Festival apresenta múltiplos olhares das periferias brasileiras em produções audiovisuais independentes

Festival Visões Periféricas 2015
Festival Visões Periféricas 2015

Com 81 filmes selecionados em 2015, 9ª edição do festival Visões Periféricas homenageia o funk carioca. Festival abre com a estreia do documentário Funk Brasil no dia 18 de agosto às 18h30 no Oi Futuro Ipanema. Evento, que inclui ainda um seminário, vai até o dia 23 de agosto em diferentes cineclubes, salas de cinema e pelo site: http://www.visoesperifericas.org.br

Produções audiovisuais construídas em diferentes plataformas, com formatos, linguagens, duração, narrativas e estéticas distintas. Cabe de tudo na ampla e diversificada grade de filmes da edição 2015 do festival Visões Periféricas.

A ideia do evento – que é o único do gênero no Brasil e referência na América Latina – é compor um painel que amplie e problematize esteticamente a noção de periferia e represente o tamanho e a diversidade do país por meio da produção audiovisual.

Para compor este mosaico, além da exibição de filmes, o festival traz reflexões e debates sobre diferentes temas que formam este universo com a realização do seminário “Deseducando o olhar”. Este ano a programação conta com debates que contemplam desde o universo do funk até a diferentes formas de produção audiovisual na periferia.

Com 81 filmes selecionados em 2015 (dentre 451 inscritos) e distribuídos em quatro mostras competitivas e três mostras informativas (não competitivas), o festival apresenta um amplo panorama da produção e expressão das diferentes periferias que compõem a cultura brasileira.  A curadoria deste ano está a cargo do diretor Emílio Domingos (Batalha do Passinho) e André Sandino (cineclubista e curador de festivais de cinema).

Espírito Santo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Minas Gerais, São Paulo, Distrito Federal, Goiás, Paraná, Amazonas, Alagoas, Bahia, Sergipe e Paraíba. Realizadores, coletivos e estudantes de treze estados do Brasil estão representados nesta edição – espelhando a abrangência e importância do festival entre os produtores independentes e escolas de audiovisual do país.

A participação internacional é garantida Mostra Colômbia, onde serão exibidos curtas produzidos nas periferias do país e que contará com a presença de uma delegação de 18 produtores de audiovisual da cidade de Medellín.

“O Visões Periféricas é o único com este perfil no Brasil e é realizado com regularidade há quase uma década, o que não é algo trivial”, avalia Marcio Blanco, idealizador do festival. “E ele mostra a produção destes territórios e valoriza os realizadores, independente de onde sejam. Nosso interesse é visibilizar uma estética viva, real e íntima das periferias e isto acaba sendo o nosso diferencial”, completa.

Funk: expressão cultural carioca
Quebrando a tradição das edições anteriores, quando o festival escolhe uma personalidade para ser homenageada, este ano o Visões Periféricas vai visibilizar uma expressão cultural: o funk carioca.

Dois importantes personagens deste universo receberão o troféu do festival na solenidade de abertura, representando a evolução do gênero ao longo de seus quarenta anos de existência: DJ Marcão, um dos fundadores da célebre equipe Cash Box, e DJ Batutinha, produtor de várias celebridades do funk moderno, entre elas Anitta.

“O funk, como uma legítima expressão da cultura da periferia, sofreu muito preconceito ao longo dos anos e hoje é patrimônio cultural da cidade do Rio de Janeiro”, explica Marcio. “ Ele rompeu barreiras sociais, é produzido no Brasil inteiro e pode ser ouvido até na novela das oito. Nada mais justo do que valorizar este movimento de resistência, que representa a legítima cultura da periferia”, diz.

O longa documentário Funk Brasil, com cinco episódios dirigidos por Luciano Vidigal, Marcelo Gularte, Júlio Pecly, Paulo Silva, Rodrigo Felha, Christian Caselli e Cavi Borges, terá estreia nacional na abertura do festival.

Como é praxe, a exibição dos filmes se dá em diferentes cineclubes selecionados previamente pela direção do festival – além das salas de cinema do Oi Futuro Ipanema e do Centro Cultural da Justiça Federal.

São, ao todo, quinze pontos de exibição da programação do festival, distribuídos em salas de cinema e cineclubes de diversos bairros da cidade, além da Baixada Fluminense e algumas cidades do interior do estado.

O Visões Periféricas 2015 conta com o patrocínio da OI, com apoio institucional do OI Futuro.

Mostras competitivas:

Visorama –  Filmes de até 30 minutos produzidos por alunos de oficinas, escolas livres e projetos de formação em audiovisual de todo o país.

Fronteiras Imaginárias – Produções de até 30 minutos produzidos por realizadores independentes e coletivos de audiovisual de diferentes estados do Brasil.

Cinema da Gema – Panorama de filmes realizados por diretores cariocas e fluminenses mostrando o que de mais inovador tem se produzido no Rio de Janeiro.

Tudojuntoemisturado – Filmes de até 5 minutos produzidos por meio de dispositivos móveis e em formatos inovadores como remixagens, mashups e videoclipes. Os filmes desta mostra serão exibidos e receberão votação do público pelo site www.visoesperifericas.org.br

Mostras informativas:

Panorâmica – Filmes com duração de pelo menos 40 minutos (médias e longa metragens).

Lugar Incomum – Em um país com proporções geográficas como o Brasil, alguns recantos, lugares, cidades só podem ser conhecidos graças ao interesse de seus moradores em colocá-los no mapa audiovisual do país.

Singular Periferia Situações peculiares. Personagens inusitados. Aqui os territórios ganham novos significados a partir dos indivíduos que os povoam.

Sobre a Imaginário Digital

A Imaginário Digital é uma associação cultural, qualificada como OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público). Nossos projetos trabalham na interface entre os campos do audiovisual, educação e tecnologias para a geração de espaços inovadores de criação e aprendizagem. Mais informações: www.imaginariodigital.org.br

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor, digite seu comentário
Por favor, digite seu nome aqui