O jornalista e escritor Fabrício Carpinejar sofreu um bocado na infância ao receber de seus amigos uma série de apelidos nada lisonjeiros. Essa angustiante época de sua vida o motivou a escrever o livro Filhote de Cruz-credo – A Triste História Alegre de Meus Apelidos, que trata do tema do bullying infantil de maneira delicada e, ao mesmo tempo, contundente. A história cativou o produtor e ator Eduardo Katz na primeira leitura e o levou a adaptar a história para o teatro no espetáculo homônimo, que chega aos palcos do Oi Futuro Flamengo no dia 10 de julho. Com direção de Isaac Bernat, a montagem infanto-juvenil reúne o próprio Katz, na pele do protagonista Fabrício, e os atores Priscila Assum e João Lucas Romero, que entram em cena embalados por músicas do repertório de Erasmo Carlos. O projeto tem patrocínio da Oi, do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, Lei Estadual de Incentivo à Cultura e correalização do Oi Futuro.

“Descobri este livro num dia em que estava meio triste e devorei ali, na livraria mesmo. Já estava procurando algo para montar como produtor e a história me encantou na hora pela ambiguidade do título: ali conviviam uma certa melancolia e irreverência ao mesmo tempo”, lembra Eduardo Katz. “É também uma história de construção de autoestima e descoberta do senso de humor. Ou seja, de aprender a aceitar e até achar graça das nossas feiuras e imperfeições”.

Com grande experiência no teatro feito para crianças, o premiado diretor Isaac Bernat trouxe sua equipe criativa para o espetáculo e colocou o foco no trabalho do trio de atores. Priscila e João dão vida a vários personagens, enquanto Eduardo vive o angustiado Fabrício. “Eu tenho um mestre, o griot africano Sotigui Kouyaté, que diz que ‘ninguém pode te dar o que já não está em você’. Eu acho que a peça fala um pouco disso: da importância de acreditar na sua força, no seu caminho, de encontrar a sua turma apesar das adversidades”, comenta Bernat.

A atriz Priscila Assum faz a sua estreia no teatro voltado para crianças, depois de uma bem-sucedida experiência como a Bel da série de TV infantil ‘Detetives do prédio azul’ (Canal Gloob). “Estava mais de dedicada à TV e ao cinema, mas deu uma vontade de voltar ao teatro e participar de um espetáculo que o meu filho Antônio, de 4 anos, pudesse me assistir”, conta. “O texto mostra que a vida nem sempre acolhe a gente, e a importância de saber lidar com isso: com os apelidos que recebemos e não gostamos ou quando algo em nosso corpo não nos agrada, por exemplo. Saber que a gente é capaz de dar a volta por cima!”. Completando 10 anos de carreira, o ator João Lucas Romero lembra o bullying que sofreu na infância por ser tímido e dos inúmeros apelidos que recebeu na escola. “A peça fala daquele momento da vida em que você quer ser aceito pelos amigos e encontra dificuldades no caminho”, acrescenta ele que, recentemente, esteve em cartaz no premiado espetáculo ‘Bisa Bia, Bisa Bel’.

Os três atores vão cantar em cena músicas da carreira de Erasmo Carlos. A trilha sonora é exclusivamente costurada por canções do repertório do Tremendão, reunindo as mais famosas como ‘Festa de Arromba’. ‘Vem quente que eu estou fervendo’, ‘O caderninho’ e ‘É preciso saber viver’, e outras menos conhecidas como ‘Caramelo’, ‘No tempo da vovó’ e ‘Sentimento exposto’.

Também fazem parte da equipe os experientes Doris Rollemberg (cenário), Desirée Bastos (figurino), Mona Magalhães (caracterização), Charles Kahn (direção musical), Michel Robim (diretor de movimento), Aurélio de Simoni (iluminador) e Jenny Mezencio (diretora de produção).

Ficha Técnica:
Baseado na obra homônima de Fabrício Carpinejar
Primeira adaptação: Bob Bahlis
Idealização e readaptação: Eduardo Katz
Direção: Isaac Bernat
Assistente de direção: Kika Werner
Elenco: Eduardo Katz, Priscila Assum e João Lucas Romero.
Cenário: Doris Rollemberg
Figurino: Desirée Bastos
Visagismo: Mona Magalhães
Direção musical: Charles Kahn
Diretor de Movimento: Michel Robim
Iluminação: Aurélio de Simoni
Direção de Produção: Jenny Mezencio
Realização: Eduardo Katz

SERVIÇO:

Filhote de Cruz-credo – A Triste História Alegre de Meus Apelidos
Local: Oi Futuro (R. Dois de Dezembro, 63 – Flamengo)
Telefone: (21) 3131-3060
Dias e horários: sábado e domingo, às 16h
Preço: R$10 (meia) e R$20 (inteira)
Lotação do teatro: 63 lugares
Duração: 1 hora
Classificação indicativa: livre
Funcionamento da bilheteria: De terça a domingo, das 14h às 20h.
Ingressos à venda: www.ingresso.com
Temporada: de 10 de julho a 25 de setembro

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