Conversa de Músicos estreia dia 17/04

Conversa de Músicos – Série de encontros, sob curadoria do clarinetista e arranjador Paulo Sérgio Santos, reúne grandes instrumentistas nos Jardins da Escadaria da Glória (Lucio Costa) A partir de 17 de abril, artistas do primeiro time dialogam entre seus estilos em shows aos domingos, às 11h, de graça. Integram o projeto nomes como Nilze Carvalho, Guinga e Quinteto Villa-Lobos. Conversa de Músicos inaugura um novo palco para arte no Rio, aos pés do Outeiro da Glória

foto: Silvana Marques
foto: Silvana Marques

Enaltecendo a um só tempo um desconhecido patrimônio carioca e grandes nomes da música instrumental, começa no dia 17 de abril, às 11h, a série Conversa de Músicos, nos Jardins da Escadaria da Glória (Lucio Costa). O recanto, que fica aos pés do Outeiro, vai receber o público para momentos únicos. Idealizado pela Caseiras Produções, de Ana Luisa Lima, Conversa de Músicos tem a curadoria do mestre clarinetista e arranjador Paulo Sérgio Santos, que convidou um elenco de peso para os encontros: Guinga, Silvério Pontes, Nilze Carvalho, Joel do Bandolim e Zé da Velha estão entre os que disseram sim à ideia. Detalhe: promovendo um trânsito incomum no Rio, cada encontro acontecerá também nas Arenas Cariocas da Prefeitura, nas zonas Norte e Oeste da cidade.

“O projeto surgiu quando, com o saudoso amigo e arquiteto Alfredo Britto, descobrimos a escadaria. O local, que dá acesso à Igreja da Glória, foi idealizado pelo arquiteto Lúcio Costa e inaugurado em 1965. Falávamos sobre as escadas públicas da cidade. Ele me contou que lá era a melhor escada para se subir. E mais, foi feita com pedras do Cais do Flamengo. Curiosamente, ninguém nunca realizou um projeto cultural ali”, destaca Ana Luisa Lima. “Ao contrário do que se imagina, o local não se resume às escadas e rampas, mas tem vários recantos, alguns muito espaçosos. Daí escolhermos para realizar os shows. A plateia vai poder trazer cadeiras de praia ou cangas, para apreciar ao mesmo tempo o parque e a música”, completa Ana Luisa. A ênfase num novo espaço para shows recupera e valoriza a música instrumental, que nos últimos tempos perdeu casas como Miranda, além de outros mais antigos, como Jazzmania, Mistura Fina, Rio Jazz Club, para citar alguns, além parques públicos como Garota de Ipanema e Catacumba.

A realização de Conversa de Músicos acontece em boa hora. “Também cumpre o papel de homenagear os 100 anos de nascimento do músico Abel Ferreira, data comemorada em 2015”, lembra o curador Paulo Sérgio Santos. Paulo, inclusive, é considerado o sucessor de Abel Ferreira (1915-1980), pelo próprio Ferreira, dada a excelência de sua carreira artística. A ênfase é na música instrumental, porém, o repertório abrangerá canções também. Cada show será orientado por um tema, que conduzirá o encontro entre os artistas.

Programação
17de abril: “A Canção” | O cantor tem que aprimorar a sua técnica, contando com o material básico que não pode ser substituído e com isso, ao longo dos anos, ao gerar uma enorme intimidade com suas cordas vocais e técnicas que ajudam a aprimorar aspectos como timbre, projeção (no caso do cantor lírico) e interpretação, alguns se tornam capazes de produzir grande gama de matizes timbrísticos e uma expressividade muito especial. Para esse show, foram convidados cantores que também são músicos, a fim de estreitar ainda mais o diálogo proposto. Músicos solistas: Nilze Carvalho, Paulo Sérgio Santos, Kiko Horta, André Santos, Caio Márcio Santos e Diego Zangado. Arranjos: Caio Márcio Santos. Repertório com obras de Moacir Santos, Ivan Lins, Tom Jobim.

 24 de abril : “O Compositor e suas peculiaridades” | Alguns compositores, embora influenciados por outros que admiram, conseguem uma originalidade que se destaca de forma muito acentuada. Neste show, Paulo Sérgio Santos pretende aglutinar alguns deles que têm algo em comum: a força de suas manifestações no cenário musical brasileiro e internacional e a marca registrada através de suas composições que refletem um Brasil exuberante. Participação: Guinga e Quinteto Villa-Lobos. Repertório: obras de Guinga, Edu Lobo, Noel Rosa e Hermeto Paschoal, entre outros.

1º de maio: “O Inusitado” | É pouco freqüente a utilização de instrumentações inusitadas e tendendo para o exótico e original em arranjos de música popular. Algumas formações se destacaram ao longo da história se tornando “clássicas”. Mesmo na música erudita esse fenômeno aconteceu destacando grupos como o quarteto de cordas, o quinteto de sopros, o quinteto de metais, o trio de palhetas, as big-bands, o quarteto de jazz, entre outros. O choro, o samba de roda, os maracatus, são exemplos de uma farta variedade de estilos. Paulo Sérgio arrisca, aqui, a junção de instrumentos de famílias distintas organizados em arranjos, mantendo os espaços para a improvisação. Músicos: Paulo Sérgio Santos, Ricardo Amado, Hugo Pilger, Caio Márcio Santos, Naylson Simões, Eliezer Rodrigues e Philip Doyle. Repertório: obras de  Villa-Lobos, Sivuca, K-Ximbinho, entre outros. 

