Governo do Estado de Minas e Natura apresentam o disco Camaleão Borboleta da banda Graveola

Produzido por Chico Neves, álbum tem a participação de Samuel Rosa

Com rumos bem traçados na sonoridade elétrica e psicodélica, a banda mineira Graveola apresenta seu quinto álbum, Camaleão Borboleta (Natura Musical), com dez faixas autorais inéditas. Com referências de grupos como Novos Baianos, Doces Bárbaros e ritmos do maracatu, frevo, ijexá, pagode baiano e samba-reggae, o disco mostra o amadurecimento da sonoridade da banda. O projeto, que inclui lançamento do disco, beneficiado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, e turnê de lançamento com shows em sete cidades, foi selecionado para receber patrocínio do Natura Musical no edital dedicado ao estado de Minas Gerais.  “O Natura Musical foi criado para valorizar a música brasileira em diferentes estágios, fomentando a renovação da produção e prezando sempre pela preservação de nosso legado musical. O programa tem um histórico de apoio a mais de cem projetos de Minas Gerais que nos orgulham muito, como Fernanda Takai, Flavio Venturini, Flavio Renegado, Pequena Morte e, agora, o Graveola”, diz Fernanda Paiva, gerente de Marketing Institucional da Natura.

O disco é produzido por Chico Neves, responsável por discos de artistas como Lenine, Skank e O Rappa, e tem a participação de Samuel Rosa. Sobre o Graveola, o cantor afirma: “grata surpresa foi a minha ao deparar com aquele som novo, mas que me remetia a coisas também clássicas, quando escutei o Graveola pela primeira vez, trazido e recém descoberto por meu filho há alguns anos. Grata e feliz surpresa ao ser convidado, anos depois, por essa mesma banda, para cantar com eles na faixa “Talismã”, que poderia muito bem ter saído do antológico “Cores e Nomes” de Caetano Veloso, porém repaginado e mais envenenado. Graveola é ponta de lança da geração atual da música produzida em BH, que tantos bons frutos já produziu.”.

O jornalista, letrista, diretor musical e criador do blog Banda Desenhada Márcio Bulk faz um mergulho na trajetória do grupo e seu novo disco:

Camaleão Borboleta, por Márcio Bulk
Camaleão Borboleta, sexto trabalho da banda mineira Graveola e o Lixo Polifônico, surgiu da vontade do grupo em registrar o seu momento atual, num recorte sonoro festivo e pop de sua carreira. Buscando ancoragem em diversos ritmos afro-latino-americanos, Graveola nunca soou tão alegre e tropical. Nesse novo disco, a banda mergulhou e refestelou-se em paisagens praieiras e solares: Novos Baianos, Doces Bárbaros, maracatu, frevo, ijexá, pagode baiano, samba-reggae e vários outros. Mesmo que os sons de Minas ainda sejam ouvidos (como na bela e delicada “Costi”, de Luiza Brina), são o imaginário e a riqueza rítmica do Nordeste e do Norte que pontuam e dão liga ao disco. Basta ouvir a balada com ecos tropicalistas “Back in Bahia” (Luiza Brina), a dançante “Índio Maracanã” (José Luiz Braga) e as suingadas “Maquinário” (LG Lopes) e “Talismã” (LG Lopes/Gustavito/Chicó do Céu) com seus versos “coração de litoral/navegando mar aberto/esturricado de sol”. Esta última, que conta com a participação especial de Samuel Rosa (Skank), sintetiza muito bem o espírito do novo álbum, afinal, é dela que foi extraído o seu título, Camaleão Borboleta: dois animais de natureza imagética associados à mudança, transformação e reinvenção, elementos que permeiam não só esse trabalho, mas também a própria trajetória da banda. 

Em uma metamorfose ininterrupta, Graveola e o Lixo Polifônico desenvolveu, ao longo de 11 anos, uma sonoridade distinta, caracterizada principalmente por uma enorme empatia e por um diálogo franco com as mais diversas vertentes da música brasileira. Fato claramente observável em sua discografia: Graveola e o Lixo Polifônico (2009), Um e Meio (2010), Eu Preciso de Um Liquidificador (2011), Dois e Meio – Vozes Invisíveis (2014) e o EP London Brigde (2015). Desse modo, a banda foi amadurecendo e enriquecendo por meio de um processo contínuo, privilegiando a porosidade e a capacidade de aglutinar novas informações a cada trabalho.

Em Camaleão Borboleta, Graveola contou com a colaboração do respeitado produtor Chico Neves, responsável por discos importantes na carreira de artistas como Lenine, Skank e Rappa. Com sua experiência, Neves burilou e deu um delicioso acento pop às canções do Graveola, claramente visível em “Lembrete” (LG Lopes/Gustavito/Chicó do Céu), “Tempero Segredo” (José Luis Braga) e “Carta Convite” (LG Lopes). E foi por esse viés bem-humorado que o Graveola reiterou a sua já conhecida narrativa crítica ao abordar temas urgentes para a sociedade brasileira, como a questão indígena (“Índio Maracanã”) e a descriminalização das drogas (“Tempero Segredo”). Munido de todo esse material, tanto musical quanto humano, foi mérito de Neves transformar o estúdio em um grande espaço de diálogo e criação. Assim, mesmo que o centro composicional do Graveola seja, atualmente, formado por LG Lopes, Luiza Brina e José Luis Braga, os arranjos foram desenvolvidos por toda a banda, que consta ainda de Bruno de Oliveira (baixo), Gabriel Bruce (bateria) e Ygor Rajão (trompete, escaleta e teclados). Essa experimentação, essa troca tão necessária e importante na prática musical, dá alma e identidade a Camaleão Borboleta, tornando-o um disco generoso e muito pertinente ao nosso tempo, ao apontar para um processo de criação artístico igualitário e de rara escuta onde se destacam o talento e o despojamento de jovens músicos que, acima de tudo, trazem em si um absoluto compromisso com seu ofício.

Natura Musical e a música brasileira
O Natura Musical, programa da Natura de apoio à música brasileira completou dez anos em 2015, ocupando papel singular no cenário de patrocínio cultural do país. Com mais de 300 projetos patrocinados, o programa apoiou, desde 2005, a realização de mais de1250 produtos culturais (cerca de 1100 shows, 106 CDs, 21 DVDs, 18 livros e 5 filmes), e se converteu numa plataforma de renovação da música brasileira. Hoje proporciona o lançamento de um volume de novos trabalhos comparável aos principais selos de música brasileira não orientados exclusivamente pelo mercado, com uma média de 20 discos por ano, além de patrocinar cerca de 150 shows pelo país, gratuitos ou a preços mais populares do que o mercado oferece tradicionalmente, no caso de artistas consagrados.

O programa patrocina projetos de renovação da música brasileira e preservação do legado  por meio de diferentes frentes, como os editais públicos, que selecionam projetos de diversos formatos e estágios da produção cultural, por meio das Leis Rouanet e do Audiovisual em todo o Brasil, e da Lei do ICMS em São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Bahia e no Pará; por Seleção Direta, que contempla propostas adequadas ao conceito do programa e de grande relevância e inovação, sem a obrigatoriedade das leis de incentivo; e com o festival Natura Musical.

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