Entrevista com o escritor Antônio Manuel Palhinha

António Manuel Palhinha, nascido a 13 de Maio de 1967, dia de N. Senhora de Fátima. Formação Académica em Gestão de Emergência e Serviços Continuados, Emergência de Catástrofe e Emergência Pré-hospitalar. Certificado pelo Conselho Cientifico Pedagógico para a formação contínua de professores, do pré-escolar até ao 3º Ciclo, em várias áreas e domínios da saúde e prevenção da. Pioneiro a nível internacional na formação de P. Socorros para Cegos e Amblíopes. Pioneiro num novo conceito na literatura infantil, com a introdução de páginas em branco nos contos infantis. Incentivando desta forma as crianças para a leitura. A criatividade e imaginário dos jovens leitores na ilustração das histórias, leva a que se sintam protagonistas na realização do livro.

Poeta, escrevinhador de palavras, amante da escrita, um cidadão do mundo.

Académico Correspondente Internacional da ALMAS – Academia de Letras, Música e Artes de Salvador.

Académico Correspondente Internacional da ALAF – Academia de Letras e Artes de Fortaleza.

Membro do Núcleo Académico de Letras e Artes de Lisboa.

“Para os pais um convite a que acompanhem os filhos no insentivo à leitura e ao papel importante que têm na sua educação que não cabe apenas aos professores.”

Boa Leitura!

Antonio Palhinha
Antonio Palhinha

Divulga Escritor – Escritor Antônio Manuel Palhinha, é um prazer contarmos com a sua participação no projeto Divulga Escritor, conte-nos em que momento pensou em escrever o seu livro “O Menino que sonhava com as letras”?

Antonio Palhinha – O Menino que Sonhava com as Letras, surge de um episódio com o meu filho mais novo, quando lhe contava uma história ao deitar-se. Ao terminar ele disse: “ Pai quando fores velhinho e eu já souber bem as letras vou contar-te histórias quando te fores deitar…”. Esta afirmação foi o fio condutor para o titulo, pois imaginei o meu filho nessa noite a sonhar com as letras, em aprender a ler e a escrever.

Divulga Escritor – Como foi a construção do enredo que compõe a obra?

Antonio Palhinha – Confesso que não foi dificil! Procurei construir um enredo que começa-se por ter uma criança no ventre da mãe, a quem os pais contavam histórias, e que, já nesse inicio de vida começa-se a sonhar com letras, procurando aqui criar algo de imaginário. Focalizei-me em tres aspectos que considero importantes na vida de uma familia que tem filhos. A fase em que os filhos iniciam o processo escolar e a ansiedade que sentem ao saberem que vão para a escola. O papel importante dos pais no acompanhamento desse processo e de apoio no sentido de amenizar essa ansiedade e temor que por vezes as crianças sentem. Muitas crianças choram e não querem ir para a escola no seu primeiro dia. Por ultimo, o papel do educador escolar , do professor, enquanto elemento que irá ter um papel importante no ensino, no despertar da criança para o seu potencial de aprendizagem e no desenvolvimento de mecanismos de insentivo. Não apenas pela criatividade e metodologias que deve adoptar e que cativem a criança para aprender. Mas também, no desenvolvimento de novas competencias e saberes.

Divulga Escritor – Que temas você aborda em seu livro “O espantalho espanta milharucos”?

Antonio Palhinha – É um livro que se apresenta com uma abordagem aos valores morais como a amizade, o respeito pelo nosso semelhante, ainda que, esse semelhante tenha diferenças de cor, de estatuto social, de religião, etc…, O Espantalho é um personagem que pode refletir a imagem de qualquer um de nós, que não se vê valorizado pelo seu trabalho e encontra num grupo de crianças, o carinho, o respeito, a amizade que deseja. Porque sonha em ser um ser humano.

Divulga Escritor – Qual a mensagem que você quer transmitir ao leitor através do enredo que compõe os seus livros:

Antonio Palhinha – O menino que sonhava com as letras – O Menino que sonhava com as letras, tem uma mensagem para crianças e para adultos. Designadamente no insentivo das crianças para a leitura e no querer saber mais. Para esse efeito, pensei em criar páginas em branco no livro onde as crianças se sentissem motivadas em ler a história e em ilustrar o livro. Desta forma, levar a que interagissem mais com a obra e ganhassem mais gosto pela leitura. As páginas em branco traduziu-se num novo conceito introduzido na literatura infantil segundo pedagogos e educadores que, sublinham não conhecer em outros livros de literatura infantil esse aspecto. Verificando-o apenas em livros lúdicos de ilustração e jogos didácticos.

Para os pais um convite a que acompanhem os filhos no insentivo à leitura e ao papel importante que têm na sua educação que não cabe apenas aos professores.

