Evento tem palestras e workshops sobre tecnologia urbana no centro de SP

Festival Red Bull Basement ocorre no dia 20 de agosto com uma série de atividades voltadas para a reprogramação da cidade

DivulgaçãoSão Paulo – No dia 20 de agosto, o Red Bull Station recebe a segunda edição do Festival Red Bull Basement, que ocupa todo o prédio e conta com uma extensa programação de workshops, palestras, debates, oficinas e atividades abertas ao público. Especialistas brasileiros e estrangeiros de diversos temas ligados à tecnologia fazem parte do evento, cujo tema é “Reprogramando a Cidade”.

Os destaques da programação são a palestra “Cidades Abertas”, com Heloísa Neves (WeFab), Ricardo Ruiz (InCity) e Tomás Vivanco (Fab Lab de Santiago – Chile), a mesa sobre “Prototipagem na Prática”, que abordará a riqueza do ecossistema de fabricação chinês, e a apresentação de abertura, ministrada pelo diretor de pesquisa da Waag Society, em Amsterdam, Frank Kresin.

Além da programação teórica, também haverá espaço para os que desejam vivenciar o movimento maker na prática: no andar térreo do prédio, o público pode conferir o Café Reparo, iniciativa que realiza gratuitamente pequenos reparos em eletrodomésticos. Também é parte da programação uma oficina de solda básica, destinada àqueles que desejam construir sua própria placa Arduíno para projetos experimentais.

Os visitantes poderão ver uma intervenção na entrada do prédio e uma instalação visual e sonora na Galeria Principal do artista Dimitre Lima, conhecido por mesclar design gráfico, programação, animação, tipografia em experimentalismos.

A agenda do festival terá ainda a participação dos representantes dos cinco projetos da residência do Red Bull Basement. Eles mostrarão aos visitantes protótipos das suas pesquisas, com propostas que vão de um mobiliário urbano interativo para unir pessoas e iluminar a cidade a salas infláveis para uso livre em espaços públicos. Os residentes estarão no local para explicar o conceito por trás de cada ideia e mostrar, na prática, como anda o desenvolvimento dos projetos.

O Red Bull Basement é um projeto fixo do Red Bull Station que abriga, anualmente, uma residência hacker com duração de dois meses, um festival de tecnologia e um Makerspace, espaço físico de criatividade que possui equipamentos de última geração – como uma cortadora a laser, uma fresadora CNC e impressoras 3D – e que pode ser utilizado por qualquer pessoa mediante projeto e agendamento.

A programação do Festival Red Bull Basement é gratuita e não é necessário inscrição para participar das atividades.

Confira a programação completa abaixo:

Auditório

10h30 – 11h30 – Cidades do Futuro: Frank Kresin

Qual a cara da cidade do futuro? A visão tecnocrática tende a deixar de lado um elemento central da cidade: seus habitantes. E se as tecnologias não forem somente aceitas, mas apropriadas pelos cidadãos? E se a cidade do futuro não for só “inteligente”, mas também sensível? E se não for a cidade a parte inteligente do futuro, e sim os seus habitantes?

Este é o tema do discurso de abertura do festival, a cargo do holandês Frank Kresin, diretor de pesquisa da Waag Society – Instituto de Artes, Ciência e Tecnologia em Amsterdam. Formado em Inteligência Artificial e produção de filmes, o principal interesse de Kresin é em pesquisa, desenvolvimento e avaliação de tecnologia para objetivos sociais.

Frank Kresin é diretor de pesquisa na Waag Society – Instituto de Artes, Ciência e Tecnologia em Amsterdam, que tem como objetivo central a pesquisa e desenvolvimento de tecnologias gratuitas, justas e inclusivas para a inovação social. A entidade envolve artistas, cientistas e empreendedores para desenvolverem sistemas e serviços verdadeiramente úteis.

A experiência de Kresin é baseada em Inteligência Artificial e produção cinematográfica, com interesse no desenvolvimento de tecnologia social. Ele esteve envolvido no início de muitos programas de inovação internacionais, entre eles: Apps for Europe, City SDK, CineGrid Amsterdam, Code 4 Europe, Making Sense e também o Amsterdam Smart Citizens Lab. Ele escreve, pesquisa e ministra palestras sobre Open Innovation, Open Data e Open Design, Living Labs e Smart Citizens.

