O curto-circuito da política é tema da segunda edição do Cineclube Curta Cinema

Uma iniciativa do festival internacional de curtas do rio de janeiro, A programação destaca a política e o cinema como instrumento

A segunda edição do Cineclube Curta Cinema: “O curto-circuito da política: representação e realidade material”, dia 18 de agosto, traz três curtas com a curadoria do critico e professor Daniel Caetano. A programação começa às 19h30m, seguida de debate com o coordenador de programação do Festival Curta Cinema e mestre em filosofia política Paulo Roberto Jr; com o crítico e jornalista Pedro Butcher; com Tamur Aimara, corealizador do curta “Mater Dolorosa”; e o curador e mediador Daniel Caetano. A entrada é gratuita, sujeita à lotação.

O projeto é uma iniciativa do Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro em parceria com o Oi Futuro, e patrocínio da Oi, Petrobras, Governo do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro, e pela Prefeitura da Cidade do Rio e Janeiro, Secretária Municipal de Cultura.

Daniel conta que o tema dessa edição permite que se coloque em discussão a atual crise política. Ele acredita que os recentes protestos e mobilização da sociedade, sendo de setores partidários ou não, confirmam que existe uma crise de legitimidade da representação política do país e que ela precisa ser discutida. E que isso pode se dar através do audiovisual.

O primeiro curta apresentada será “Em Trânsito”, de Marcelo Pedroso, seguido de “O Porto”, dos diretores Clarissa Campolina, Julia de Simone, Luiz Pretti e Ricardo Pretti. A última obra da noite será “Mater Doloroso”, de Daniel Caetano e Tamur Aimara.

– Os filmes escolhidos, com todas as diferenças que têm entre si, apresentam perspectivas complementares diante desta crise política, que combina fragilidade da representação política, reordenação agressiva e elitizada do espaço social e as consequências violentas sobre a população mais pobre – diz o curador Daniel Caetano. – Assim, o conjunto dos filmes permite levar ao público temas fortes e com estilos variados, completa.

Idealizador do projeto, Ailton Franco ressalta que o Cineclube é um local de reflexão e de  discussão, sendo o Curta Cinema um espaço democrático aberto a todos, sem partidarismo e sem bandeiras, isto é, completamente apartidário. Serão quatro edições temáticas até novembro. Em julho, a proposta foi discutir o feminismo e questão racial. E nesse, a política tendo o cinema como instrumento.

Sobre o Cineclube Curta Cinema
O Cineclube Curta Cinema foi criado pelo Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro em parceria com o Oi Futuro Ipanema em comemoração aos 25 anos do festival. Iniciado em junho de 2015, o Cineclube Curta Cinema apresenta mensalmente clássicos do curta-metragem nacional e de curtas inéditos. A exibição dos filmes é sempre acompanhada de debate aberto ao público com os realizadores e artistas convidados. O projeto Cineclube Curta Cinema é uma iniciativa do Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro em parceria com o Oi Futuro, e o patrocínio da Oi, Petrobras, Governo do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro, e pela Prefeitura da Cidade do Rio e Janeiro, Secretária Municipal de Cultura. 

Sobre o Curta Cinema
O Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro – Curta Cinema – desde 1991 tem sido uma das principais vitrines para o curta-metragem no país. A cada ano são exibidos cerca de 200 filmes dos mais diversos gêneros e nacionalidades. A programação consiste em mostras competitivas (nacional e internacional), panoramas regionais, programas temáticos, de gênero, e especiais. Além da exibição de filmes, o festival desenvolve atividades paralelas com caráter informativo e educativo, como workshop e oficina.

Sobre o Oi Futuro 
O Oi Futuro é o instituto de responsabilidade social da Oi, que emprega novas tecnologias de comunicação e informação no desenvolvimento de projetos de educação, cultura, esporte, meio ambiente e desenvolvimento social. Desde 2001, suas ações visam democratizar o acesso ao conhecimento e reduzir distâncias geográficas e sociais, com especial atenção à população jovem.

 Na educação, os programas NAVE e Oi Kabum! usam as tecnologias da informação e da comunicação, capacitando jovens para profissões na área digital, fornecendo conteúdo pedagógico para a formação de educadores da rede pública, e fomentando o desenvolvimento de modelos inovadores. Já na área cultural, o Oi Futuro mantém dois centros culturais no Rio de Janeiro, com uma programação nacional e internacional de qualidade reconhecida e a preços acessíveis, além do Museu das Telecomunicações.

O esporte é apoiado através de projetos aprovados pelas Leis de Incentivo ao Esporte, tendo sido a Oi a primeira companhia de telecomunicações a apostar nos projetos socioeducativos inseridos na Lei Federal. O programa Oi Novos Brasis completa seu escopo de atuação, reafirmando o compromisso do Instituto no campo da sustentabilidade, com o apoio e o desenvolvimento de parcerias com organizações sem fins lucrativos para a viabilização de ideias inovadoras que utilizem a tecnologia da informação e comunicação para acelerar o desenvolvimento humano.

Serviço:

Cineclube Curta Cinema – O curto-circuito da política: representação e realidade material
Data: Quinta-feira, dia 18 de agosto.
Horário: 19h30m
Local: Oi Futuro Ipanema – Rua Visconde de Pirajá, 54 – Ipanema, Rio de Janeiro
Exibição seguida de debate. Senhas serão distribuídas com 30 minutos de antecedência
Capacidade: 92 lugares
Classificação indicativa: 14 anos

Programação:

Em transito – de Marcelo Pedroso. 19 min. PE. 2013.
Protagonizado por Elias, um morador de rua. O filme ganhou o prêmio de Melhor Curta no VI Janela Internacional do Recife 2013 e já acumula outros seis em oito festivais nacionais. 

O Porto – de Clarissa Campolina, Julia de Simone, Luiz Pretti e Ricardo Pretti . 20 min. MG/RJ. 2013.
Cais do Vallongo – Cais da Imperatriz – Porto do Rio – Porto Maravilha: camadas de uma cidade assombrada pelo progresso. Um porto sobre o outro. Uma cidade sobre a outra. Para filmar a cidade hoje devemos olhar, ao mesmo tempo, por de baixo e para além da paisagem. A câmera pode ser uma ferramenta de escavação, revelando várias invisibilidades no espaço e no tempo, sepultadas em territórios esquecidos. Espaços urbanos vazios revelam um projeto político de exploração capitalista, que é camuflado por um discurso idealizado de progresso, que se repete ao longo de nossa história. 

Mater Dolorosa – de Daniel Caetano e Tamur Aimara. 12 min. RJ. 2014.
Documentário sobre o velório de um dançarino morto pela polícia carioca e o protesto feito por sua mãe e seus vizinhos.

DEIXE UM COMENTÁRIO