Comédia “bofetada” volta ao Rio de Janeiro

Foto: Equipe Mercury MG

A Bofetada, comédia da Cia Baiana de Patifaria, se prepara para voltar ao Rio de Janeiro representando a Bahia no Festival Teatro Regional em uma apresentação única no dia 26 de maio, às 21:30, no Vivo Rio, no Flamengo, na Zona Sul da cidade.  

Para arquitetar o espetáculo, o grupo buscou inspiração em clássicos da comédia brasileira da década de 80, através de esquetes e do talento de três autores paulistas do chamado ‘teatro besteirol’: Mauro Rasi, Miguel Magno e Ricardo de Almeida. As adaptações dos textos se mantêm em cena até hoje e a elas são somadas notícias do dia a dia como os escândalos políticos que estampam manchetes dos jornais. 

No primeiro esquete, “O Calcanhar de Aquiles”, (extraído de Pedra, a tragédia), de Mauro Rasi, a atriz decadente Eleonora (interpretada pelo ator Mário Bezerra) obriga a crítica de teatro Vânia Leão (vivida por Marcos Barretto) e a namorada Dirce (interpretada pela segunda vez por Diogo Lopes Filho) a assistir sua montagem apoteótica – um balé musical trágico – na qual interpretará sozinha 60 personagens de uma tragédia grega.

Os dois esquetes seguintes (extraídos de Quem tem medo de Itália Fausta), são assinados por Miguel Magno e Ricardo de Almeida. Em “O Ponto e a Atriz”, vários gêneros teatrais são ironizados ao resgatar a função do Ponto, figura que lembrava o texto para as divas das grandes companhias de teatro durante as apresentações. Nesse esquete, O Ponto, Marivado (interpretado por Mário Bezerra), se vê em apuros ao contracenar com Maria I, ‘a rainha boba’ (vivida por Lelo Filho), a sensual Helena (interpretada por Marcos Barretto), a espevitada anãzinha Camila (vivida por Diogo Lopes Filho) e a desbocada Aracy (também interpretada por Marcos Barretto).

No último esquete, “Fanta e Pandora”, o ensino do teatro é o foco central e o público é transformado em mais uma personagem com quem duas professoras universitárias, Fanta Maria (interpretada por Lelo Filho desde 1988) e Pandora Luzia (dessa vez vivida por Diogo Lopes Filho) passam a interagir numa improvável aula sobre a influência de dois fonemas no teatro javanês, durante os últimos 15 dias do século XII a.c.   

Era janeiro de 1991 quando a trupe desembarcou com os personagens do espetáculo no Teatro Ipanema, após a conquista do público baiano que os encorajou para a empreitada de viajar pelo país. E na capital carioca foram inúmeras as temporadas passando ainda pelos Teatros: Leblon, das Artes, Villa-Lobos e Carlos Gomes. A última vez, no verão do ano 2000. De lá pra cá Fanta Maria, Pandora, Eleonora, Vânia, Dirce, Camilinha, Helena, Araci, Paloma, Marivaldo e a Rainha, personagens tão queridos do público formado por mais de 1 milhão e meio de espectadores,  já percorreram mais de 50 cidades de norte a sul do país.

Serviço: 
Única apresentação no Vivo Rio
Dia 26 de maio às 21:30
Avenida Infante Dom Henrique, 85
Flamengo
Ingressos à venda: 50 inteira/25 meia
Recomendação etária: 14 anos
Duração: 105 minutos
Contato Produção Salvador/Ba:
 (71) 99946-8288
(71) 3011-3369/3264-7776

 

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