Mercedes

Espetáculo inédito sobre Mercedes Baptista, uma das maiores representantes da cultura negra do país, estreia na Arena do Espaço Sesc - Copacabana

Mercedes (foto: Daniel Barboza)
Mercedes (foto: Daniel Barboza)

A estética negra como poética cênica do Grupo EMÚ usa artes integradas como base para a formação dessa homenagem à precursora da dança afro-brasileira no mundo, agregando à apresentação manifestações artísticas como teatro, dança e música. 

Mercedes Ignácia da Silva Krieger, bailarina, de formação erudita, uma das maiores representantes da cultura afro-brasileira no mundo, primeira bailarina negra do Theatro Municipal, pioneira da dança moderna brasileira e principal responsável pela disseminação das alas coreografadas no Carnaval carioca, será homenageada em espetáculo teatral, intitulado por “Mercedes”, uma viagem pela vida da artista que só tem a contribuir para o resgate e preservação da cultura negra brasileira. A estreia da montagem, inédita, será realizada no dia 6 de maio, às 20h30, na Arena do Espaço Sesc, em Copacabana.

Mercedes (foto: Daniel Barboza)
Mercedes (foto: Daniel Barboza)

Mercedes” traz aos palcos uma linguagem cênica peculiar à estética negra como resultado da pesquisa dos movimentos coreográficos criados pela bailarina, utilizados como signo corporal-interpretativo. O espetáculo utiliza-se de Artes Integradas para denotar ao público variadas manifestações artísticas presentes na cultura popular brasileira, tais como teatro, dança, música, expressões populares e elementos do patrimônio cultural brasileiro.  A montagem também marca a apresentação de um grupo formado por artistas interessados em investigar e aprofundar uma ótica negra no cenário artístico contemporâneo. 

A artista foi responsável pela inserção da disciplina Danças Afro-Brasileiras ao componente curricular da escola de danças do Theatro Municipal, a Escola de Danças Maria Olenewa, além de ter suas criações coreográficas até hoje identificadas como repertório gestual de dança afro no Brasil, sendo considerada a criadora da dança moderna brasileira a partir de uma estética negra.

O universo da ficção submete um retorno às expressões afro-brasileiras, através da apresentação de uma narrativa em torno da construção da identidade negra na dança brasileira, relatada por fatos reais e fictícios da vida de Mercedes. A peça mergulha na história dessa personalidade, que atingiu lugar de prestígio no Brasil e no Mundo, a partir de uma visão poético-corporal das danças de matriz negra e folclóricas do Brasil.

A música terá papel essencial na obra, tornando-se ora personagem dentro da encenação, ora evidenciando os sentimentos surgidos e traduzidos pelos corpos dos intérpretes. A conexão entre corpo e música é tida como motor para evolução das personagens na trama, sendo seu condutor primordial, o elo responsável pela evolução e dinâmica de encenação. Também será a música o símbolo poético de representação da ligação entre a formação clássica e os conhecimentos das danças de matriz africana. Propõe-se uma junção entre os ritmos dos tambores afro-brasileiros e o violoncelo.

Durante o processo de construção da peça, os profissionais envolvidos tiveram aulas de canto, capoeira, dança afro, balé, dança moderna e de pesquisa musical. Na temporada, também serão oferecidas oficinas gratuitas de dança afro, com o professor Fábio Baptista, com o intuito de transmitir para os alunos uma vivência com a Dança Afro Brasileira a partir da técnica formatada por Mercedes Baptista, obtendo bases para entrada da Dança Contemporânea no processo de criação coreográfico.

No espetáculo, nomes de diferentes gerações fazem-se presentes dando credibilidade à obra. Compõem o elenco artistas como Iléa Ferraz e Sol Miranda, Ariane Hime e Reynaldo Machado. Além deles, estão presentes, na liderança artística, profissionais como Fabiano de Freitas (Dadado), integrante do núcleo de Rádiodramaturgia da EBC e coordenador do Tempo Festival; e Sérgio Pererê, um dos mais versáteis nomes da música popular brasileira, na direção musical.

O projeto tem patrocínio da Funarte.

Oficina

Oficina  Dança Afro Brasileira e Tendências Contemporâneas para Criação da Dança Afro Contemporânea
Local: Espaço Sesc
Datas: 7, 14, 21 e 28/05
Horários: sábados, das 16h às 18h
Professor: Fábio Batista
Público alvo: bailarinos, atores, estudantes de dança
Ingressos: Grátis
Endereço: Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana – Rio de Janeiro – RJ
Inscrições via e-mail ( carta de intenção + currículo): espacosesc.faleconosco@sescrio.org.br .

Serviços

Espetáculo Mercedes
Datas: 6 a 29 de maio
Horário: Quinta a Sábado às 20h30, Domingo às 19h
Local: Arena do Espaço Sesc
Ingressos: R$ 5 (associado do Sesc), R$ 10 (meia), R$ 20 (inteira)
Endereço: Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, Rio de Janeiro – RJ
Informações: (21) 2547-0156
Bilheteria: aberta de  terça a domingo, das 15h às 21h.
Classificação indicativa: 12 anos.
Duração: 1h30
Lotação: 250 lugares
Gênero: Drama Musicado

Ficha Técnica
Concepção e idealização: Sol Miranda
Direção: Juracy de Oliveira e Thiago Catarino
Texto: Cássio Duque e Sol Miranda
Dramaturgia: Grupo Emú
Supervisão de direção e de dramaturgia: Fabiano de Freitas
Elenco: Ariane Hime, Iléa Ferraz, Núbia Pimentel, Raphael Rodrigues, Reynaldo Machado, Tuany Zanini e Sol Miranda
Participação especial: João Paulo Alves e Reinaldo Junior
Coreografia e Direção de Movimento: Fábio Batista
Preparação Corporal: Charles Nelson, Elton Sacramento e Fábio Batista
Bailarinos: Renata Araújo, Canela Monteiro, David Torres
Preparação para Ponta: Yara Barbosa
Direção Musical: Sérgio Pererê
Composição Musical: Kadú Monteiro e Sérgio Pererê
Piano: Richard Neves
Violino: Frida Maurine
Violoncelo: Raquel Terra
Preparação Vocal: Priscilla Lacerda
Iluminação: Paulo Cesar Medeiros
Iluminador de cena: Hebert Said
Figurino: Lucas Pereira
Concepção de Cenário: Juracy de Oliveira e Sol Miranda
Cenotécnico: Adriano Farias e Jonathan Mendes
Cenografia: Bambuê Arquitetura Viva & Mundo Livres
Fotografia Artística: Daniel Barboza e Felipe Alencar
Designer Gráfico: Laryssa Salles
Ilustração Artística: Iléa Ferraz
Assessoria de formação de plateia: Ébano Produções Artísticas
Produção audiovisual: Helena Bielinski
Produção: Emú Produções Artísticas
Produção Geral: Sol Miranda
Administração: Tuany Zanini
Parceiro: Terreiro Contemporâneo
Coprodução: Alquimia Cultural

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