores: GABRIELA FELIPE, LEONARDO OLIVEIRA E VANESSA BIFFON.
Cenografia, figurino e arte gráfica: LUIZ FELIPE MACALÉ
Iluminação: LEONARDO OLIVEIRA
Técnico de Iluminação: JOÃO ALVES
Direção musical e preparação vocal: BRUNO CORDEIRO
Coordenação de produção: VANESSA BIFFON
Produção: COLETIVA

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