Dez curiosidades para curtir na Trilha Babilônia RIOSUL

Inscrições abertas para o passeio de ecoturismo no sábado

Uma das comunidades que mais recebe turistas no Rio de Janeiro, com variadas atrações culturais e gastronômicas que atendem aos mais diferentes estilos e gostos, vai receber no próximo dia 16 de abril, uma nova edição do projeto de ecoturismo ‘Trilha Babilônia RIOSUL.’.

O passeio que já faz parte da agenda carioca, teve início há 2 anos, com intuito de promover passeios guiados, gratuitos e periódicos, a fim de que as pessoas conheçam de perto o trabalho de reflorestamento que é desenvolvido no local e que já recuperou mais de 50 hectares dos Morros do Leme, Babilônia e São João, além de outras atividades de ecoturismo da região e projetos sociais das comunidades próximas. Desde o início do projeto, já foram registradas mais de mil participações.

Para tornar o passeio ainda mais rico e interessante, separamos dez informações curiosas e imperdíveis sobre o local.

O Reflorestamento:
Já foram reflorestados mais de 50 hectares com o plantio de mais de 200 mil mudas. Diversas espécies nativas da flora voltaram a colonizar as áreas espontaneamente como o Pau-brasil, Ipê-amarelo, Aroeira, Ipê-rosa, Embiruçu, Canafístula, Cedro-branco, Angico-branco, Sete-capotes, Paineira, Jatobá, Guapuruvu, Pau-ferro, entre outras 80 espécies de árvores. Dos 50 hectares recuperados, 12 são no Morro da Babilônia; três no Morro do Leme; 11 no Morro do Urubu; no bairro do Leme, e 17 no Morro São João Batista, em Botafogo.

Fauna local:
Na fauna, a recuperação das áreas trouxe de volta espécies que haviam migrado para outros locais, incluindo algumas raras ou ameaçadas de extinção, como a Jacupemba, Tucano-de-bico-preto, Papagaio-curica, Sabiá-preto, Coleirinha, Pichochó, Saíra-sete-cores e Trinca Ferro.

Mirantes imperdíveis:
Diversos pontos atrativos fazem parte do passeio de ecoturismo. São em média 10 paradas, nas quais o público tem a oportunidade de conhecer mirantes com paisagens exuberantes para os bairros de Copacabana, Botafogo, Flamengo, além de montanhas, Cristo Redentor e  Pão de Açúcar.

Um século de transformações:
Um dos pontos interessantes durante o percurso é que a comunidade ainda possui uma casa de pau a pique, construída no início do século 20. Com as informações dos guias, é possível entender um pouco mais sobre a formação da comunidade no local, seus avanços e transformações.

História da cidade escrita do alto do morro:
Uma curiosidade, por exemplo, que os guias contam durante a travessia, é que os portugueses usavam estas rotas para transportar água, alimentos, provisões de armas e munições que eram levadas em mulas para os pontos onde se concentravam as tropas. Além disso, os índios nativos da região já utilizavam essas trilhas para locomoção entre o litoral e o interior da cidade antes mesmo da chegada dos portugueses ao Brasil.

A comunidade:
O passeio começa pela comunidade da Babilônia e depois entra na Área de Proteção Ambiental (APA) da região. Ainda na comunidade, o público vai poder conhecer um pouco da história local, através dos relatos feitos pelos guias, que também são moradores antigos. Um dos pontos que faz parte do percurso é a primeira creche da comunidade, entre outros.

Origem da Babilônia:
Sobre a origem de seu nome, supõem-se que a Babilônia teria sido batizada em função da riqueza da flora local, tal como os jardins suspensos da Babilônia. A região abrigou a família do paisagista Roberto Burle Marx e dizem que muitas das espécies vegetais de seus jardins foram coletadas no terreno de sua antiga chácara.

Rota estratégica durante a Segunda Guerra:
Existem na trilha casamatas construídas na época da Segunda Guerra Mundial, que eram usadas para observar a aproximação de navios na costa. Além disso, no alto do morro, existem ruínas de um telégrafo semafórico datada do século 19, que fez parte da primeira Rede de Sistema Telegráfico do Brasil. A sua principal utilização era o aviso da chegada de navios e a comunicação deles com os portos. Durante a Segunda Guerra Mundial, o Morro dos Telégrafos foi considerado área de segurança nacional, devido à posição estratégica e visão privilegiada da Baía de Guanabara.

Transcarioca:
A comunidade da Babilônia faz parte da Trilha Transcarioca que atravessa a Cidade do Rio de Janeiro de oeste a leste, conectando no trajeto a sete Unidades de Conservação. Há mais de cem pontos de acesso à Trilha Transcarioca. Seu início fica em Barra de Guaratiba, e em seu final, a trilha pode ser acessada pela Pista Claudio Coutinho, no bairro da Urca.

Cenário de filme:
Em 1959, um dos mirantes da trilha serviu de cenário para o filme franco-brasileiro “Orfeu do Carnaval“, que veio a ganhar a Palma de Ouro do Festival de Cannes no mesmo ano e o oscar de melhor filme estrangeiro no ano seguinte

Inscrição

As inscrições estão abertas para o passeio do dia 16.04. Serão oferecidas 60 vagas e, para participar, basta entrar no site do RIOSUL e preencher a ficha cadastral.http://www.riosul.com.br/shopping_trilhas.php.

O Shopping também oferece um serviço que inclui lanche e translado de ida até o início da trilha e volta ao ponto de encontro.

Os participantes devem se reunir no piso G5 do Shopping. A saída acontece sempre às 9h. O ecoturismo está sujeito às condições climáticas do dia e à lotação.

Serviço – Trilha Babilônia RIOSUL

Data: 16 de abril

Horário: 9h

Local: Ponto de encontro, localizado no estacionamento G5 do RIOSUL.

Para se inscrever, basta entrar no site do RIOSUL e preencher a ficha cadastral. http://www.riosul.com.br/shopping_trilhas.php.

Endereço: Subida pela Rua Carlos Peixoto, estacionamento G5 do RIOSUL..

*Classificação etária: recomendado para maiores de 06 anos acompanhados dos pais

Passeio gratuito.

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