MIMO Festival anuncia novos nomes da programação 2016

Sons Of Kemet (Inglaterra), Jacky Terrasson e Stéphane Belmondo (França), Mário Laginha e Pedro Burmester (Portugal), Antônio Nóbrega e Bixiga 70 (Brasil) estão entre as atrações

O MIMO, maior festival gratuito de música do Brasil, apresenta novos destaques de sua 13ª edição, sempre se afirmando como uma experiência musical abrangente e inovadora, que une gerações e respeita as diferentes culturas. Cerca de 50 concertos, além de 27 filmes inéditos, poesia, workshops e palestras, ocuparão as cidades de Tiradentes, Ouro Preto, Paraty, Olinda e Rio de Janeiro em outubro e novembro.

No Rio de Janeiro, o festival acontecerá entre os dias 11 e 13 de novembro e trará na abertura o multiartista Antônio Nóbrega, apresentando o espetáculo “Um recital para Ariano”, em homenagem ao dramaturgo, poeta, romancista, ensaísta e um dos grandes pensadores brasileiros, Ariano Suassuna.

A Igreja da Candelária receberá o exclusivo concerto dos pianistas portugueses Mário Laginha e Pedro Burmester. Eles repetirão a dose no festival em Olinda, que se realizará entre os dias 18 e 20 de novembro. Os aclamados instrumentistas unirão seus talentos para um concerto a quatro mãos e dois pianos, em que apresentarão obras clássicas e de autores como João Paulo Esteves da Silva, Pixinguinha e Aaron Copland.

Figuras centrais da brilhante geração do jazz francês, o pianista Jacky Terrasson e trompetista Stéphane Belmondo virão com exclusividade ao MIMO Rio de Janeiro para mostrar o recém-lançado álbum “Mother”, recebido pela crítica como um dos mais belos trabalhos de jazz do outono europeu. No repertório, composições originais, standards de Charlie Haden e Dave Brubeck, clássicos da canção francesa e versões para músicas de Stevie Wonder.

Em Olinda, o arrebatador grupo britânico Sons of Kemet apresentará quatro estrelas da atual cena do jazz do Reino Unido. Liderado pelo saxofonista, clarinetista e compositor Shabaka Hutchings, o grupo reúne ainda Theon Cruz, na tuba, Seb Rochford e Tom Skinner, na bateria. A formação inusitada produz uma mistura revolucionária de música, que se estende pelo jazz, rock e dub.

Com um som contagiante, que vai do jazz ao groove, a banda paulistana Bixiga 70 toca pela primeira vez no festival, após duas turnês europeias bem-sucedidas, que renderam apresentações em importantes festivais como Glastonbory, no Reino Unido e Jazz à Vienne, na França. No MIMO, o Bixiga apresentará o disco “The Copan Connection: Victor Rice meets Bixiga 70”. É outra atração que fará a dobradinha em Rio e Olinda.

Nas duas cidades, a festa fará a estreia no Brasil de dois grandes artistas internacionais. Diretamente de Gana, da África Ocidental, Pat Thomas será acompanhado pela famosa Kwashiru Area Band. Ele é o maior representante do highlife, gênero musical popular que nasceu nos anos de 1920 no Gana, Serra Leoa e Nigéria, espalhou-se para outros países e influenciou diretamente o surgimento do afrobeat.

A diva Totó La Momposina, símbolo da música tradicional colombiana, convidará o público a dançar e conhecer os ritmos e sonoridades da ancestral música da costa do Caribe. Aos 76 anos e 50 de carreira, é uma das artistas mais respeitadas da América do Sul.

No lineup do Circuito MIMO Tiradentes (7 e 8 de outubro) e Ouro Preto (8 e 9 de outubro), destacam-se o virtuosístico harpista colombiano Edmar Castañeda, um dos maiores nomes do instrumento no mundo. Versátil e carismático, Castañeda tirou a harpa da sombra e a inseriu no universo do jazz. Em concertos pelo mundo, em trio ou solo (formato com o qual se apresentará no MIMO), o harpista atuou com Marcus Miller, Wynton Marsalis, Gonzalo Rubalcaba, John Patitucci e Paquito D´Rivera, entre outros grandes do jazz.

Por sua vez, a Orquestra Sinfônica Cesgranrio mostrará um repertório que inclui obras do Pe. José Maurício Nunes Garcia, Mendelssohn e Radamés Gnattali. O “Concerto nº 2 para Harmônica e Orquestra, de Radamés Gnattali, terá como solista José Staneck, na gaita.

O moderno quarteto ucraniano DakhaBrakha, formado por alunos do vanguardista Teatro de Arte Contemporânea de Kiev, há 12 anos, é outro destaque em Ouro Preto e Paraty. Atração exclusiva do MIMO, chega ao Brasil depois de concertos consagrados em festivais nos Estados Unidos, Inglaterra, França e Suécia.

Em Paraty (14 a 16 de outubro), a atração internacional mais esperada vem do Senegal: Cheikh Lô, um gigante da música africana com 40 anos de carreira. Lô apresentará o seu mbalax, um estilo de música popular senegalesa, surgido nos subúrbios de Dacar, que combina formas instrumentais e vocais tradicionais com o jazz, soul e ritmos populares da América Latina. O mbalax ficou conhecido mundialmente pelas mãos do músico Youssou N’Dour.

Ainda em Paraty, estarão recém-indicados ao Grammy Latino, a cantora Elza Soares e o rapper Emicida, que receberá como convidado especial o mestre do samba Wilson das Neves.

Todos os concertos são gratuitos e a programação pode ser conferida no portal www.mimofestival.com.

O MIMO já proporcionou 344 shows de graça e mais de 950 horas de música ao vivo a um público estimado em mais de 1 milhão de pessoas e gerou cerca de 13 mil empregos diretos e indiretos. Em 2016, o festival teve sua primeira edição no exterior, em Portugal, com público de 24 mil pessoas.

Idealizado em 2004 pela produtora Lu Araújo, diretora geral e artística, em 2013 o MIMO passou a ter como sócio o empresário Luiz Calainho. A partir de 2015, mais uma empresa se associou ao evento, a Musickeria, de Calainho, Flávio Pinheiro e Afonso Carvalho. A edição 2016 do MIMO Festival conta com o patrocínio do Ministério da Cultura, Bradesco, Cielo e BNDES e apoio da Estácio.

Visite o site:  http://mimofestival.com

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