Dança em foco – Festival Internacional de Vídeo & Dança 2016

De 24 de maio a 5 de junho, no Castelinho do Flamengo

A 14ª edição do dança em foco – Festival Internacional de Vídeo & Dança 2016 acontece entre os dias 24 de maio e 5 de junho, no Centro Oduvaldo Vianna Filho – Castelinho do Flamengo. Considerada o eixo principal do festival, a MIV – Mostra Internacional de Videodança exibirá esse ano quase 300 horas de obras nacionais e internacionais de 35 países, consolidando o dança em foco como uma plataforma de videodança das mais reconhecidas mundialmente.

Além da MIV, o festival caminhará também por outras vertentes: esse ano serão apresentadas nas salas do Castelinho obras videográficas instalativas e interativas, encontros com artistas para a proposição de diálogos, além de oficinas. Toda a programação do festival é gratuita.

Este projeto foi contemplado pelo Programa de Fomento à Cultura da Prefeitura do Rio de Janeiro – Viva a Arte! 2015, da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro.

“Desde a criação do evento, em 2003, estamos atentos aos mais diversos modos de associação entre vídeo e dança (ou, mais abrangentemente, imagem e corpo). Entre eles, a videodança se consolidou como uma referência maior para público e artistas. Nela, a dança é feita de vídeo, e o vídeo é feito de dança”, explica Paulo Caldas, diretor e fundador do dança em foco.

“E o festival chega mais uma vez inovando com vídeos inéditos e parcerias com festivais e instituições de ensino nacionais e internacionais. Que o dança em foco seja sempre novo e se mantenha assim, de portas abertas para o público interessado em conhecer cada vez mais sobre a videodança, essa nova plataforma possível para criação em dança.”, completa Leonel Brum, diretor artístico do Festival.

Paulo CALDAS, Leonel BRUM, Eduardo BONITO e Regina LEVY diretores do dança em foco

Este ano a MIV – Mostra Internacional de Videodança apresenta mais de 200 vídeos em quase 300 horas de projeção no Castelinho do Flamengo. São obras oriundas da convocatória realizada entre dezembro/2015 e fevereiro/2016, selecionadas entre mais de 200 inscritos, que se somam às seleções especiais de 4 festivais parceiros e obras dos convidados deste ano do festival. Além disso, a MIV conta com 5 programas enviados por Universidades/Faculdades nacionais e internacionais com trabalhos realizados por seus alunos – chamada de “Videodança em Curso”, mostrando que a videodança está cada vez mais difundida pelo mundo.

As instalações também adentram o dança em foco: ainda que a Mostra Internacional de Videodança continue sendo o eixo maior do festival, nessa 14ª edição o corpo se compõe de outro modo, ora com a tela, ora com a câmera, expandindo a experiência artística feita de vídeo e dança. As salas do Castelinho serão ocupadas principalmente pelas obras videográficas instalativas e interativas, criando novas situações poéticas para aqueles que por elas passam, propondo novos trânsitos e fazeres do corpo no espaço. Trata-se de uma ocasião para pensar e experimentar o corpo, conforme proposições artísticas diversas, neste nosso horizonte de novas atenções e tensões com as tecnologias digitais.

O Festival distribui parte das obras do artista cearense Alexandre Veras que integraram a exposição Conversa Infinita e que ocuparam, em fins de 2015, o Museu de Arte Contemporânea (MAC-CE), em Fortaleza. E a obra interativa Kinect-Dance, de Marcus Moraes e Marlus Araújo (RJ), complementam o programa de obras instalativas do festival.

O dança em foco promove ainda “Diálogos” – encontros, abertos ao público, com as artistas e profissionais da área, nacionais e internacionais. Na abertura, 3ªf, dia 24/maio, Alexandre Veras (CE) comenta suas instalações e vídeos exibidos na MIV. Na 6ªf, 27/maio, a dinamarquesa Maia Sørensen, diretora do festival online 60secondsdance, trata de sua proposta curatorial e da experiência com a videodança de 1 minuto. No sábado, 28/maio, o artista paulista Vinícius Cardoso fala de suas criações dentro desta linguagem. Neste mesmo dia, Jeannette Ginslov (realizadora e pesquisadora sul-africana radicada na Escócia), conversará sobre sua obra, exibida na MIV, e o resultado de sua oficina realizada ao longo da semana. Na 3ªf, Pedro Sena (Portugal), exibirá exemplos de filmes apresentados nas competições anuais de seu Festival InShadow. No dia 3/junho, 6ªf, teremos um encontro com alunos de cursos de graduação em dança do Ceará e do Rio de Janeiro, que debaterão o que está sendo aprendido sobre videodança nas salas de aulas do país. E, fechando a programação do festival, no sábado, 4/junho, Marisa Hayes (EUA) e Franck Boulègue (França) vão conversar com o público sobre o crescente interesse na pesquisa teórica acerca da videodança e também sobre seu Festival Internacional de Videodança em Bourgogne.

