Festival de Cultura Maker levou cerca de 40 oficinas ao centro de SP

Red Bull Station recebeu o evento nos dias 14, 15 e 16 de outubro com palestra de Guto Lacaz e curadoria de Fernando Velázquez

Guto Lacaz - Felipe Gabriel/Red Bull Content Pool
Guto Lacaz – Felipe Gabriel/Red Bull Content Pool

São Paulo – O Movimento Maker tem potencial para modificar o modo como pensamos, aprendemos e trabalhamos, apoiado em uma ideia simples: em um mundo de tecnologias e conhecimentos compartilhados, qualquer um pode fabricar, modificar e consertar praticamente qualquer coisa.

Inspirado por esse conceito que vem conquistando cada vez mais adeptos no mundo todo, o Red Bull Station realizou a pela primeira vez o FAZ – Festival de Cultura Maker nos dias 14, 15 e 16 de outubro. Concebido em conjunto com cinco grupos atuantes na cena maker, o evento surgiu da necessidade de criar um legado original, relevante e genuíno para o Brasil.

Mergulhando no conceito de mão na massa, o FAZ ocupou todo o prédio na Praça da Bandeira, oferecendo ao público cerca de 40 oficinas, duas palestras e diversas mostras de projetos em uma programação de três dias, organizada por assuntos que acolhem de iniciantes a especialistas. Um dos grandes destaques foi a participação de Guto Lacaz ministrando a palestra “Arte, Transgressão e Ciência”, que construiu o seu percurso artístico no cruzamento entre arte e ciência em uma perspectiva de embate e questionamento do sistema produtivo industrial.

Com um proceder análogo ao do hacker, concebe dispositivos absolutamente inúteis, que repetem ad infinitum tarefas quixotescas e propõe performances e objetos que beiram o absurdo revelando com humor e ironia a obsessão produtivista da sociedade contemporânea. Invencionista por natureza, Guto falou não somente da sua trajetória, mas também prestou homenagem aos seus mestres Makers.

O festival foi realizado a partir de um chamado aberto e teve a colaboração de makers e laboratórios, entre eles Garoa Hacker Clube, Garagem Fal Lab, Rede Fab Labs Brasil, Lilo.Zone e Oficina Lab. A cada 15 dias, os participantes discutiam a cultura maker no Brasil e planejavam o formato ideal do evento. “A ideia era adotar uma regra própria e não algo já estabelecido”, conta Fernando Velázquez, curador do Red Bull Station. “Queríamos resolver problemas específicos dos brasileiros e celebrar o fazer com oficinas.”

Saiba mais e confira a programação completa em www.redbullstation.com.br/festivalmaker

Sobre o Red Bull Station
Localizado em um prédio de 1926, no centro de São Paulo, o Red Bull Station ocupa a antiga subestação Riachuelo, desativada desde 2004 e tombada como patrimônio histórico pelo Conpresp. Após longa reforma para adaptação ao novo uso do espaço e restauro, o Red Bull Station está de portas abertas para o público.

Com foco em projetos experimentais de artes e música, os cinco andares do Red Bull Station contam com estúdio de música, um projeto permanente de residência artística, três espaços expositivos, um terraço e uma cafeteria.

O espaço tem acesso gratuito e integra diferentes expressões artísticas, que se misturam em tempo real num ambiente que permite a troca contínua entre artistas e as pessoas que estiverem por lá. Os projetos têm como ponto em comum a valorização do processo, a experimentação e a formação de artistas com inúmeros workshops e palestras na programação.

Red Bull Station
Praça da Bandeira, 137, Centro, São Paulo, SP.
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