Exposição itinerante de arte africana chega a Niterói

Na semana da consciência negra, exposição “O Corpo na Arte Africana” oferece visita guiada

Na semana em que se comemora o dia da Consciência Negra, o Espaço Cultural Correios Niterói, apresenta a exposição O Corpo na Arte Africana, que reúne mais de 120 peças de arte de cerca de vinte povos. Para celebrar a data, uma visita guiada pelo próprio curador da exposição acontecerá no dia 14 de novembro, às 16h30. Também estão programadas apresentações de grupo de jongo. As atividades são gratuitas e para participar basta chegar 15 minutos antes do início do tour.

A exposição é fruto de dez anos de incursões de pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) por diversos países africanos, como Zimbabué, Tunísia, Mali e Moçambique. Wilson Savino, um dos pesquisadores e curador da mostra, conta que a estética artística do continente conhecido como berço da humanidade chamou a atenção dos pesquisadores que, informalmente, começaram a adquirir algumas peças por serem diferentes da arte contemporânea. A coleção de 125 peças de artistas e datações desconhecidas deu origem à exposição. “Trata-se de obras, esculturas na maioria, confeccionadas a partir de materiais como argila, madeira e metal, que reproduzem corpos femininos e masculinos a partir de diversos povos africanos”, conta Savino.

Organizada em cinco módulos, O Corpo na Arte Africana traz diferentes aspectos das tribos africanas. Em “Corpo individual & Corpos múltiplos”, há uma referência ao ser humano completo, físico e espiritualmente; Já em “Sexualidade & Maternidade”, as peças indicam que a sexualidade dos povos africanos é ligada à fertilidade e a importância da fecundidade para a mulher; no módulo “A modificação e a decoração do corpo”, as obras revelam marcas das tribos as quais pertenciam; em “O Corpo na decoração dos objetos”, os desenhos, entalhes e esculturas ornamentam objetos e utensílios como, instrumentos musicais, mobiliários e colheres; e “Máscaras como manifestação cultural”. Como destaque da mostra, o Casal Primordial, escultural em madeira de cerca de 1,30m de altura, que retratam a sexualidade e a importância da fertilidade para os povos africanos; a máscara alada em madeira e pigmento da etnia Bwa-Doto, com 1,30m de largura, presente no módulo “Máscaras como manifestação cultural”, e esculturas da etnia Dogon, tribo da República de Mali conhecida por cultuar a terra e o espírito de seus antepassados.

A exposição O Corpo na Arte Africana pode ser visitada até 19 de dezembro, de segunda a sábado, de 10h às 19h. O espaço não funciona domingos e feriados.  O Espaço Cultural Correios Niterói, fica na Av. Visconde do Rio Branco, 481, Centro, em Niterói. Mais informações pelo telefone (21)2622-3200.

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