Massacre “em nome de Deus”: uma história de fanatismo cruel

Em A Noite de São Bartolomeu, a escritora Wera Krijanowska relata um dos episódios mais bárbaros dos conflitos entre católicos e protestantes na França do Século XVI

CapaUma princesa católica se casa com um líder protestante para simbolizar a paz entre as duas crenças que vinham se enfrentando em guerras religiosas. Na madrugada do casamento, porém, dezenas de líderes protestantes são executados a mando da família da noiva, dando início a um massacre que duraria meses.

O episódio, conhecido como “A Noite de São Bartolomeu”, dá o título da obra ditada por J.W. Rochester à médium russa Wera Krijanowska, relançado em nova edição pela editora Boa Nova.

No livro, Rochester descreve o cotidiano de intrigas, fofocas, delações e traições que estiveram por trás do casamento entre a católica Margarida de Valois, princesa francesa, e o jovem líder do Partido Protestante, Henrique de Navarra. A união foi o marco de uma noite de assassinatos organizados pela Rainha-Mãe Catarina de Médicis, mãe da noiva.

“Os anos se passaram e ela se tornou Rainha. Na manhã do desastre da Revolução de São Quentim, ela foi encarregada da regência provisória do reino e revelou recursos políticos e uma energia que não se supunha ela tivesse.”

A tragédia, cometida “em nome de Deus”, foi uma manobra fanática, imediatista e cruel responsável pelas mais inomináveis barbaridades, desencadeando incidentes que se prolongaram em séculos de provações para Espíritos que, na calada da noite, interferiram brutalmente no destino de milhares de protestantes huguenotes. 

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