João Biano lança “Caos & Beleza”, seu disco de estreia inspirado no cotidiano do Rio de Janeiro

O cantor  e compositor João Bianco lança seu disco de estreia, "Caos&Beleza", no próximo domingo, dia 11 de setembro, no palco da Sala Municipal Baden Powell.

foto: Aline Furlanetto
foto: Aline Furlanetto

Enquanto o arrastão come solto na orla lotada da praia, lá no Botânico a natureza garante ar condicionado natural que alivia uns bons graus do calor escaldante. Tem aquele trânsito do inferno, que ou está completamente parado ou fica enfurecido por carros a 80km/hora em becos e ruelas. Mas também tem a paz infinita das areias de Grumari e a desejada solitude de um por do sol no Arpoador ainda que com quatro pessoas dividindo o mesmo metro quadrado sobre uma rocha.

Os morros ao redor da cidade parecem querer engolir o asfalto e o asfalto, de muitas maneiras, faz questão de colocar no lugar quem ousa furar os limites não demarcados mas muito visíveis da segregação pela desigualdade social. Apesar da barbárie, lá do alto um Cristo abençoa e redime a cidade que não escolheu os ônus e os bônus de ser linda, simplesmente é.

E foi diante dessa dualidade escancarada, exagerada, quase rara, que (re)nasceu um artista que só poderia se (re)conhecer ali, naquele contexto e condições.

João Biano, cantor, músico e compositor com 15 anos de palcos e estradas, se transformou à medida em que dobrava as esquinas do Rio de Janeiro (onde foi viver após deixar sua terra natal no interior de São Paulo, Bauru). Surpreendido pela poesia que rompe a crueza de uma metrópole planetária, o tocador enxergou as virtudes do lugar que não é sómaravilhoso, mas incoerente tal qual a natureza humana, e deixou brotar, então, as canções do álbum Caos & Beleza, primeiro de sua carreira.

O disco é formado por 13 músicas, dez delas assinadas por João, num repertório amarrado de tal forma que o ouvinte embarca numa odisseia do inferno ao céu. Em vez de o Era uma vez…das fábulas infantis, o artista escolhe O Mal e o Bempara expressar sua angústia caótica.

Mas é preciso estar atento para perceber o que se conta, como o bate-papo entre as músicas Prólogo” e Epílogo, separadas na cronologia do encarte, mas que andam de mãos dadas na história e dão sentido ao álbum da capa ao recheio.

O disco vai assim, crescendo, música a música. Suave que só em Leve alma”, provocante nos dilemas de Escamboe extremamente envolvente em Nem”, que tem vocação de hit escrita em suas notas e é cantada com Pedro Luis, de A Parede.

Já o samba Happy End”, regravado de Tom Zé e Antonio Pádua, é quase um deboche contra mágoas e ilusões. Ninguém faz ideia” é outra regravação emprestada de Lenine e Ivan Santos.

Caos & Beleza tem a identidade de João, soma de muitos amigos e encontros. O resultado são canções como Pão e Circo, escrita com Léo Zé, Mesmo assim, também com ele e Manu Saggioro, e Por quê?, feita com Monalise. Manu também escreveu Esperança ao pé da porta”, música que chegou nos 45 do segundo tempo e de tão arrebatadora ganhou status de predileta do cantor.

Parcerias, aliás, trazem beleza a qualquer caos! Prova disso é que o primeiro álbum de João se tornou realidade graças aos 178 apoiadores do projeto, que sonharam junto e somaram R$ 40 mil numa campanha de financiamento coletivo pelo site Catarse.

Agora, todo mundo sabe, cenários da categoria do Rio de Janeiro não permitem que artistas vivam por lá impunemente. Por isso mesmo João não foi (e jamais seria) capaz de esgotar sua música em Caos & Beleza… Certeza de que seremos presenteados, graças ao Redentor!, com muitas outras belas inspirações.

Mais informações em: www.joaobiano.com.br l facebook.com/joaobiano l  instagram.com/joaobianoyoutube.com/caosebeleza

Serviço: Show de lançamento de João Bianco

Data: 11 de setembro (domingo)

Horário: 19h

Local: Sala Municipal Baden Powell – Av. Nossa Senhora de Copacabana, 360 (próximo a estação de metrô Cardeal Arcoverde)

Ingresso: R$ 40 (inteira) l R$20 (meia)

Capacidade: 469 lugares

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