8 de maio: “O Choro – Homenagem a Abel Ferreira” | Para Paulo Sérgio Santos, o universo do choro detém uma das maiores fatias do bolo musical e artístico universal. Gênero que necessita de alta dosagem de virtuosismo, expressão e alguns detalhes sutis que se assemelham à prática da música de câmara. Em sua opinião, um estilo musical brasileiro consagrado por grandes instrumentistas e de grande densidade estética, que ainda ocupa um tímido espaço na agenda da música brasileira. Músicos: Zé da Velha, Silvério Pontes, Joel Nascimento, Paulo Sérgio Santos, Caio Márcio Santos e Regional (Binha Thomaz – Cavaquinho – Charlles da Costa – Violão – Felipe Tauil – Pandeiro). Repertório: obras de Jacob do Bandolim, Pixinguinha, Abel Ferreira, entre outros.

Escadaria da Glória
Em pesquisa escrita sobre ‘As Rampas’, o arquiteto Marcelo Suzuki cita uma definição de Lúcio Costa para o local: ele queria que aquele espaço se assemelhasse a um Quintal Carioca. Para nós, esse conceito se encaixa perfeitamente à música de qualidade que queremos apresentar. Acreditamos ser extremamente pertinente devolver ao carioca, ao mesmo tempo um espaço quase invisível na paisagem da cidade e uma música de alto nível, acessível a qualquer público, ora reflexiva, ora festiva, uma música alegre e popular, como os cariocas. Dotado de ótima acústica, tem capacidade para receber cerca de 400 pessoas que poderão se acomodar no gramado. O arquiteto usou as pedras da mureta do Cais do Flamengo, que foram retiradas durante a execução do Aterro do Flamengo, e usou para pavimentação da rampa.

Programação

17de abril, às 11h – Jardins da Escadaria da Glória
“A Canção” | Músicos solistas: Nilze Carvalho, Paulo Sérgio Santos, Kiko Horta, André Santos, Caio Márcio Santos e Diego Zangado. Arranjos: Repertório com obras de Moacir Santos, Ivan Lins, Tom Jobim.

21 de abril, às 18h –  Areninha Hermeto Pascoal (Bangu)
“O Compositor e suas peculiaridades” | Com Paulo Sérgio Santos, Guinga e Quinteto Villa-Lobos. Repertório: obras de Guinga, Edu Lobo, Noel Rosa e Hermeto Paschoal, entre outros.

22 de abril, às 20h – Arena Carioca Chacrinha (Guaratiba)
“A Canção” | Músicos solistas: Nilze Carvalho, Paulo Sérgio Santos, Kiko Horta, André Santos, Caio Márcio Santos e Diego Zangado. Repertório com obras de Moacir Santos, Ivan Lins, Tom Jobim.

 24 de abril, às 11h – Jardins da Escadaria da Glória
“O Compositor e suas peculiaridades” | Paulo Sérgio Santos, Guinga e Quinteto Villa-Lobos. Repertório: obras de Guinga, Edu Lobo, Noel Rosa e Hermeto Paschoal, entre outros.

1º de maio, às 11h – Jardins da Escadaria da Glória
“O Inusitado” | Paulo Sérgio arrisca, aqui, a junção de instrumentos de famílias distintas organizados em arranjos, mantendo os espaços para a improvisação. Músicos: Paulo Sérgio Santos, Ricardo Amado, Hugo Pilger, Caio Márcio Santos, Naylson Simões, Eliezer Rodrigues e Philip Doyle. Repertório: obras de  Villa-Lobos, Sivuca, K-Ximbinho, entre outros. 

8 de maio, às 11h – Jardins da Escadaria da Glória
“O Choro – Homenagem a Abel Ferreira” | Com Zé da Velha, Silvério Pontes, Joel Nascimento, Paulo Sérgio Santos, Caio Márcio Santos e Regional (Binha Thomaz – Cavaquinho – Charlles da Costa – Violão – Felipe Tauil – Pandeiro). Repertório: obras de Jacob do Bandolim, Pixinguinha, Abel Ferreira, entre outros.

12 de maio, às 20h – Arena Carioca Dicró (Penha)
“O Choro – Homenagem a Abel Ferreira” | Com Zé da Velha, Silvério Pontes, Joel Nascimento, Paulo Sérgio Santos, Caio Márcio Santos e Regional (Binha Thomaz – Cavaquinho – Charlles da Costa – Violão – Felipe Tauil – Pandeiro). Repertório: obras de Jacob do Bandolim, Pixinguinha, Abel Ferreira, entre outros.

14 de maio, às 20h – Areninha Hermeto Pascoal (Bangu)
“O Inusitado” | Paulo Sérgio arrisca, aqui, a junção de instrumentos de famílias distintas organizados em arranjos, mantendo os espaços para a improvisação. Músicos: Paulo Sérgio Santos, Ricardo Amado, Hugo Pilger, Caio Márcio Santos, Naylson Simões, Eliezer Rodrigues e Philip Doyle. Repertório: obras de  Villa-Lobos, Sivuca, K-Ximbinho, entre outros. 

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Serviço

Conversa de Músicos – Espetáculos instrumentais com repertórios que percorrem diversos gêneros e compositores da Música Brasileira.

Jardins da Escadaria da Glória (Lucio Costa), às 11h.

Lotação: 400 pessoas | Entrada franca.

Classificação etária: Livre

Arena Carioca Abelardo Barbosa (Chacrinha) – R. Soldado Elizeu Hipólito, 138 – Guaratiba

Areninha Carioca Hermeto Pascoal – Praça 1º de Maio s/nº – Bangu.

Arena Carioca Dicró (Carlos Roberto de Oliveira) – R. Flora Lobo, s/nº –  Penha.

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