Dificuldade para enxergar

Baixo rendimento em sala de aula pode estar relacionado a problema de visão

Material escolar, livros, uniforme, mochila. Para muitos pais o check-list para o início das aulas parece estar completo. Mas é importante não se esquecer de um item que pode comprometer todo o aprendizado da criança. A consulta com um oftalmologista.

De acordo com dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, 10% das crianças precisam usar óculos antes dos quatro anos de idade, 20% antes dos 10 anos e 30% na adolescência. E, quanto menor a idade, maior é a dificuldade para identificar essa deficiência porque a criança não sabe avaliar que enxerga mal.

A oftalmologista do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), Dra. Renata Bekin, explica. “Normalmente esta é a última causa a ser explorada, pois muitos pais e professores associam o mau desempenho escolar com outros problemas, como causa emocional ou déficit de atenção do aluno”, diz a médica.

Os sintomas a serem observados são vários segundo a médica. Na sala de aula o aluno pode ter dificuldade para copiar no quadro ou no caderno, trocar de letras, pular linhas, escrever torto, franzir os olhos, lacrimejamento, e apresentar dores de cabeça frequentes. “As crianças pequenas podem tropeçar com frequência ou mesmo ter dificuldade de jogar bola ou assistir televisão, perdendo o interesse nas atividades”, diz Dra. Renata.

Os principais diagnósticos identificados durante a infância são a miopia – dificuldade para ver de longe, hipermetropia – visão imperfeita do que está próximo, astigmatismo – distorção das imagens para perto ou longe, e ambliopia – falta de uso de um olho, normalmente conhecido como “olho preguiçoso”. “Ambos podem ser corrigidos desde que detectados precocemente”, comenta a Dra.

Quando consultar
Segundo a médica não existe idade idade ideal para a criança ir ao oftalmologista, mas é importante que os pais levem o mais cedo possível, pois se a criança tiver algum problema de visão, quanto antes diagnosticado melhor será o resultado do tratamento. O acompanhamento pode ser feito desde o momento do nascimento com o teste do olhinho”, destaca Dra Renata.

Além de consultas regulares ao médico, alguns cuidados fazem a diferença para a saúde dos olhos e servem tanto para criança como para adultosnão coçá-los, não levar a mão suja aos olhos, não se automedicar e descansar os olhos a cada uma hora.

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