Crise hídrica é o ponto de partida do espetáculo performático ‘Volume morto’

Espetáculo do coletivo Líquida Ação estreia dia 20 no Sesc Copacabana unindo teatro e dança

Ensaio do espetáculo Volume Morto de Eloisa Brantes

Volume morto é a parte do reservatório de água mais próxima do solo. Ao findar essa água, encontramos areia. A desertificação do solo é um processo irreversível, provocada principalmente pela ação humana em desmatar descontroladamente. A escassez da água-vida se manifesta em diversas formas de violência contra os meios naturais e sociais.

O espetáculo Volume morto, que estreia dia 20 de outubro no Sesc Copacabana, expõe os paradoxos de um país que, sendo rico em recursos naturais, vive da exploração predatória e da desigualdade social. Mas até quando sobreviveremos dos volumes mortos que produzimos? A questão, sem resposta, instaura um ambiente de ações instáveis, no qual a agressividade e o medo, arquivos históricos e biográficos, objetos industrializados e fragmentos de textos formam uma dramaturgia baseada no tempo da urgência.

Dirigido por Eloisa Brantes, o trabalho é um projeto do coletivo Líquida Ação. Em cena, os performers Mauricio Lima e Thaís Chilinque, textos, objetos e sons formam uma área de jogo na qual o espectador é confrontado com os problemas da atual sociedade de consumo. A crise hídrica é o motor dessa dramaturgia-colagem baseada em fragmentos de arquivos e documentos presentes nas danças, falas e ações que, ao longo de 60 minutos, compõem uma instalação visual-sonora.

“O espetáculo baseado em nossas reservas hídricas propõe um encontro com o irremediável. A montagem fragmentada, arquivos, objetos e a vitalidade dos corpos abrem um jogo de memórias com o futuro do país. Os modelos de desenvolvimento faliram, agora precisamos cuidar da vida. Volume morto é um gesto de amor”, afirma a diretora do trabalho, Eloisa Brantes.

SERVIÇO:

Volume morto
De 20 de outubro a 6 de novembro de 2016
Horário: de quinta a sábado às 19h e domingos às 18h
Local: Sala Multiuso do Sesc Copacabana
Ingressos: R$ 5 (associado do Sesc), R$ 10 (meia), R$ 20 (inteira)
Endereço: Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, Rio de Janeiro – RJ
Informações: (21) 2547-0156
Bilheteria: aberta de terça a domingo, sendo de terça a sábado das 13h às 21h e domingos das 13h às 20h.
Classificação indicativa: 16 anos
Duração: 60 minutos
Lotação: 53 lugares
Gênero: teatro-dança

Oficina
Datas: 24 a 28 outubro
Horário: das 15h às 18h
Local: Sala Multiuso do Sesc Copacabana | Mezanino do Sesc Copacabana | Arena Sesc Copacabana
Inscrições: Enviar e-mail para inscricoes.copacabana@sescrio.org.br (a oficina será aberta ao público, sem restrições nem seleção, o critério para participação será ordem de inscrição)
Endereço: Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, Rio de Janeiro
Informações: (21) 2547-0156
Bilheteria: aberta de terça a domingo, sendo de terça a sábado das 13h às 21h e domingos das 13h às 20h.
Classificação indicativa: 16 anos
Duração: 15h (3h por dia)
Lotação: 20 participantes
Gênero: oficina de performance

Sobre a Oficina:

‘Volumes, memórias e escutas – uma performance do tempo’
A aridez de vida nas grandes cidades gera questionamentos sobre os modos de existência e sobrevivência humanas. As relações predatórias das pessoas entre si e com a natureza produzem volumes que ocupam espaços e resistem ao tempo. A oficina propõe compartilhar os dispositivos teóricos e práticos presentes na criação do espetáculo Volume Morto.

Memórias e gestos individuais, fragmentos do imaginário urbano e aspectos da crise hídrica serão tecidos através de ações, sonoridades e objetos na criação de formas de re-existir através da performatividade do corpo.

A oficina será ministrada pelos integrantes do Coletivo Líquida Ação – Eloisa Brantes, Mauricio Lima e Thais Chilinque – e pela artista sonora e visual Ana Emerich.