Mostra homenageia o Cineasta Murillo Salles com retrospectiva de sua obra na Caixa Cultural Rio

Evento reúne longas e curtas-metragens, além de filmes em que atuou como diretor de fotografia. Haverá, ainda, masterclass, debate com o cineasta e lançamento de catálogo

Aprendi a jogar com você
Aprendi a jogar com você

A CAIXA Cultural Rio de Janeiro apresenta, de 19 a 31 de julho (terça-feira a domingo), a mostra O Cinema de Murilo Salles – o Brasil em cada plano, com todos os longas-metragens do diretor, fotógrafo, roteirista e produtor carioca, além de curtas e filmes nos quais ele assinou a direção de fotografia. O evento tem curadoria de Mariana Bezerra e também promove um bate-papo, dois debates e uma masterclass com o diretor homenageado. A mostra é patrocinada pela Caixa Econômica Federal e Governo Federal.

O evento dará ao público a oportunidade de conhecer profundamente o trabalho de Murilo Salles, desde seus primeiros curtas como Sebastião Prata ou, bem dizendo, Grande Otelo (1971), codirigido com Ronaldo Foster; sua estreia em longas-metragens com Nunca fomos tão felizes (1984) – que participou da Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes e ganhou os prêmios de Melhor Filme nos festivais de Brasília e de Gramado, e o Leopardo de Bronze no Festival de Locarno –,  passando por documentários para televisão e cinema que revelam sua forte ligação com as artes plásticas, Sergio Camargo, Fevereiro 1984 (1984) e Tunga – Registros (2012), até seus trabalhos mais recentes como O fim e os meios (2014), vencedor do Prêmio de Melhor Roteiro no Festival do Rio.

Meus filmes são fruto de uma relação tumultuada e amorosa que tenho com meu país, por não dar conta do absurdo e da beleza, do injusto e da riqueza, do afetivo e da violência, matérias-primas do cinema”, declara Murilo Salles.

O crítico Carlos Alberto Mattos, corresponsável pela edição do catálogo da mostra, destaca a capacidade do diretor de “sacudir”, com seus filmes, o status quodo cinema nacional, ao lançar um olhar oblíquo sobre as convenções sociais e as narrativas dominantes, mesmo sem ter um perfil contestador nem gerar grande alvoroço na mídia.

“Em meados da década de 1980, Nunca fomos tão felizes trocou as reações ressentidas com a ditadura militar pelo caminho da reflexão sobre o vácuo deixado para as gerações futuras. Como numa sequência daquele raciocínio, as crianças de Como nascem os anjos agiam não movidas por uma pauta sociológica engomada, mas por impulsos naturais do seu modo de vida: o acaso, o equívoco, o narcisismo, a sexualidade precoce, a mitificação da beleza importada, o mimetismo da televisão. Ele continuou na mesma toada em filmes como Seja o que Deus quiser!, Nome próprio e O fim e os meios, sempre invertendo sinais e deslocando perspectivas sobre os temas e a representação de personagens característicos da atualidade brasileira”, analisa Mattos.  

Debates e Masterclass:
Na noite de abertura da mostra, no dia 19 de julho, às 18h30, será exibida uma seleção de curtas dirigidos por Murilo Salles e parceiros, além de Carro de Bois(1974), parceria de Murilo no único filme colorido de Humberto Mauro. Em seguida, haverá um bate-papo com o diretor e o lançamento do catálogo com textos inéditos assinados por nomes como Paulo Sérgio Duarte e José Geraldo Couto, entre outros.

A mostra promoverá ainda dois debates gratuitos, com distribuição de senhas a partir das 17h do dia do evento. No dia 21 (quinta-feira), às 19h10, Murilo Salles, o diretor de fotografia Walter Carvalho e o pesquisador Hernani Heffner conversam sobre A fotografia no cinema brasileiro. E, na quinta-feira seguinte, dia 28, às 19h, o tema será O cinema de Murilo Salles, com participação do próprio diretor, do crítico Carlos Alberto Mattos e do historiador Maurício Lissovsky.

Murilo Salles ainda irá ministrar a masterclass Questões para pensar o cinema que quero fazer, no dia 23 de julho (sábado), às 14h. Ele comentará cenas de seus filmes, os bastidores, o processo de realização e curiosidades das filmagens, além de falar sobre as funções do fotógrafo em um set de filmagem e o seu método de direção. A masterclass é gratuita, as vagas são limitadas e as inscrições devem ser feitas pelo e-mail masterclass@mostramurilosalles.com.br

Outras informações sobre a mostra podem ser acessadas nos endereços www.mostramurilosalles.com.br e https://www.facebook.com/ocinemademurilosalles/

Programação:

 

19 de julho (terça-feira)

18h30 – Sessão de abertura, seguida de bate-papo e lançamento do catálogo

Carro de Bois (1974), de Humberto Mauro, Brasil, 10 min, livre.

Sebastião Prata ou, bem dizendo, Grande Otelo (1971), de Murilo Salles e Ronaldo Foster, Brasil, 11 min, livre.

És tu Brasil -Tunga (2003), de Murilo Salles, Brasil, 25 min, 16 anos.

Pornografia (1992), de Murilo Salles e Sandra Werneck, Brasil, 6 min, 18 anos.

 

20 de julho (quarta-feira)

17h – Sebastião Prata ou, bem dizendo, Grande Otelo (1971), de Murilo Salles, Brasil, 11 min, livre.

