Mesa promove debates em lançamento da 2ª edição de O poder constituinte

Mais de dez anos após sua primeira edição brasileira, este é um livro que permanece extremamente atual. De discurso abrangente, profundo e plural, abarca não só direito, mas também filosofia, história e ciências sociais. Antonio Negri elucida o conceito de poder constituinte, caracterizando-o como a atividade produtora das normas constitucionais dos ordenamentos jurídicos e situando-lhe a genealogia nas ondas revolucionárias da modernidade. Da Renascença à Revolução Inglesa, da Independência Americana à Revolução Francesa, da experiência soviética aos horizontes das lutas contemporâneas, ele analisa, com erudição e potência crítica, o pensamento de autores como Maquiavel, Harrington, Burke, Jefferson, os “federalistas”, Rousseau, Sieyès, Tocqueville, Marx, Lenin e, recorrentemente, Espinosa. O propósito é reivindicar uma “tradição anômala” no eixo Maquiavel–Espinosa–Marx, com o recurso à contribuição de Deleuze e Foucault.

Segundo Negri, “é sempre o povo que deve levantar a espada, pois é no povo que reside o poder” (2015, p.128). No Brasil, episódios, ainda recentes, que se alastraram a partir das jornadas de junho de 2013 mostram também o poder que o povo é capaz de possuir. Os levantes da multidão demonstram o que pode o poder constituinte quando o verbo se faz carne, quando os(as) meninos(as) “desembestam”, quando os risos denunciam os podres poderes constituídos que nada podem sem a desrazão das armas, quando a vida explode produtiva e criativamente em velozes composições e recomposições de potência horizontalmente articuladas. E é desse sopro, dessa carne, desse pensamento ao longo da modernidade que nasce a grandeza desta formidável obra, que agora retorna à circulação, reeditada.

Sobre o autor
Antonio Negri é um filósofo político e cientista social italiano. Lecionou no Collège International de Philosophie e na Universidade de Paris VIII, além de ter editado a revista Futur Antérieur. É autor de Cinco lições sobre Império (DP&A, 2003), Kairòs, Alma Venus, Multitudo (DP&A, 2003), e coautor, com Maurizio Lazzarato, de Trabalho imaterial (Lamparina, 2013).

Sobre o tradutor
Adriano Pilatti é graduado pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mestre em Ciências Jurídicas pela PUC-Rio e doutor em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ), com pós-doutorado em Direito Público Romano pela Universidade de Roma I – La Sapienza. É professor do Departamento de Direito da PUC-Rio, do qual já foi diretor.

Ficha técnica

Título: O poder constituinte: ensaio sobre as alternativas da modernidade
Autor: Antonio Negri
Tradutor: Antonio Pilatti
Categoria: Direito/Política/Filosofia
Lançamento da 2ª edição brasileira: 27 de agosto, 19h, PUC-Rio
Número de páginas: 400
ISBN: 978 85 8316 0009 0
Preço: R$ 75,00
Editora: Lamparina editora (www.lamparina.com.br / www.facebook.com/EditoraLamparina)

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