CIRCUITO CULTURAL RIO
O dança em foco – Festival Internacional de Vídeo & Dança integra o Circuito Cultural Rio, idealizado pela Secretaria Municipal de Cultura e pela Prefeitura do Rio, para a programação cultural dos períodos Olímpico e Paralímpico, que vai de maio a setembro de 2016. Idealizado pela Prefeitura do Rio, o Circuito Cultural Rio conta com mais de 700 atrações, selecionadas e patrocinadas por meio dos editais da Secretaria Municipal de Cultura, que serão apresentadas em mais de 100 espaços culturais espalhados por toda a Cidade, além dos eventos que acontecem ao ar livre. Com peças de teatro, exposições, shows, espetáculos de dança, atrações circenses, eventos de gastronomia, manifestações de rua, saraus, bailes e afins, o Circuito Cultural Rio vai possibilitar uma experiência integral da diversidade cultural carioca. 

Programação dança em foco 2016

– Dia 24 de maio – 3ª f
10h às 13h – Oficina “A dança na tela” – com Jeannette Ginslov (África do Sul)
19h – Abertura das instalações, da MIV e encontro com Alexandre Veras (aberto ao público) 

– Dia 25 de maio – 4ª f
10h às 13h – Oficina “A dança na tela” – com Jeannette Ginslov (África do Sul)
10h às 18h – MIV – Mostra Internacional de Videodança e Instalações (aberto ao público) 

– Dia 26 de maio – 5ª f
10h às 13h – Oficina “A dança na tela” – com Jeannette Ginslov (África do Sul)
10h às 18h – MIV – Mostra Internacional de Videodança e Instalações (aberto ao público) 

– Dia 27 de maio – 6ª f
10h às 13h – Oficina “A dança na tela” – com Jeannette Ginslov (África do Sul)
10h às 21h – MIV
19h – Encontro aberto ao público com Maia Sørensen (Dinamarca) 

– Dia 28 de maio – sábado
13h às 21h – MIV
18h – Encontro aberto ao público com Vinícius Cardoso (SP)
19h – Encontro aberto ao público com Jeannette Ginslov (África do Sul) 

– Dia 29 de maio – domingo
10h ás 18h – MIV – Mostra Internacional de Videodança e Instalações (aberto ao público) 

– Dia 31 de maio – 3ª f
10h às 13h – Oficina “A dança do cineasta” – com Frank Boulègue e Marisa C. Hayes (França)
10h às 21h – MIV – Mostra Internacional de Videodança e Instalações (aberto ao público)
14h às 17h – Oficina “Vídeo-Dança” – com Pedro Sena (Portugal)
19h – Encontro aberto ao público com Pedro Sena (Portugal) 

– Dia 1º de junho – 4ª f
10h às 13h – Oficina “A dança do cineasta” – com Frank Boulègue e Marisa C. Hayes (França)
10h às 18h – MIV – Mostra Internacional de Videodança e Instalações (aberto ao público)
14h às 17h – Oficina “Vídeo-Dança” – com Pedro Sena (Portugal) 

– Dia 2 de junho – 5ª f
10h às 13h – Oficina “A dança do cineasta” – com Frank Boulègue e Marisa C. Hayes (França)
10h às 18h – MIV – Mostra Internacional de Videodança e Instalações (aberto ao público)
14h às 17h – Oficina “Vídeo-Dança” – com Pedro Sena (Portugal) 

– Dia 3 de junho – 6ª f
10h às 13h – Oficina “A dança do cineasta” – com Frank Boulègue e Marisa C. Hayes (França)
10h às 21h – MIV – Mostra Internacional de Videodança e Instalações (aberto ao público)
14h às 17h – Oficina “Vídeo-Dança” – com Pedro Sena (Portugal)
19h – Encontro com Universidades (aberto ao público) 

– Dia 4 de junho – sábado
10h às 21h – MIV – Mostra Internacional de Videodança e Instalações (aberto ao público)
19h – Encontro aberto ao público com Frank Boulègue e Marisa C. Hayes (França) 

– Dia 5 de junho – domingo
10h às 18h – MIV – Mostra Internacional de Videodança e Instalações (aberto ao público)

As inscrições para as oficinas foram realizadas online entre 01 e 15 de abril, e somente os selecionados poderão participar.

