Irio De Paula com show instrumental no Centro da Música Carioca Artur da Távola

O compositor e violonista brasileiro Irio De Paula, 76 anos de idade, 72 discos gravados, 45 anos trabalhando na Itália com ótima crítica, está de volta ao Brasil. É considerado um dos mais representativo e importante instrumentista brasileiro residente na Itália.

Autodidata, Irio De Paula chegou na Europa nos anos 70 para acompanhar a turnê da cantora Elza Soares. Depois participou com Chico Buarque na gravação do disco “Per un Pugno di Samba”. Em 1973 escreveu a canção “Criança”, que passou a fazer parte do filme “L’ultima neve di primavera”. Com o seu violão acompanhou vários artistas famosos. Além de Elza Soares, destacam-se Sérgio Mendes, Baden Powell e Astrud Gilberto.

Nascido em Bangu, aos sete anos Irio integrou um trio musical completo por seus irmãos Puan (cavaquinho) e Vivi (pandeiro e cabaças). Começou carreira ainda garoto na década de 60 na jovem Rádio Nacional. De terno, calça curta, gravata borboleta e meia três quartos.

 _ Eu era pequeno, tocava em pé sobre uma cadeira. Apoiava e abraçava o meu grande violão e, sem olhar ninguém, pois era muito tímido. Chamavam-me de ‘menino prodígio’ – diz o instrumentista.

Na época, o apresentador perguntou qual o nome do grupo e eles responderam que não tinha. Então, disse o apresentador: vocês vão se chamar “Os Pinguins de Bangu”. Nome inspirado no figurino dos meninos que moravam no bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro, e o padrinho foi ninguém menos que o ator, comediante e radialista Paulo Gracindo.

O trio “Os Pinguins de Bangu” se tornou presença constante no auditório da Rádio Nacional, inclusive para acompanhar importantes nomes da MPB. Conta o violonista que inúmeras vezes seu pai chegava na sala de aula acompanhado da diretora, liberando os filhos para mais um programa na rádio.

_ Meu pai já chegava com a roupa e os instrumentos e nós seguíamos de trem para a Central do Brasil. E de lá para a Praça Mauá, Edíficio da Noite, sede da Rádio Nacional.

Irio De Paula não teve influência no violão, mas garante que na guitarra Wes Montgomery foi um dos melhores no instrumento de todos os tempos. O músico americano foi homenageado por Irio no CD ‘Lembrando Wes Montgomery’

_ A minha primeira grande escola foi o choro tocando com os meus irmãos.

De Paula, desta vez no Brasil estará sozinho no palco com seu violão. O repertório do show  reunirá composições autorais de Irio, conhecidas pela Europa e gravadas em seus discos. Entre as peças autorais que o consagraram na Itália estão “Claudia”, “Nordeste”, “Saudade do Chorinho”, “Rio/Roma” e “Só Brasa”.

Durante os seus 45 anos que viveu na Itália dedicou vários discos ao Brasil: “Maracanã” (1974); “Saudade do Brasil”, (1982); “Manaus” (1976); “Brasil Jerimum” (1982); “Rio”, participações especiais de Chet Baker, Il Brasile di De Moraes, Baden Powell, Jobim e Lobo (1988); “Amigo Baden”(2003) e “Choros Cariocas”, seu penúltimo disco.

Mais informações sobre o músico: Veja: https://web.archive.org/web/20100218200706/http://www.iriodepaula.com/

SERVIÇO

Irio De Paula (violão). Instrumental.

Primeiro concerto solo do violonista, após 45 anos radicado na Itália.

Dia 26 de abril, terça-feira, às 19h30.

Local: Centro da Música Carioca Artur da Távola
Rua:  Conde de Bonfim, 824 – Tijuca, RJ.
Informações: – 3238-3831/3238-3880

Ingressos:
R$ 20/ R$ 10 (meia-entrada)
Duração:  60 minutos
Censura: livre
Lotação: 150 lugares

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