Livrar-se: verbo ou substantivo?

Coletânea de crônicas da autora Áurea Stela, convida o leitor para uma conversa delicada e sensível

CapaSeguindo o sucesso do primeiro livro, Palavralgia, a carioca Áurea Stela apresenta a obra intitulada Livro-me,publicada pela editora Pandorga. O título é uma coletânea de crônicas, e o segundo deste gênero publicado pela autora. Com uma sensibilidade e percepção delicada, ela transforma coisas comuns em arte. 

Talvez o leitor possa considerar que o nome do livro sugira que alguém necessite desfazer-se de alguma coisa. Contudo, a escritora utiliza a licença poética para transformar o substantivo “livro” em verbo. Neste caso, o verbo “livrar-se” toma para si o sentido do substantivo e deixa de significar tornar-se livre de alguma coisa, passando a exprimir a ideia de transformar-se em livro.

A literatura, vista com olhos inocentes, talvez seja apenas um amontoado de palavras. Por outro lado, a autora possui uma definição mais complexa. Para ela, não existe literatura sem questionamento, perplexidade, dúvida, sentimento e dor. Essa entrega é perceptível a cada página da obra.

“Estou envolvida até o último fio de cabelo com a palavra. É uma relação de fiel cumplicidade. Eu a escrevo. Ela me descreve e explica. Eu a calo em mim. Ela diz tudo o que em mim é ininteligível. Eu dela abuso e uso em prosa e verso. É ela que faz de mim poesia.”

Com uma doação de corpo e alma em cada crônica, a autora escreve uma obra sincera e profunda. Livro-me,além de presentear o leitor com uma mensagem reflexiva, faz um convite para uma conversa íntima e cativante, com temas do cotidiano.

SOBRE A AUTORA Áurea Lídia Ximenes Stela, brasileira, do Rio de Janeiro, nascida em 1965. Formada em Letras, trabalhou como revisora de textos técnicos e redatora para informativos de entidades patronais do Comércio. Participou da Antologia do I Concurso de Poesias da Revista Literária de Brasília em 2010 – Grupo Editorial Scortecci, com o texto Brinquedo. Participou, ainda, do Prêmio LiteraCidade, em 2011, com a crônica “O que você vai fazer quando crescer” e, em 2012, da publicação 100 Poemas, 100 Poetas, da mesma editora

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