Além disso, Frank é também membro do conselho no Dutch Chapter of The Internet Society, e tesoureiro no The Mobile City, além de membro ativo no comitê de direção Erfgoed & Locatie e consultor e membro do conselho do Fundo para Indústrias Criativas, na Holanda.

11h45 – 13h – Economia Circular

Como as tecnologias, os novos modelos de negócios, a alteração das lógicas de fornecimento de matéria-prima, além de práticas e soluções no modelo “bottom-up” – que vão crescendo de baixo para cima, à medida que funcionam com as camadas menores – colaborarão com cidades mais sustentáveis e também mais habitáveis?

Participantes: Luciana Oliveira, Pedro Themotheo e Guilherme Brammer (moderador).

Luciana Oliveira é CEO e co-fundadora da New Hope Ecotech, empresa de tecnologia e impacto social voltada para o setor de reciclagem. Pedro Themotheo é sócio da empresa Matéria Brasil e trabalha com sustentabilidade e projetos open source. Já Guilherme Brammer é CEO da WiseWaste e GreenBusiness.

14h30 – 15h30 – Prototipagem na Prática

Se agora é mais fácil para criar um protótipo, racionalizar e industrializá-lo continua a ser uma questão complicada. A ideia desta sessão é mostrar a riqueza do ecossistema de fabricação chinês, sua flexibilidade e agilidade, que permite que se produza rapidamente objetos e projetos em grandes ou pequenas quantidades a um baixo custo.

Participantes: Cyril Ebersweiler (introdução em vídeo), Heloísa Neves, Wesley Schwab e Paulo Henrique. Cyril Ebersweiler é sócio da SOSV e fundador da HAX. Heloisa Neves é criadora da WE FAB, empresa que tem como base as metodologias colaborativas aplicadas a processos de inovação. Paulo Henrique “pH” Silva é fundador do Curta Circuitos, e Wesley Schwab é Global SME Transformation da Telefônica.

15h45 – 17h – Tecnologia e Mobilidade no Futuro

As tecnologias digitais estão agora em todos os lugares para facilitar e tornar a mobilidade urbana mais sustentável, questão prioritária nos dias atuais. São encontradas em bicicletas de autosserviço, nos aplicativos de carona solidária e em táxis conectados. Elas ajudam a dar mais fluidez à multimobilidade. Qual será o futuro desse cenário? Poderemos usar essas tecnologias nos próximos anos para conquistarmos uma mobilidade livre, sustentável e pacífica?

Participantes: Ricardo Marar (moderador), Anthony Ling e Mateus Silveira. Ricardo Marar é Ph.D. em transportes pela Universidade de Londres e pós-doutor pela Universidade de Brasília em Ferramentas de Designhinking para Inovação de Empreendedores em Mobilidade Urbana. Anthony Ling é co-fundador e CEO da Bora, startup em tecnologia de transporte, e editor do site de urbanismo Caos Planejado. Mateus Silveira é designer de produto e acompanha projetos que estimulam novas práticas para abordar questões que impactam na sustentabilidade de empresas a longo prazo.

17h15 – 18h30 – Cidades Abertas: como a atitude maker e as tecnologias estão reinventando a vida urbana?

As práticas ágeis, a inovação ascendente, a cultura de colaboração e a abertura são fundamentais para o movimento maker. O que pode acontecer quando aplicamos estas metodologias para a cidade? Como uma cidade mais aberta e reticulada se torna uma plataforma que permite a seus habitantes se reapropriar dela? Como o movimento maker e a tecnologia podem “hackeá-la”, oferecendo uma governança mais democrática? Como a cidade pode ser não somente “inteligente” usando de grandes tecnologias fechadas e dedicadas ao ganho de produtividade, mas sim aberta, ágil e familiar?

