“Lucio Kropf” arremessa disco de rock and roll!

Guitarrista, compositor e cantor agrega músicos renomados, em gravações, e mostra seu alto nível em criar, tocar, interpretar

Música faz parte do seu dia a dia, desde que acorda pela manhã, cedo, o carioca Lucio Kropf faz seu desjejum com fones nos ouvidos sintonizado em rock, soul, blues… “música que toca alma e coração”, comentou o guitarrista. Lucio é um aficionado em música desde que era criança. Ainda com seus 12 anos iniciava seu primeiro contato com a música escutando Stevie Wonder, Beatles, Pink Floyd, Deep Purple. Posso dizer que Lucio nasceu para música. Em todos os momentos em que estive com ele, não teve outro assunto há não ser “Música”. O mais interessante é que todos seus ícones que o levaram para o meio musical, ele conta a história de cada uma como se fossem membros de sua família. 

Sempre comentado no meio por colegas que não poupam comentários elogiosos; escutei do Kadu Menezes (ex-baterista do Kid Abelha), Telefone Gol e Os Lenhadores (Rodrigo Santos), Nani Dias (guitarrista e compositor, Lobão, Telefone Gol…), Fernando Magalhães (Barão Vermelho), Sergio Vid (Sangue da Cidade e Sangue Azul), dentre outros como: o renomado guitarrista e compositor Sergio Serra (Ex- Ultraje a Rigor), que fez questão de escrever: “Mr. Kropf é um Rocker de mente aberta, alerta, esperta. Um Rocker Ébrio de Soul, Baladeiro, Brasileiro, Lobo em pele de Cordeiro Negro, Blueseiro, Punk, Funk como Le gusta (modelo anos 60/70), Jazz, Pop, Bossa ‘n Roll, Pedra que Rola, Pedra com (Minha Alma ainda Chora)”

Em tempo: Lucio Kropf fala do seu início de carreira até os lançamentos “Baú Musical de Lucio Kropf e Os Agregados do Rock and Roll” (2014) – “Pela Rua” (2015) com participações de ilustres músicos reconhecidos internacionalmente que trabalharam com John Lennon, Keith Richards e Bob Dylan… confira o que Lucio Kropf falou.

foto: Elias Nogueira
foto: Elias Nogueira

A música desde cedo
– Minha primeira memória de um momento musical foi quando ouvi “Isn’t she lovely” do Stevie Wonder, quando ainda era bem pequeno, talvez uns oito ou nove anos na residência de minha avó. Através de um primo descobri o universo Beatles e não parei mais. Isso ainda bem moleque – já curtia Pink Floyd, Deep Purple, etc. Lembro-me de quando ainda na quinta série escolar andava com os LPs embaixo do braço e frequentava as lojas de discos (Gabriela e Disco do Dia, em Copacabana) sempre atrás de novidades.

Sobre ser músico
– Aprendi a tocar de ouvido aos 12 anos. Dez anos depois cheguei a fazer faculdade de música, mas não cheguei a me formar. Apesar da faculdade sempre fui meio um autodidata. O negocio era tocar rock `n roll por aí. Toco guitarra e violão.

Desde quando você se considera guitarrista e quando você foi apresentado a ela: a guitarra?
– Fui apresentado à guitarra quando comprei minha primeira Tonante em 1982 e montei uma banda onde só tinham dois instrumentos: guitarra e bateria, isso foi em Copacabana, na Rua Mascarenhas de Moraes onde eu morava com meus pais. Em 1984 ganhei minha primeira guitarra “boa” que tenho até hoje, uma Les Paul preta que tem um som incrível.

Inspiração 
– Minhas primeiras inspirações musicais vieram dos Beatles. Depois curti muito Ritchie Blackmore e Jimmy Page. Curto Clapton, Freddie King, e Pete Townshend.

O cantor
– Comecei a cantar mais tarde. Na verdade para poder materializar e guiar minhas músicas. Não fiz aula de canto, mas como compositor sentia a necessidade de cantar para fazer as melodias. Quando gravei meu primeiro disco solo, em 2014, cantei algumas músicas. Fui pegando gosto e no meu segundo disco de 2015 cantei todas as faixas.

Compositor
Normalmente faço as harmonias e melodias, letra nem sempre. Normalmente pinta uma sequencia de acordes ou uma linha melódica e vou trabalhando em cima. Uma vez em processo criativo de determinada canção, fico numa espécie de imersão, até conseguir concluir a composição.

Curiosamente, na minha família, próxima, não tem nenhum músico, meus pais não são aficionados por música. Comecei como uma paixão que se estende

Sobre o primeiro lançamento em 2014: “O Baú Musical de Lucio Kropf e Agregados do Rock and Roll” – LP/CD.
– O meu primeiro disco foi feito lançado em 2014, fruto de um trabalho que começou em 2012. Na verdade foi realização de um sonho onde eu precisava materializar algumas musicas que tinha feito durante a minha vida musical. Chamei um grupo de amigos e junto com o Felipe Cambraia e Mauro Bianchi produzimos este disco, que tinha um ambiente um pouco mais nostálgico. Foi uma grande realização, tivemos participações especialíssimas como Lincoln Olivetti, Toninho Horta, Sergio Serra, Fernando Magalhães, e entre outros. Foi lançado em CD e LP Duplo e foi masterizado no Abbey Road Studios, com o Sean Magee (responsável por grandes projetos recentes, incluindo Beatles, Rush, etc.…).·.

“Pela Rua” segundo trabalho autoral saiu em 2015.   
-Novamente uma produção minha e do Felipe Cambraia, meu velho parceiro, Compadre e produtor musical. Este projeto envolveu 42 músicos diferentes, entre brasileiros e estrangeiros. Teve participação de Eumir Deodato no arranjo da música “Raios que me Cegam”, regendo uma orquestra de 12 músicos. Na seção de metais, utilizamos diversos músicos da cena Nova Iorquina, que já trabalharam com grandes artistas como: James Taylor, Sting, James Brown, Frank Sinatra, Bruce Springsteen, dentre muitos outros. Tivemos um trabalho que foi mixado para fita analógica e masterizado a partir destas fitas.

“Pela Rua” teve partes gravadas no Brasil e em NY (USA). Gravação de bases e vocais no Brasil (Toca do Bandido e Cia dos Técnicos), e gravação de metais e cordas no USA no lendário Avatar Studios (antigo Power Station) o mesmo estúdio onde foi gravado Let’s Dance do Bowie, Like a Virgin da Madonna, Clapton, Tatoo You dos Stones, Dire Straits, dentre muitos outros. E a mixagem/Masterização também foi realizada nos USA, nos estúdios MUSA NY, pelo Álvaro Alencar, antigo parceiro do Tom Capone, reconhecido por mais de uma dezena de Grammys e, pelo lendário engenheiro de masterização Greg Calbi; responsável por diversas masterizações de clássicos de John Lennon, Keith Richards e Bob Dylan. Foi lançado em LP, CD e em todas as plataformas digitais.

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