Antonio Palhinha – O espantalho espanta milharucos – O espantalho espanta milharucos, para além de ter as páginas em branco para ilustrações, acrescentei ainda um pormenor que considero cativante e apelativo, que é o fato de, os diálogos entre os personagens ser em rima. Existe uma actividade expressa no livro que apela á necessidade de ajudar os outros e que permite o livro ser utilizado em sala de aula. Sendo que, essa actividade é realizada com recurso a lenços triangulares. O espantalho espanta milharucos foi escrito à 14 anos precisamente para uma actividade no Jardim de Infância e escola do primeiro ciclo onde a minha filha, actualmente com 19 anos, se encontrava a estudar. A técnica para a utilização dos lenços, para ser possível realizar a actividade tem de ser ensinada aos educadores e professores, mas vou guardar segredo para já…(sorrisos).

Divulga Escritor – Onde podemos comprar os seus livros?

Antonio Palhinha – Os meus livros podem ser adquiridos no Brasil e em Portugal. No Brasil nas livrarias Saraiva e nas livrarias Cultura com quem a minha editora tem acordo. Em Portugal na FNAC, nas Livrarias Bertrand, Livraria Desassossego, livrarias de rua. Mas também numa loja online que criei onde os leitores podem adquirir os meus livros com direito a autografo e dedicatória se o desejarem, caso pretendam comprar os livros para oferta. O acesso é: http://www.sonharcomasletras-com.pt/

Divulga Escritor – Quais os seus principais objetivos como escritor?

Antonio Palhinha – Como escritor de literatura infantil fazer sonhar as crianças através das letras e insentivar as crianças para a leitura. Como poeta, ficcionista, romancista ou simplesmente como escrevinhador de palavras como me intitulo, fazer sonhar os leitores em geral com um futuro melhor e mais promissor pelo menos enquanto lêm os meus livros.

Divulga Escritor – Quais os principais hobbies do escritor Antonio Palhinha?

Antonio Palhinha – Ler, caminhar, observar a natureza especialmente o mar.

Divulga Escritor – Como você vê o mercado literário de Portugal?

Antonio Palhinha – É uma pergunta difícil!Falar do mercado literário em Portugal dá-me uma certa angustia. Não é fácil a um autor, um escritor que esteja em inicio de carreira, por assim dizer, publicar um livro. Como não é conhecido as grandes editoras só se interessam por quem já tenha nome no mercado, porque isso é sinónimo de vendas. As pequenas editoras para sobreviverem, em parte, publicam, mas o autor tem de investir substancialmente na publicação do livro, e como tudo é negócio nem sempre se publica livros com qualidade, muitos são livros de vaidade. As ditas figuras de topo da sociedade que se querem auto-promover. São géneros literários distintos, isto se se considerar um livro de vaidade “literatura”. Quem tem a possibilidade de ver os seus livros vendidos no estrangeiro, e ver reconhecido o seu talento, pode ainda assim, mas de uma forma reservada, acalentar esperanças de ver despertar o interesse nas suas obras em Portugal. Isto porque muito do que acontece, não só em Portugal, mas também no mundo, move-se pela inveja e pelo interesse económico. “Se aquele ganhou dinheiro com determinada obra então eu também posso ganhar”. Ou por uma questão de não ficar mal na fotografia. “Um autor português está a ter sucesso no estrangeiro e nós nem sabiamos da existencia dele?!”. Mesmo que, quem de direito, tenha lido o original da obra e não se interessou por publicar a mesma, ou por ter outros pontos de vista, tudo é discutivel a hipócrisia tem destas coisas, muitas vezes apelidada de “política editorial”, no entanto só reconhecem o mérito depois de outros verem potencial.   

Divulga Escritor – Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o escritor Antônio Palhinha. Agradecemos sua participação no projeto Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Antonio Palhinha – Que não deixem de sonhar com as letras. Sonhar com as letras é como um abrir de asas para voar no céu do conhecimento, no universo do saber.  Um livro não necessita de baterias para funcionar, pode ser lido no campo, na praia, na floresta, na montanha. Isto sem querer denegrir a utilidade das novas tecnologias, que são úteis e facilitam muito quando utilizadas com bom senso. Mas deixo aqui um género de apelo, onde esxistir uma criança façam-lhe chegar um livro.

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Shirley M. Cavalcante, jornalista e radialista, é administradora do projeto Divulga Escritor, Editora da Revista Acadêmica Online, Revista Literária da Lusofonia. Graduada em Comunicação Social pela UFPB, é especialista em gestão empresarial e de pessoas. Acadêmica Correspondente da Academia de Artes Ciências e Letras de Iguaba Grande – RJ, e do CONINTER – Conselho Internacional dos Acadêmicos de Ciências, Letras e Arte, tendo recebido a comenda da Ordem do Mérito Histórico – Literário Castro Alves, por relevantes serviços prestados ao desenvolvimento da literatura Lusófona. Autora do livro: Manual Estratégico de Comunicação Empresarial/Organizacional. http://www.divulgaescritor.com/ ​

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