Mestre-Cervejeiro.com inaugura sua segunda loja no Rio de Janeiro com preços acima da média

Teve Tapioca. Teve bolachinha de várias cervejarias pra galera levar pra casa. Teve som ambiente com Rock n’ Roll. Não faltou boa vontade por parte dos atendentes, que são bem instruídos, educados e conhecedores das cervejas. O marketing foi efetivo. Mas, por outro lado, nos aspectos que realmente interessam ao bom e exigente público cervejeiro, o “Mestre” ficou devendo. Teve chopp quente, superlotação e preços exorbitantes.

A rede de lojas Mestre-Cervejeiro.com, em franca expansão, inaugura o seu segundo endereço na cidade, na Rua Senador Vergueiro, nº 2, ao lado do Devassa. A região é essencialmente boêmia, e agora ganha mais uma opção no segmento das cervejas especiais. Além das garrafas (opção quente e gelada) possuem uma torneira de chopp. Outros atrativos são os “gadgets” e camisas cervejeiras. A ideia é funcionar não apenas como loja, mas também como ponto de parada para uma rápida degustação.

A concorrência que irá enfrentar é grande. Apesar de escondida numa galeria ao lado do supermercado Zona Sul, na própria Senador Vergueiro, a loja Sublime possui uma variada carta de cervejas nacionais e importadas. Bares como o Herr Brauer, na Barão do Flamengo (o mais antigo da região), o Café Onze e o “boteco sem nome” de cervejas especiais, quase na esquina da Marquês de Abrantes, praticam preços mais acessíveis. Existe ainda o quiosque de cervejas da galeria Condor, e por que não, os dois Pão de Açúcar do Flamengo.

O diferencial do Mestre-Cervejeiro.com é a variedade de rótulos, e principalmente as exclusividades americanas que possui. A questão é se a loja vai conseguir manter-se em longo prazo, praticando os preços “surreais” que foram encontrados logo na abertura. Não dá pra aceitar uma simples Jeffrey a 19 reais (custa entre 9 e 12 reais no Zona Sul), uma garrafa de Coruja a quase 40 (facilmente encontrada a 20), Leffe a 20 (essa então nem se fala, o site Emporio da Cerveja vende promoções malucas de 6 garrafas por 30, e o Pão de Açúcar, a unidade a 10). Tudo é mais caro que costumeiramente paga-se num bar ou restaurante, e se compararmos com preços de mercados, lojas especializadas e internet, aí a coisa fica mais gritante ainda.

Resta torcer para que o negócio dê certo, e que os preços sejam ajustados ao longo do tempo, pois a franquia é realmente interessante. Quanto mais opções tiver, o bairro do Flamengo agradece.

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