Exposição “Três en Cantos” traz um manifesto contra a velocidade dos dias atuais

Mostra, em cartaz na PUC-Rio, apresenta mais de 80 peças da artista e professora Djenane Pamplona, entre elas a gravura Piazzolla, premiada em Paris

Máscaras
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Até o dia 30 de setembro, o Museu Universitário Solar Grandjean de Montigny, da PUC-Rio, na Gávea, apresenta ao público a exposição “Três en Cantos – Gravuras, Fotografias e Escritos”, da artista plástica e professora Djenane Pamplona. A mostra traz uma retrospectiva dos 34 anos de carreira da artista, que nos últimos 10 anos participou de dezenas de exposições no Brasil e no Exterior, além de celebrar os 70 anos da expositora.
 
São mais de 80 peças, entre gravuras em metal, fotografias pinhole, fotogravuras, um mobile de 2,50m e três vídeos. Os trabalhos de Djenane Pamplona têm ênfase no feminino e no cotidiano, sendo suas técnicas preferidas água forte e água tinta com grãos diversos. “Na fotografia, gosto muito da técnica pinhole. Ambas linhas artísticas primam pelo respeito ao tempo necessário para realizá-las, lento, como um manifesto contra a velocidade dos dias atuais”, explica Djenane.
 
A exposição é dividida em quatro salas, sendo que três homenageiam lugares especiais para a artista: São Pedro da Serra, em Nova Friburgo, (RJ), Veneza e Cour du Mûrier, da École Nationale des Beaux-Arts, em Paris. Para cada sala foi produzido um livro de artista e um vídeo.
 
Na Sala São Pedro da Serra estão expostos o poema “Depois da Chuva”, oito fotografias em grande formato, 13 gravuras e fotogravuras. Nesta sala em uma vitrine estão os três livros de artista e chapas de cobre para que o observador conheça a matriz de uma gravura.
 
A Sala Veneza homenageia obviamente Veneza, onde Djenane anualmente faz residência de artista na Escola Internacional de Gráfica. Nesta sala estão expostas 12 gravuras, sendo quatro relativas às Cidades Imaginárias de Ítalo Calvino, quatro gravuras de portas sobre as águas – que segundo Calvino, são as verdadeiras portas, pois podem nos levar a todos os locais pelas águas que envolvem o planeta – e quatro gravuras de máscaras venezianas. A sala circular tem o chão de xadrez de mármore preto e branco e em suas paredes foi pintada uma faixa preta onde estão expostas as gravuras com passe-partout e molduras brancas. No centro da sala pende o mobile de 2,5m composto de 14 máscaras negras e 20 pingentes de Murano trazidos de Veneza.
 
Na Sala Cour du Mûrier – um pequeno pátio localizado na Escola Nacional de Belas Artes em Paris, onde as esculturas estão se deteriorando devido à negligência – são apresentadas 10 gravuras, sendo cinco fotogravuras e cinco gravuras em metal representando cinco esculturas nas quais foram colocadas asas. O passe-partout das gravuras tem o mesmo tom das paredes do local. Nesta sala, também redonda, está escrito nas paredes o poema feito para o local “Pouco Importa” e está localiza a televisão onde continuamente passam os três vídeos “Depois da Chuva”, “Veneza” e “Cour du Mûrier” .
 
A última, a Sala da Retrospectiva, apresenta 22 gravuras feitas entre 1982 e 2016, a maioria delas já exibidas em exposições nacionais e internacionais, inclusive a gravura Piazzolla premiada na bienal de gravura “Encre et Papier” em Paris. Entre as gravuras estão uma cópia da gravura de Rembrandt e a primeira gravura realizada pela artista, em 1982.
 
A exposição Três en Cantos – Gravuras, Fotografias e Escritos fica em cartaz até o dia 30 de setembro e pode ser visitada de segundas a sexta, das 10 às 17 horas. A Entrada é gratuita e o Solar Grandjean de Montigny fica na Rua Marquês de São Vicente, 225, Gávea, RJ.
 
 
Serviço:
Três en Cantos – Gravuras, Fotografias e Escritos” – Djenane Pamplona
Data: até 30 de setembro, das 10 às 17 horas
Local: Solar Grandjean de Montigny, PUC-Rio – Rua Marquês de São Vicente, 225, Gávea, RJ

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