Participantes: Tomás Vivanco, Ricardo Ruiz Freire e Heloisa Neves (moderadora). Tomas Vivanco é co-diretor do Fab Lab Santiago. Ricardo Ruiz é Coordenador de Projetos no InCiti – Inovação e Pesquisa sobre as Cidades (UFPE) e CEO da 3Ecologias. Heloisa Neves é criadora da WE FAB, empresa que tem como base as metodologias colaborativas aplicadas a processos de inovação.

Térreo

10h30 – 17h – Café Reparo

A ação reúne coletivos e grupos ligados a cultura hacker que ajudarão o público na manutenção e na reparação de equipamentos.

O Café Reparo é um projeto de difusão da cultura hacker, cuja missão é estimular a curiosidade sobre como as coisas funcionam. Visando interromper o ciclo do descarte e retomar ou dar novos usos a equipamentos existentes, o Café Reparo reúne convidados, coletivos e utilizadores de computadores e equipamentos elétricos e eletrônicos a pessoas interessadas em reparar seus objetos. O objetivo é aprender a fazer pequenos reparos, aumentando a vida útil de artigos considerados descartáveis. Saiba mais:https://www.facebook.com/RedBullStation/videos.

Makerspace

11h30 – 13h30 – Oficina teórica e prática: Montando sua placa Arduíno

Aula teórica e prática para os iniciantes que querem saber mais sobre Arduíno. Aprenda a fazer um circuito de TV-B-gone com a placa Arduíno – uma espécie de controle remoto universal capaz de transmitir os códigos de desligamento para cerca de 98% das televisões do mundo. Ministrada por Afonso Coutinho, monitor do Makerspace do Red Bull Station. Capacidade: 12 pessoas. Participação por ordem de chegada, não é necessária inscrição.

16h – 18h – Oficina de solda básica – Montando sua placa Arduíno

Aula prática com os primeiros passos de como fazer solda de componentes eletrônicos e sobre os itens necessários para uma placa Arduíno. Ministrada por Afonso Coutinho, monitor do Makerspace do Red Bull Station. Capacidade: 12 pessoas. Participação por ordem de chegada, não é necessária inscrição.

Sobre Afonso Coutinho

Autodidata em programação e membro do Garoa Hacker Clube, Afonso sempre trabalhou com tecnologia. Atualmente, ele é monitor do Makerspace do Red Bull Station.

15h30 – 17h – Apresentação de projetos da Residência Hacker – Red Bull Basement

Os cinco projetos selecionados serão expostos e seus criadores apresentarão ao público  ideia, protótipo e processo de desenvolvimento de cada um.  

Projetos:
Samanta Fluture: Moskito Livre
Diogo Tolezano e Pedro Godoy: Pluvi.on
Giovanna Casimiro e Lina Lopes: Balanços Inter-afetivos
Ricardo Almeida: Sala-bolha
Sara Lana Gonçalves da Costa: Pontos surdos, cegos e mudos de SP 

Para saber mais sobre a residência e cada projeto, visite: http://www.redbullbasement.com.br/index.php/residencia/

Galeria principal

10h30 – 20h – Instalação imersiva “Intensidade Código”, de Dimitre Lima

O artista expõe um trabalho com LED no corredor de entrada do Red Bull Station e também uma instalação de luzes e sons na Galeria Principal do local.

Sobre Dimitre Lima

Dimitre Lima nasceu no Rio Grande do Sul e é um designer gráfico multifacetado, que estende a sua ação à música, à programação ou à criação de websites como o Dmtr.org, onde expõe as suas criações. Voltado para o experimentalismo, ele utiliza e mistura vários métodos como o desenho, a gravura, a animação digital ou o código, universos que imprimem uma abordagem mais dinâmica ao uso do computador.

Na base da inspiração de Dimitre Lima está um desejo de ampliar virtualmente as formas gráficas para a vida real do espectador, em interessantes fusões factual/ ilusão, que quebram a barreira da realidade.

Festival Red Bull Basement @ Red Bull Station

Data: 20 de agosto de 2016 (sábado)
Horário: das 10h30 às 19h
Local: Red Bull Station
Endereço: Praça da Bandeira, 137 – Centro – São Paulo
Telefone: 11 3107-5065  
Censura: Livre
Entrada: Evento gratuito
Site: http://www.redbullbasement.com.br/ 

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