Final Fantasy VI: Pixels inesquecíveis

Atualmente os RPG’S ocidentais como a série “Mass Effect”, “Elder Scrolls” e “Dragon Age” ocupam uma posição de destaque nesse gênero popular.  Porém nem sempre foi assim. Na década de 1990, os chamados “JRPGS” (J de Japanese) eram praticamente os jogos que possuíam destaque do gênero em questão. Consoles como o Super Nintendo e posteriormente o Playstation 1 ficaram conhecidos pela sua grande biblioteca desse estilo, especialmente os lançados pelas grandes empresas da época, como Square, Atlus, Enix e Namco.

Na E3 desse ano, a empresa Square anunciou o Remake do jogo “Final Fantasy VII” para Playstation 4. Originalmente lançado em 1997, para Playstation 1, o novo anúncio permitiu que a série mais famosa dos JPRG’s retomasse sua notoriedade e possibilitar aos antigos e novos fãs voltarem a buscar informações sobre os jogos da série. É praticamente impossível negar que “Final Fantasy VII” seja o jogo mais importante da franquia, uma vez que impactou os jogadores com gráficos 3D e animações impressionantes para época, além de ter introduzido o estilo aos mais novos que possuíam interesse nesse gênero tão diferente e particular na época.

Porém, antes desse marco, existiu um jogo que ainda hoje é cultuado por milhares de fãs da série e pouco conhecido pelos mais novos, que começaram na geração do Playstation 1 e 2.  “Final Fantasy VI” e é considerado por muitos como o melhor JRPG já produzido na história dos videogames. Dirigido por Yoshinori Kitase e produzido por Hironobu Tagaguchi, foi originalmente lançado para o console Super Nintendo,  em 02 de Abril de 1994 no Japão, e nos EUA saiu como “Final Fantasy III”, devido a uma série de fatores com a  numeração dos jogos anteriores no ocidente.

Ao contrário de seu sucessor, possui um visual totalmente 2D e visto de cima, seguindo o molde clássico da época. Possui personagens no estilo “Super Deformed” (SD), que possuem cabeças bem maiores que o corpo, visando demonstrar a expressão, devido a limitação gráfica. A jogabilidade e mecânicas seguem o estilo clássico da série, na qual o jogador controla um ou mais personagens e caminha por mapas, cavernas e calabouços, encontrando inimigos em combates aleatórios, baseados em turnos.

A história (de forma bastante resumida) se passa em um mundo sem nome, dividido em dois continentes, dominados por um império que possui uma força baseada em tecnologia e também em mágica, que teve seu uso proibido a milhares de anos justamente pela chamada “Guerra da Magia”. O imperador e seus vassalos desejam a dominação mundial através dessas forças e cabe ao jogador embarcar nessa jornada para impedi-los. Uma das personagens principais é a Terra (Tina), inicialmente sem memória mas com um grande poder escondido; ela se junta ao grupo rebelde “The Returners”, que lutam contra o maléfico império.

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Em termos artísticos, pode ser considerado uma das mais belas produções, pois embora conte com uma arte 2D baseada em pixels, possui elementos belíssimos no cenário, assim como cores vibrantes e ambientes diferenciados. A temática “steampunk” é retratada de forma crível e definida, sem exageros. Todos os veículos, armas e equipamentos diversos possuem uma razão de existirem, já que a mistura de mágica e tecnologia possibilita uma infinidade de opções.

A parte musical é praticamente perfeita, contando com talvez a melhor trilha da franquia Final Fantasy. O compositor responsável é Nobuo Uematsu, criador de praticamente todas as trilhas sonoras de todos os jogos da série. Os temas vão desde do mais sombrio até o mais alegre, sendo aplicados perfeitamente em cada situação do jogo, podendo empolgar ou deixar o jogador amargurado. Com os recursos de som limitados do console, o trabalho realizado é impressionante, contando inclusive com uma ópera feita com vozes sintetizadas. Realmente essa cena deixou muitos jogadores boquiabertos na época.

O destaque vai para os personagens, até hoje amados pelos jogadores de todo o mundo. A expressão facial unida as suas falas dão uma personalidade única a cada um, cativando o jogador e fazendo-o torcer e vibrar junto de seus heróis. Os detalhes gráficos dos personagens são excelentes e suas cabeças grandes expressam uma infinidade de sentimentos.  A primeira aparição de do ladrão (ops, aventureiro!) Locke Cole é memorável, além de engraçada. Além disso, possui um dos vilões considerado até hoje como um dos mais memoráveis já criados na história dos videogames.

“Final Fantasy VI” é um RPG inesquecível, que cativa a memória daqueles que passaram horas a fios diante do seu Super Nintendo, tentando aprender inglês com os diálogos e menus, além de possuir uma história épica e personagens dignos de Oscar. Vale lembrar que o jogo foi relançado para os consoles Playstation 1 e Gameboy Advance, com algumas alterações na parte gráfica e musical. Também foi feito uma remodelagem gráfica e lançado para os celulares Android.

Simplesmente o melhor RPG já feito para a geração 16 Bits.

Título: Final Fantasy VI; Final Fantasy III (EUA)
Ano: 1994 – 2011.
Desenvolvedora: Square Software.
Diretor: Yoshinori Kitase.
Plataformas: Super Nintendo, Playstation 1, Gameboy Advance, WII, Android.
Preço: Diversos

 

REVIEW GERAL
Sopa Quente
Patrick "Rick" Ribeiro - Arquivista nas horas vagas. Viciado em Games, Cinema, Séries de TV e Livros. Escreve sobre games aqui pois acha que são a maior sopa cultural de todas.

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