Dupla exposição em fotos: de falha analógica a recurso fotográfico artístico

Antes da fotografia digital, o uso de filmes analógicos, principalmente por fotógrafos amadores, trazia um inconveniente impossível de superar naqueles tempos: o efeito de dupla exposição.

<p>As câmeras analógicas faziam fotos registrando num filme sua versão negativa. Os filmes tinham uma quantidade limitada de fotos – quem não lembra dos filmes de 12, 24 ou de 36 poses? – e cada seção do filme deveria corresponder, portanto, a uma única foto.

A processo consistia em capturar a imagem, e após o registro, o filme rodava, posicionando uma nova seção em branco. Se houvesse algum problema nesse mecanismo de giro do rolo de filme, acontecia então o registro de mais de uma imagem na mesma foto, misturando tudo, literalmente.

De acordo com o fotógrafo Rogério von Krüger, especializado em casamentos, imagens corporativas e fotos em eventos “com o advento da fotografia digital, a dupla exposição deixou de ser um problema, para se tornar um recurso estético muito interessante. A tecnologia possibilitou o uso de softwares de edição, principalmente o Photoshop, no qual podemos criar verdadeiras imagens – conceito, utilizando a técnica de mesclar imagens. Os resultados podem ser surpreendentes e muito bonitos”.

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