Na beleza de Frágua

Nascida em Capoeiras, agreste pernambucano, Airô Barros, além da voz simpática e gostosa de escutar, é pós-graduada em Artes pela Unesp/SP; cantora (tem dois CDs, Terra em Transe e Pausa), compositora, artista plástica (a capa do primeiro CD é uma pintura sua) e poeta. Sobre essa última faceta, especialmente, que você vai conhecer agora.

Airô Barros (foto: Datames Egg)
Airô Barros (foto: Datames Egg)

Dona de costume particular, Airô, desde sempre, presenteia seus amigos e entes queridos com acrósticos e poemas. Nada estranho para quem se interessa por poesia desde os 10 anos de idade. Certa vez, em 81, uma amiga lhe presenteou com um caderno, para que registrasse e guardasse sua produção poética. E ela não parou mais.

Num concurso da editora Nativa em 2000, teve seus poemas escolhidos entre, inacreditavelmente, mais de 300 concorrentes. A partir daí, surgiu Frágua, lançado há 15 anos, atualmente na terceira edição revista e ampliada. Mas atenção: quem quiser adquiri-lo, basta ir na página oficial da artista encomendá-lo, pois ele está quase esgotado.

Ao saborear esse bom livro de Airô, o leitor vai perceber que a mensagem toda, espalhada em 90 páginas, pode ser resumida em uma frase apenas do prefácio, de Lyster Spíndola: Em resumo, Frágua é um registro da celebração da vida.

Nada mal para quem faz um trabalho simples, conduzido pelo coração e guiado pela verdade da alma, assim como atestam alguns versos de Quando o amor acontece: A música, a poesia, enfim, as artes, compõem o quadro da felicidade plena. É a nossa obra-prima que se mostra, quando o amor acontece.

Matheus de Paula

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