Programação completa do dança em foco 2016 estará no nosso site www.dancaemfoco.com.br

Serviço: dança em foco – Festival Internacional de Vídeo & Dança 2016

Castelinho do Flamengo – Centro Cultural Oduvaldo Vianna Filho

Endereço: Praia do Flamengo, 158 – Rio de Janeiro (esquina com Rua Dois de Dezembro) – Metrô estação Largo do Machado.

Tel.: 55 21 2205 0655

Data: de 24 de maio a 05 de junho.

Horário: das 10h às 21h.

Entrada franca.

Classificação: livre.

Sobre os artistas convidados:

Alexandre Veras (CE)
O artista tem desenvolvido trabalhos com instalações, videodança, videoarte, documentário e ficção desde 2000. Foi fundador do Alpendre, espaço dedicado a pesquisa e produção em arte na cidade de Fortaleza. Atua como curador (de audiovisual e artes visuais), gestor e coordenador de ações culturais ligadas a arte contemporânea e formação; como professor e pesquisador, ministra regularmente cursos e palestras em diversas cidades do país e América Latina, tematizando as relações corpo e imagem, arte e tecnologia. Em 2015, realizou o projeto a Conversa Infinita, que resultou numa exposição com 7 instalações propostas pelo artista e realizadas em colaboração com 35 participantes envolvidos num processo de formação-laboratório no Porto Iracema das Artes, em Fortaleza. A exposição ocupou o MAC-CE do Dragão do Mar.

Maia Sørensen (Dinamarca)
Formou-se na Martha Graham School of Contemporary Dance, em Nova York, em 2007, com foco em coreografia. Desde então, tem se orientado para a videodança, atuando como diretora/coreógrafa, editora, intérprete, assim como curadora do ScreenMoves / Dansehallerne. A artista trabalha no 60secondsdance desde 2011 e atualmente é a coordenadora internacional do festival. Realizadora premiada por obras como Det Skal Danses Væk (2014) e Satellit (2014), produz videodança, documentários e filmes de arte, e também é consultora e professora de videodança.A convidada vai conversar com o público sobre os valores fundamentais, as motivações e os objetivos da competição.

Vinícius Cardoso (SP)
É jornalista e diretor audiovisual, autor de obras orientadas para a dança (como a Árvore do Esquecimento, do Balé da Cidade de São Paulo, e o Museu Dançante, baseado na residência artística da São Paulo Companhia de Dança no MAM-SP, em 2015. Desenvolveu a série de videodança WHONIVERSE, com destaque para a obra Cidade Matarazzo que participou em mais de 20 festivais ao redor do mundo. No cinema, dirigiu o documentário Anhangabaú da Feliz Cidade (2008), que narra a relação entre o Teatro Oficina e Silvio Santos. Na publicidade é diretor de vídeos e peças de moda e beleza para marcas como Vogue Brasil, Elle, Natura e M.A.C. Na literatura, é autor da coletânea AMAR, série de livros infantis que apresenta o universo LGBT às crianças, com prefácio de Valter Hugo Mãe e Jean Wyllys.

Jeannette Ginslov (África do Sul)
É especialista em videodança e realidade aumentada (RA). É Mestre em Media Arts & Imaging na DJCAD (Duncan of Jordanstone College of Art and Design, no Reino Unido) e Mestre em Coreografia pela Rhodes University (África do Sul). Sua produção artística investiga as relações entre o corpo em movimento, performatividade, memória somática e materialidade digital. É diretora e curadora do Screendance Africa, produtora associada do dance-tech. net, e professora de Dança e Tecnologia no The Space – Scottish School of Contemporary Dance, na Escócia.

Frank Boulègue e Marisa C. Hayes (França)
São realizadores de videodança, fundadores e diretores do Festival International de Vidéo Danse de Bourgogne, na França. Sua produção artística tem sido exibida em diversos festivais e tem recebido merecidos prêmios, como o Susan Braun (New York Dance Films Association) e o Video Dance da Pentacle Movement Media. São colaboradores frequentes em diversas publicações tematizando história da dança, videodança e estudos de cinema.

