Katia Wille inaugura exposição “O Tudo do Todo” na Z42,

Tethys e as oceanides - Katia Wille
Tethys e as oceanides - Katia Wille

Inspirada no poema “A Máquina do Mundo”, de Carlos Drummond de Andrade, e nos versos de “Os Lusíadas”, de Luís de Camões, a artista visual Katia Wille apresenta “O TUDO DO TODO”, no dia 24 de setembro, em seu atelier na casa Z42, que estará abrindo as portas na mesma data. Com curadoria de Isabel Sanson Portella, a exposição é composta por uma instalação em vidro e 16 obras divididas em uma narrativa de cor e movimento envolventes, retratando fortes semideusas em comunhão com seu meio. 

Em “O Tudo do Todo”, Katia Wille propõe transpassar as questões cotidianas do universo feminino e se foca na questão que acredita ser a mais primal de todas: mulheres fortes em busca de sua essência e do ciclo intermitente de criação e fecundidade da natureza, a sua máquina do mundo. Assim, a artista instiga o espectador a se engajar em suas telas como se estivessem mergulhando em uma nova realidade.

“Para estas mulheres, não existem limites ou definições. Elas simplesmente são, se fundem com a natureza encontrando o estado de constante fluxo, um círculo intermitente de criação e fecundidade”, afirma a artista.

Intitulada “Fragmentos”, a instalação localizada logo na entrada do atelier é composta por 21 objetos em vidro pintados com imagens de nadadoras em movimento. Alguns deles mostram apenas partes do corpo feminino, como um ser em pedaços em busca de se tornar inteiro. 

As paredes do atelier foram divididas em narrativas cromáticas, começando pela base branca, fluindo para tons rosados, passando para tons de verde intenso ao mais claro e, por fim, retornando ao branco. As nadadoras presentes nas 16 telas, agora retratadas como as deusas “Tethys e as Oceaníades”, fluem por florestas e flores. Elas se encontram a princípio em sua forma intacta e perfeita e aos poucos vão ganhando pinceladas intensas de folhagens e flores que grudam como um ímã em seus corpos.

“As peles das nadadoras vão perdendo o tom neutro e ganhando os tons da floresta e a carne se transforma em flor, em uma dança onde já não são mais parte somente delas mesmas, mas de algo muito maior. Elas não são mais uma só, são parte do tudo do todo”, explica a artista.

Paralelamente a esta exposição, Katia Wille participa da coletiva “A Máquina do Mundo”, na qual os curadores Sérgio Maurício Manon e Clara Reis convidam 21 artistas da cena contemporânea a dialogar com o poema homônimo de Drummond.

“O TUDO DO TODO” – Katia Wille inaugura exposição individual

Abertura: 24 de setembro (para convidados, a partir das 15h)
Funcionamento: visitas ao atelier com hora marcada por e-mail
Local: Z42 Arte 
Endereço: Rua Filinto de Almeida, 42 – Cosme Velho, RJ
Contato: katiawille@msn.com

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