50 anos de TV Brasileira (2014), de Murilo Salles, Brasil, 9 min, livre.

Sergio Camargo, Fevereiro 1984 (1984), de Murilo Salles, Brasil, 13 min, 14 anos.

Tunga – Registros (2012), de Murilo Salles, Brasil, 33 min, 14 anos.

Pornografia (1992), de Murilo Salles, Brasil, 6 min, 18 anos.

19h10 – Faca de dois gumes (1989), de Murilo Salles, Brasil, 97 min, 16 anos

 

21 de julho (quinta-feira)

15h – Carro de Bois (1974), de Murilo Salles, Brasil, 10 min, livre.

Lição de amor (1975), de Eduardo Escorel, Brasil, 85 min, 16 anos.

17h – Todos os Corações do Mundo (1995), de Murilo Salles, Brasil/EUA, 106 min, livre.

19h10 – Debate A fotografia no cinema brasileiro, com o cineasta Murilo Salles, o diretor de fotografia e cineasta Walter Carvalho e o pesquisador Hernani Heffner.

 

22 de julho (sexta-feira)

15h30 – Estas são as armas (1978), de Murilo Salles, Brasil/Moçambique, 60 min, 16 anos.

17h – Seja o Que Deus Quiser! (2002), de Murilo Salles, Brasil, 90 min, 18 anos.

19h10 – Como Nascem os Anjos (1996), de Murilo Salles, Brasil, 96 min, 14 anos.

 

23 de julho (sábado)

14h – Masterclass Questões para pensar o cinema que quero fazer, com o cineasta Murilo Salles.

16h30 – És Tu, Brasil (2003), de Murilo Salles, Brasil, 110 min, 16 anos.

18h50 – O fim e os meios (2014), de Murilo Salles, Brasil, 105 min, 16 anos.

 

24 de julho – (domingo)

14h30 – Aprendi a Jogar com você (2014), de Murilo Salles, Brasil, 87 min, 12 anos.

16h30 – Passarinho Lá de Nova Iorque (2014), de Murilo Salles, Brasil, 89 min, 12 anos.

18h30 – Nome Próprio (2007), de Murilo Salles, Brasil, 120 min, 18 anos.

 

26 de julho (terça-feira)

17h – O espetáculo e a delicadeza – Parte 1 (2008), de Murilo Salles, Brasil, 78 min, 14 anos.

19h – O espetáculo e a delicadeza – Parte 2 (2008),de Murilo Salles, Brasil, 79 min, 14 anos.

 

27 de julho (quarta-feira)

17h – Árido Movie (2005) de Lírio Ferreira, Brasil, 115 min, 16 anos.

19h15 – Carro de Bois (1974), de Murilo Salles, Brasil, 10 min, livre.

Estas são as armas (1978), de Murilo Salles, Brasil/Moçambique, 60 min, 16 anos.

 

28 de julho (quinta-feira)

17h – Como Nascem os Anjos (1996), de Murilo Salles, Brasil, 96 min, 14 anos.

19h – Debate O cinema de Murilo Salles, com o cineasta Murilo Salles, o crítico e coeditor do catálogo da mostra Carlos Alberto Mattos e o historiador Maurício Lissovsky.

29 de julho (sexta-feira)

14h30 – És Tu, Brasil (2003), de Murilo Salles, Brasil, 110 min, 16 anos.

16h40 – Aprendi a Jogar com você (2014), de Murilo Salles, Brasil, 87 min, 12 anos.

18h45 – Nome Próprio (2007), de Murilo Salles, Brasil, 120 min, 18 anos.

 

30 de julho (sábado)

15h – Nunca Fomos Tão Felizes (1984), de Murilo Salles, Brasil, 90 min, 12 anos.

17h – Faca de dois gumes (1989), de Murilo Salles, Brasil, 97 min, 16 anos.

19h15 – Seja o Que Deus Quiser! (2002), de Murilo Salles, Brasil, 90 min, 18 anos.

 

31 de julho (domingo)

15h – O fim e os meios (2014), de Murilo Salles, Brasil, 105 min, 16 anos.

17h – Passarinho Lá de Nova Iorque (2014), de Murilo Salles, Brasil, 89 min, 12 anos.

19h15 – Sebastião Prata ou, bem dizendo, Grande Otelo (1971), de Murilo Salles, Brasil, 11 min, livre.

50 anos de TV Brasileira (2014), de Murilo Salles, Brasil, 9 min, livre.

Sergio Camargo, Fevereiro 1984 (1984), de Murilo Salles, Brasil, 13 min, 14 anos.

Tunga – Registros (2012), de Murilo Salles, Brasil, 33 min, 14 anos.

Pornografia (1992), de Murilo Salles, Brasil, 6 min, 18 anos.

 

Serviço:

Mostra O Cinema de Murilo Salles – O Brasil em cada plano

Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Cinema 1

Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro (Metrô: Estação Carioca)

Telefone: (21) 3980-3815

Data: 19 a 31 de julho de 2016 (terça-feira a domingo)

Horários: Consultar programação

Ingressos: R$ 4,00 (inteira) e R$ 2,00 (meia). Além dos casos previstos em lei, clientes CAIXA pagam meia.

Lotação: Cinema 1 – 78 lugares (mais 3 para cadeirantes)

Bilheteria: de terça-feira a domingo, das 10h às 20h

Classificação Indicativa: Consultar programação

Acesso para pessoas com deficiência

Patrocínio: Caixa Econômica Federal e Governo Federal

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