Comida saudável e gratuita como legado olímpico

Chefs David Hertz e Massimo Bottura em coletiva de lançamento do Refettorio Gastromotiva (Foto: Pedro Drago / Sopa Cultural)

Aconteceu na tarde desta quarta (03), no Rio Media Center, o anúncio de um dos mais importantes legados das Olimpíadas Rio 2016, o Refettorio Gastromotiva, que promete levar comida saudável de qualidade para pessoas em situação de rua durante e após os Jogos na cidade do Rio. A coletiva teve a presença do mais premiado chef da Itália, Massimo Bottura, além de David Hertz, da ONG Gastromotiva.

A iniciativa é uma união do projeto Food for Soul, que já é sucesso em outros países, com a iniciativa da ONG Gastromotiva, e tem incentivo da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e da Coca-Coca Brasil. A curadoria do local ficará por conta do renomado artista Vik Muniz e a cenografia e mobiliário serão assinados pelos Irmãos Campana e Maneco Quinderé.

O Reffettorio Gastromotiva, que ficará situado na Rua da Lapa, 108, é, acima de tudo, um exemplo de como é possível fazer diferença através de uma ideia. O espaço aproveitará ingredientes que teriam o lixo como destino certo e os transformará em pratos saudáveis e sofisticados, assinados por chefs como Alex Atala e Jorge Vallejo, já confirmados no projeto.

O projeto terá as Olimpíadas como gancho para o início, mas deverá ser constante, mesmo quando a rotina da cidade voltar ao normal. A população de rua dos arredores do local, principal impactada pelo Refettorio, poderá usufruir de 19.000 refeições saudáveis gratuitas, fruto da recuperação de 12 toneladas de comida, isso só no primeiro ano, conforme projeta a organização.

Todo esse impacto, segundo os idealizadores, não se restringirá apenas ao fornecimento de alimentos. De acordo com Massimo Bottura, a ideia é gerar dignidade, empoderamento e representatividade aos beneficiados pelo projeto e a comunidade ao redor do local, como mostra o exemplo dos locais aonde o Food for Soul já está representado. “Isso não é um projeto de caridade, é um projeto cultural”, reforça o chef.

A cozinha do espaço, que foi construído em um terreno cedido pela Prefeitura, também servirá para a especialização de jovens talentos da Gastromotiva, que levarão a ideia de reaproveitamento e de mudança para o futuro, aumentando o impacto social. E a capacidade é grande. Segundo estimativas do projeto, se aproveitada, toda a comida desperdiçada, só no Brasil, daria para alimentar 25 milhões de pessoas por dia.

A inauguração está marcada para o dia 09 de agosto, na próxima terça, e o projeto ainda está captando voluntários e patrocínio para se manter sustentável. A união de todos, independente da forma de ajuda, para o italiano Massimo, é o principal diferencial do sucesso. “Inclua todo mundo, e você verá a mágica”, ressalta.

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