Cultura Afro: Espaço Cultural Escola Sesc promove atividades gratuitas

Aldeya Yacarepaguá conta com atividades como espetáculos, dança e show

Exu, a boca do Universo
Exu, a boca do Universo

O projeto Aldeya Yacarepaguá visa dinamizar diferentes frentes de atuação no campo da cultura, criando espaços para jovens artistas e artesãos; proporcionando reflexão e qualificação de artistas locais através de intercâmbios, oficinas, mesas de debate e experiências que permitam expandir os saberes ligados ao fazer artístico além dos modos de gestão e produção cultural. O projeto acontece de 1º a 26 de setembro, no Espaço Cultural Escola Sesc.

Além de fomentar o acesso à cultura por meio de shows, atividades teatrais, oficinas e exposições, o Aldeya Yacarepaguá traz em sua programação atividades com o objetivo de dar visibilidade e difundir uma vertente do movimento artístico caracterizado por trabalhos de músicas e artes visuais que dialogam de forma contemporânea com as matrizes afro-brasileiras que ajudaram a formar nosso país. Além da música, dança e a cultura, elementos de uma tradição que atravessou séculos e que se reinventa a todo o momento, também compõem a programação do evento, debate toda a herança cultural afro brasileira, ritualidade, racismo e intolerância Religiosa. A missão é realizar uma reflexão acerca da atual produção artística do continente

Na sexta-feira (04), ás 13h,  a atração é a oficina Dança Afro para não dançarinos, do Núcleo Afro brasileiro de Teatro de Alagoinhas(BA). O objetivo é colocar não dançarinos em contato com a dança afro, proporcionando auto conhecimento corporal, ativando a energia do corpo, conectando o indivíduo às suas pulsações e pulsões energéticas e tendo contato com a força ancestral presente na dança afro.

Uma noite totalmente voltada para a cultura afrodescendente. Assim podemos definir a Vivência Cultural: Noite africana, no sábado (05), a partir das 18h. O espetáculo “Exu, a Boca do Universo”,  do Núcleo Afro brasileiro de Teatro de Alagoinhas(BA), apresenta momentos em que Exu se mostra diferente daquilo que tanto se pregou na cultura ocidental sobre o orixá que rege a comunicação e a liberdade no candomblé. Logo após o espetáculo, acontece o  Pensamento Giratório “Exu, a Boca do Universo”, com o grupo “Feinho” do sopro de Gaia (RJ) e o Núcleo Afro brasileiro de Teatro de Alagoinhas (BA). A intenção é discutir como as manifestações culturais, os estudos sobre identidade e herança ancestral africana contribuíram para a construção do seu discurso estético-político.

Já no dia 26 ás 12h, a Aldeya Yacarepaguá se encerra com o Overdoze. Doze horas ininterruptas de atividades, desenvolvidas em diversos espaços, simultaneamente ou não. E a matriz africana não poderia passar desapercebida. Entre as atividades propostas à população, estão: confecção de turbantes, parangolé, berimbau, anayomi, tererê e outras atividades. O encerramento será com o show do Grupo Agytoê, um bloco de carnaval que estuda a música e a dança afro-baiana, e constitui-se a partir de uma relação grupal de intensidade e beleza única.

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