Pedro Sena (Portugal)
Realizador, programador e professor na área do cinema documental e experimental. Realizou diversos documentários, ficções e spots publicitários. É codiretor artístico da Vo’Arte, e dos Festivais Internacionais InShadow, InArte e InMotion – Cinema e Dança.  É doutorando em artes performativas e imagem em movimento na Universidade de Lisboa e investigador no GECAPA -Gabinete de Estudos de Cultura, Artes Performativas e Audiovisuais do CLEPUL da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, atuando em pesquisas nas áreas experimentais de cruzamento entre corpo e imagem, com destaque para o corpo diferente nas artes performativas.

Sobre os diretores do Festival dança em foco:

Paulo Caldas – Formado em Dança Contemporânea na Escola Angel Vianna (RJ) e em Filosofia pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro, o diretor e coreógrafo Paulo Caldas tem sua produção artística marcada pela aproximação entre dança e audiovisual. Desde os anos 1990, sua companhia Staccato, do Rio de Janeiro, tem merecido diversos prêmios e distinções nacionais e internacionais. Seus espetáculos já foram apresentados em diversas cidades no Brasil, e também nos EUA, Japão, Itália, Alemanha e França. Ministra regularmente oficinas de dança pelo Brasil e já foi professor e coreógrafo convidado em importantes companhias nacionais. É diretor artístico do dança em foco – Festival Internacional de Vídeo & Dança (criado em 2003) e do PODfest – Festival de Poéticas Digitais (criado em 2014). Entre outras publicações, organizou livros pioneiros no Brasil acerca da videodança. É doutorando em Educação e professor dos cursos de Dança da Universidade Federal do Ceará. Atualmente, através de convênio com a UFC, é coordenador do Programa de Dança do Porto Iracema das Artes — Escola de Formação e Criação (Instituto de Arte e Cultura do Ceará / Dragão do Mar).

Leonel Brum é diretor artístico dos festivais dança em foco e PODFest – Festival Internacional de Poéticas Digitais. Foi membro das comissões curatoriais: InShadow, Lisboa (2014), IPAM – International Performing Arts Meeting, Barcelona (2013), Bienal de Par em Par/Fortaleza (2012). Foi diretor fundador dos festivais Dança Brasil (CCBB, Rio e Brasília) e Dança Criança (Caixa/RJ). Doutor em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Possui mestrado em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). É professor adjunto e coordenador dos cursos de Licenciatura e Bacharelado em Dança do Instituto de Cultura e Arte da Universidade Federal do Ceará (ICA/UFC). Foi coordenador de Dança da Fundação Nacional de Artes (Funarte/MinC), onde também atuou como representante internacional das áreas de Circo, Dança e Teatro. Tem livros e textos publicados sobre dança, história da dança e videodança.

Eduardo Bonito – Produtor brasileiro, artista visual e curador Eduardo Bonito estudou em Artes Cênicas e Relações Públicas da Universidade de São Paulo, Brasil, e performance na Universidade de Middlesex, Inglaterra. É produtor profissional desde 1990, foi diretor de projetos na Artsadmin (Londres) de 1997 a 2001, esteve envolvido com o Panorama Festival (Rio de Janeiro) desde 2004, e atuou como seu diretor artístico de 2006 a 2012. Desde 2005, ocupa o cargo de diretor artístico do dança em foco – Festival Internacional de Vídeo e Dança, evento brasileiro exclusivamente dedicado à interface vídeo / dança. Em 2015 fundou a Casa Nuvem no Rio de Janeiro, e criou o Composições trabalhando com contracultura, arte e ativismo

Regina Levy – Diretora de Produção e Execução. Profissional há 30 anos no mercado cultural, passou por agências publicitárias, empresas, ONG e consultorias até se fixar em 1997 como produtora cultural independente. É cocriadora e diretora de produção do dança em foco – festival Internacional de Vídeo & Dança, desde sua criação, em 2003; entre outros festivais e projetos de artes cênicas e artes plásticas. Em 2012, foi curadora da Mostra Funarte de Dança e Teatro/Mambembão e avaliadora do Festival Internacional do Recife (FIR), e, em 2013, participou do júri do Prêmio Funarte de Dança. Graduada em Comunicação e Relações Públicas, com pós em Marketing; desde 2005 ministra cursos livres de produção em diversas instituições.

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