Grátis: ‘Tempo, um monólogo circense’, no Parque das Ruínas

foto: Ramom Moreira
foto: Ramom Moreira

‘Tempo, um monólogo circense’ encerra neste final de semana sua temporada no Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas (Rua Murtinho Nobre, 169 – Santa Teresa ), com sessões gratuitas dias 17 e 18 de junho às 18h. Dia 17 haverá recurso de audiodescrição para deficientes visuais.

‘Tempo’ é um monólogo circense onde a personagem, o próprio artista de circo, divide com o público suas experiências na arte e na vida, incitando o espectador a pensar sobre o tempo. “Quanto tempo dispomos para realizar nossos sonhos, construir uma história, recomeçar? O que nos restará quando não houver mais tempo? Nada como o tempo! Todo o tempo é pouco! Tempo é dinheiro!”

Bruno utiliza-se de técnicas de contorção, acrobacia de solo e aérea e divide com o público suas experiências, oferecendo lembranças de sua vida durante os tempos áureos em que era um artista de renome do Circo Tradicional. As lembranças saem de uma caixa de Pandora, como um convite para vivenciar um momento íntimo e pessoal do próprio artista. Em “Tempo” a força física se encontra com a doçura do movimento, numa interpretação forte e marcante, mas ao mesmo tempo sutil, delicada e tocante.

“Nada escapa ao tempo, nem as artes que mudam para se adequar às tendências do mercado e aos movimentos estéticos de sua época. O circo mudou suas formas ao longo dos anos e neste espetáculo, um recorte do hoje e do ontem são postos em uma mesma página a fim de revelar o efeito do tempo na história do circo”, explica Bruno Carneiro.

Raquel Rache, codiretora artística do grupo francês CREAC – ARCHAOS, dirige o espetáculo e assina a dramaturgia em parceria com Bruno Carneiro. 

“Dirigir e contribuir para a construção dramatúrgica de “Tempo” foi uma novidade, pois foi a primeira vez que dirigi um solo. Normalmente dirijo grupos com muitos artistas, e estar com um só foi uma bela aventura. Levei o Bruno à outros lugares do imaginário e ele me respondeu com propostas criativas que me levavam à outros lugares do imaginário dele. O dialogo e o jogo foram a base de nosso trabalho”, afirma Raquel, que também é a produtora e organizadora da Bienal Internacional das Artes do Circo, em Marsella, na Franca.