Galeria Inox na SP-ARTE 2016

Jorge - Árvore (2016)
Jorge - Árvore (2016)

De 07 a 10 de abril, a INOX, Galeria de Arte Contemporânea em Copacabana, no Rio de Janeiro, participa da SP-ARTE, uma das principais feiras de arte da América Latina, que reúne importantes colecionadores, galerias e artistas e apresenta projetos curatoriais diferenciados. Esse ano, a INOX leva para a feira dois novos artistas – Celina Portella e Felippe Sabino.  Os artistas fixos que a INOX representa, Alexandre Orion, Jorge Mayet, Lívia Moura, Renato Bezerra de Mello e Xevi Solà  também serão apresentadas no stand da galeria durante os quatro dias de feira.

A designer e artista Celina Portella, levará à SP-Arte 2016 novas instalações com foto-objetos, além da obra ‘Vídeo-boleta’, composta por uma televisão com um mecanismo que faz com que bolinhas de gude sejam lançadas para fora da tela ao mesmo tempo em que apresenta um vídeo de um menino as jogando. Interessada em unir realidade virtual e ações corporais, a artista apresenta instalações fotográficas onde aparece em situações de tensão com cordas que se prolongam para fora do quadro. As cordas criam sistemas de peso e contra-peso entre seu corpo na foto e objetos reais no espaço, criando uma ilusão de que os tamanhos são diferentes do que realmente são.

A artista plástica Lívia Moura levará à SP-Arte 2016 seus mais recentes trabalhos: “Pele de melancolia”, no qual apresenta uma obra com papéis de presente “descascados” que fez com fotos de pétalas de flores apodrecidas. Ela partiu da metáfora das pétalas de alcachofra, em que é impossível enxergar o interior da verdura sem que suas pétalas sejam arrancadas, assim como ocorre com o ser-humano. A obra será colocada na parede com papel manteiga cristal. Já em “so(TERRA)da”, a artista utilizou sua própria placenta, congelada após seu último parto, para forjar uma escavação desta e dos seus ossos (feitos em cerâmica). Aqui, Livia se baseou em histórias como a de Eva, que aparece no velho testamento, e Pandora, da mitologia grega, pensando na mulher e na ideia da árvore da vida.

Felippe Sabino, pintor que flerta com a fotografia, pesquisa as relações entre fotografia e pintura, traçando uma poética entre o universo da fotografia, como o efeito do flash e jogo de luz, com uma incrível habilidade e cuidado na execução dos guaches. Para a SP-Arte 2016, ele levará a série “Ermo/Reminiscências”. Nessa série, o artista produziu imagens intrigantes em guache a partir de fotografias. A captação do jogo de luz e a habilidade do artista em representar de forma minuciosa detalhes da imagem chega a confundir o espectador. Estamos vendo uma pintura ou uma fotografia? Isso ocorre tanto pela técnica utilizada – guache – quanto pelas imagens escolhidas.

Radicado na Espanha, o artista plástico cubano Jorge Mayet traz em suas obras, a nostalgia de sua terra natal. Não apenas o sentimento da perda, mas a idealização do que ficou para trás. Na memória afetiva, as lembranças negativas vão se diluindo, tanto pelo distanciamento físico quanto temporal. Seu trabalho reflete a experiência do imigrante, da perda, esperança, recuperação e culpa. Jorge Mayet vive em Palma de Mallorca. Seus trabalhos fazem parte de importantes coleções, museus e galerias como a Saatchi Gallery (Londres), MAD Museum (Nova York), Leo Gallery (Xangai), entre outras. 

A obra do espanhol Xevi Solà não nos deixa indiferentes: a beleza cromática, estética e de estilo surpreendem por sua força psicológica. O pintor, que é admirado por sua técnica, pelo seu perfeito domínio da figuração, tem uma clara narrativa que vai além da tela: com seu grande elenco de anti-heróis, que expressam a melancolia e frustração. Talvez inconscientemente influenciado pelo seu trabalho paralelo, como enfermeiro em um hospital psiquiátrico.

O público poderá conferi-las no Pavilhão da Bienal – Stand SC1

Sobre a Galeria Inox: 
Sócios da Galeria Inox, os irmãos Carneiro, Gustavo e Guilherme são colecionadores fanáticos de arte e conhecidos por possuírem um olhar apurado, curadoria afinada e bastante seletiva. O gosto pela arte esteve presente desde cedo em suas vidas, trazidas através dos pais, donos de um antiquário. O primeiro contato que tiveram com arte contemporânea, e o início de sua coleção, foi através do artista Palatnik. Os irmãos quando adolescentes comercializavam em feiras de antiguidade os animais em acrílico produzidos em série pelo artista na década de 1970. Já revelavam talento para comercialização desde bem novos. Hoje eles são donos da Galeria Inox, espaço dedicado a exposições de arte contemporânea que existe há 7 anos, no shopping Cassino Atlântico, em Copacabana. Além da galeria, os irmãos cuidam de uma coleção pessoal rica e bem extensa, dividida entre suas casas. O acervo conta com artistas renomados como Oscar Niemeyer, Abraham Palatnik, Burle Marx, Nelson Félix, Angelo Venosa, Tunga, Rodrigo Andrade, Brígida Baltar, Adriana Varejão, Artur Barrio, Beatriz Milhazes, Iole de Freitas, entre muitos outros dos quais são fãs. “Temos esta coleção porque precisamos, é um vício, uma necessidade”. Afirma um dos irmãos. 

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