Exposição itinerante da Coleção Santander Brasil encerra ciclo no Rio de Janeiro

Mostra Narrativas Poéticas - Coleção Santander Brasil marca as comemorações de 450 anos da cidade maravilhosa no Museu Nacional de Belas Artes. As 54 obras de 36 artistas incluem pinturas, gravuras e desenhos de expoentes do Modernismo e trabalhos de artistas contemporâneos, acompanhadas de 48 fragmentos de poemas de 26 poetas. Exposição conta com obras reproduzidas em alto relevo para vivências táteis de pessoas com deficiência visual.

Renata de Bonis - Howling

Em mais uma iniciativa de valorização da cultura brasileira, o Santander e o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) do Rio de Janeiro inauguram, dia 3 de setembro, a exposição Narrativas Poéticas – Coleção Santander Brasil. A mostra, que estará aberta ao público de 4 de setembro até 1º de novembro, utiliza como referência a relação entre artes plásticas e poesia e traz Helena Severo na curadoria geral.

Com percurso livre, a exposição tem como objetivo levar a arte brasileira a um público amplo e oferecer múltiplas possibilidades de leitura para as obras de seu próprio acervo, com o apoio narrativo de fragmentos de poemas selecionados. A Coleção Santander Brasil, formada pelas obras de arte dos bancos integrados ao grupo, reúne um significativo capital da cultura brasileira. A partir da análise deste conjunto, identificou-se um expressivo núcleo de arte moderna brasileira, além de diferentes manifestações culturais, incluindo arte popular e de cartografia dos séculos XVII ao XIX.

“A arte é um bem de toda a sociedade. Para o Santander, apresentar as obras ao público do Rio de Janeiro é uma forma de dar a elas a sua dimensão pública”, diz Marcos Madureira, vice-presidente de Comunicação, Marketing, Relações Institucionais e Sustentabilidade do Santander Brasil.

Clovis Graciano - Músicos - 1969
Clovis Graciano – Músicos – 1969

Após anos de rigoroso trabalho de catalogação, conservação, restauro e pesquisa, esta é a primeira exposição itinerante com obras da Coleção Santander Brasil. Entre as 54 obras de 36 artistas que fazem parte da exposição, destacam-se as de expoentes do Modernismo brasileiro, como Candido Portinari, Emiliano Di Cavalcanti, Alfredo Volpi, Tomie Ohtake e Cícero Dias e também alguns trabalhos recentes, de artistas como Tuca Reinés, Flavia Metzler, Fernanda Rappa e Renata de Bonis.

O poeta, filósofo e ensaísta Antonio Cicero, em parceria com o também poeta Eucanaã Ferraz, é responsável pela seleção de 48 fragmentos de poemas de 26 grandes poetas brasileiros, como Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Moraes, Ferreira Gullar, Alice Ruiz, João Cabral de Melo Neto entre outros.

Outro diferencial da exposição é a inclusão de obras reproduzidas em alto relevo para vivências táteis de pessoas com deficiência visual. São quatro totens em resina de pinturas selecionadas, que poderão ser manipulados. As obras escolhidas foram Baile no Campo, de Cícero Dias; Figura, de Milton Dacosta; Paisagem, de Francisco Rebolo e Série Amazônica, de Ivan Serpa.

Narrativas Poéticas já passou por Porto Alegre, Brasília, Belo Horizonte, São Paulo, Recife, Fortaleza, Salvador e João Pessoa com registro de mais de 250 mil visitantes nas sete capitais, desde 2013. O Rio de Janeiro foi escolhido para encerrar o ciclo do projeto e marcar as comemorações de aniversário de 450 anos da cidade. 

Curiosidades
O primeiro ciclo do movimento Modernista foi marcado pela busca de uma linguagem genuinamente brasileira, capaz de revelar nossa identidade, nosso verdadeiro caráter nacional. Este instante fundacional do movimento assinala o surgimento de uma arte que se quer brasileira, modernamente brasileira.

Expoentes do Modernismo, como Mário e Oswald de Andrade, que lutaram contra a concepção de nação atrelada a relações de poder oligárquicas, acreditavam que só sairíamos da pré-modernidade se assumíssemos nosso verdadeiro caráter nacional. Partiram em busca de nossas raízes forjando, em suas obras, uma estética de caráter nativista e regionalista.

É o momento de afirmação de nossa produção artística. Do nacionalismo exacerbado, da busca pela construção de uma arte capaz de se impor no cenário internacional por sua dimensão de brasilidade, o projeto modernista caminhou para um patamar mais universal chegando ao século XXI aberto à diversidade e ao multiculturalismo.

O purismo inicial deu lugar ao entendimento de que a cultura é resultado de uma construção histórica que se faz na dinâmica dos contatos entre povos e visões de mundo diferenciadas. Ninguém possui uma só identidade e a pujança de uma cultura reside, sobretudo, na diversidade buscada e assumida.

Mostra Narrativas Poéticas Coleção Santander Brasil

Museu Nacional de Belas Artes (MNBA)
Avenida Rio Branco, 199 – Centro- Rio de Janeiro | 20040-008
2 de setembro, às 10h (coletiva de imprensa)
3 de setembro, às 19h (abertura para convidados)
4 de setembro a 1º de novembro de 2015

Horário de Funcionamento
Terça a sexta-feira das 10 às 18hs
Sábados, domingos e feriados das 12 às 17 horas

Ingressos R$ 8,00 e meia: R$ 4,00 | Grátis aos domingos

Contato / Informações (21) 3299-0600 | www.facebook.com/MNBARio

Curadora Geral Helena Severo
Curadores Antonio Cicero, Eucanaã Ferraz e Franklin Pedroso
Projeto Expográfico Marcello Dantas e Suzane Queiroz
Produtor Executivo Jocelino Pessoa
Diretora de Produção Maria Eugênia Porto da Silveira

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