Lenine celebra química do Projeto Carbono no Palco do Rock in Rio

Preparado exclusivamente para o festival, show reproduz o ambiente sonoro do disco gravado entre Rio, São Paulo, Salvador e Amsterdam A Martin Fondse Orchestra (Holanda), Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz, Pupillo, Dengue, Lucio Maia e Jorge Du Peixe (Nação Zumbi), Carlos Malta, Carlos Posada, João Cavalcanti, Bernardo Pimentel, Marcos Suzano, Ricardo Vignini, Tó Brandileone e Vinícius Calderoni são os convidados

Lenine - Foto: Flora Pimentel
Lenine - Foto: Flora Pimentel

Considerado pela crítica especializada como um dos pontos altos da discografia de Lenine, Carbono será mostrado pela primeira e única vez “como veio ao mundo”, celebrando os 30 anos do Rock in Rio 2015, dia 18 de setembro, sexta-feira. O show vai reproduzir no Palco Sunset os encontros originais do disco e o clima vivenciado somente nos estúdios de gravação nas cidades do Rio, São Paulo, Salvador e Amsterdam. 

Produzido entre janeiro e março deste ano e lançado em abril junto à turnê homônima, o álbum Carbono foi classificado por Lenine como “alotropia pura”, tomando de empréstimo o termo científico que designa as possibilidades de um átomo se agrupar de diferentes formas gerando novos elementos. 

“Vai ser uma honra apresentar a ‘cadeia completa’ de Carbono no Rock in Rio, reunindo todos os elementos que se agruparam para criá-lo originalmente em estúdio. Algo que seria quase impossível por conta das agendas dessa gente toda. Vai ser muito bacana”, diz o cantor.

Para esta versão full de Carbono, além dos instrumentistas e convidados mais que especiais, Lenine conta sua banda formada por Bruno Giorgi (bandolim, guitarra, efeitos e vocais), JR Tostoi (guitarra e vocais), Guila (baixo, synth e vocais) e Pantico Rocha (bateria e vocais). Ao todo, serão 49 artistas no palco.

Sobre o álbum Carbono 

Carbono tem onze canções inéditas e foi produzido por Lenine ao lado de Bruno Giorgi e JR Tostoi. A Martin Fondse Orchestra (Holanda), Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz, Pupillo, Dengue, Lucio Maia e Jorge Du Peixe (Nação Zumbi), Carlos Malta, Carlos Posada, João Cavalcanti, Bernardo Pimentel, Marcos Suzano, Ricardo Vignini, Tó Brandileone e Vinícius Calderoni estão entre os que participam do projeto. Pupillo, Tó Brandileone e o maestro holandês Martin Fondse figuram na coprodução de algumas faixas. O coro ficou a cargo de João Cavalcanti, Bruno Giorgi e Bernardo Pimentel.

No repertório, “Castanho”, parceria com Carlos Posada, “A causa e o pó”, com João Cavalcanti, “Cupim de ferro”, com Pupillo, Dengue, Lucio Maia e Jorge Du Peixe, “O impossível vem pra ficar”, com Vinícius Calderoni e “Grafite Diamante”, com Marco Polo. Com Lula Queiroga, a música “O universo na cabeça do alfinete” faz a ponte com Amsterdam através dos arranjos do maestro Martin Fondse. E Dudu Falcão é coautor de “Simples assim”. 

Com Carlos Rennó, Lenine compôs “Quede água” e “À meia noite dos tambores silenciosos”, que ganhou arranjos de Letieres Leite mesclando maracatu, toques como Ilu e Opanijé na sofisticada pegada da Orkestra Rumpilezz. Já “Quem leva a vida sou eu” é composição solo do cantautor nesta nova safra. Por fim, “Undo” é uma criação coletiva de toda a banda: Lenine, Pantico Rocha, Guila, Bruno Giorgi e JR Tostoi. 

Carbono, embora pretexto, embora elemento, embora título, faz jus ao seu lugar na química, ciência estudada por Lenine na juventude. É liga pra tudo quanto é coisa, e suas conexões com outros átomos podem gerar uma infinidade de resultados. Do grafite ao diamante – e agora, canção. Como nos versos com o filho João: “solene, terreno, imenso; perene, pequeno, humano”.

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