Coletivo Chama lança seu primeiro álbum “Todo mundo é bom”

foto: Tomas Rangel
foto: Tomas Rangel

O Coletivo Chama, composto pelos compositores Cezar Altai, Fernando Vilela, Ivo Senra, Pedro Sá Moraes, Renato Frazão, Sergio Krakowski, Thiago Amud e Thiago Thiago de Mello, participa do ‘Quintas no BNDES’, no dia 29 de setembro, às 19h, lançando seu primeiro cd ‘Todo Mundo é Bom’, em show com entrada franca. O trabalho, com composições de todos os integrante e arranjos de Thiago Amud e Ivo Senra, já está disponível para download no site do Coeltivo (www.coletivochama.com) e nas principais plataformas de streaming.

Para o lançamento do cd, o grupo convidou alguns dos mais importantes nomes da cultura brasileira para que escutassem faixas aleatórias do disco e discorressem sobre o que acabaram de escutar. Todos os depoimentos foram filmados e a edição final, com a escuta faixa a faixa.  Nomes como Zé Miguel Wisnik, André Mehmari, Pedro Sá, Domênico, Zélia Duncan, Roberto Menescal, Tales Ab’Sáber, Danilo Caymmi, entre outros, emprestaram suas imagens e opiniões para traçar uma leitura bastante curiosa do ‘Todo Mundo é Bom’.

O CD
Sarcasmo? Auto-indulgência? Inocência? Que sentimento de mundo subjaz ao título deste trabalho? 

“Todo Mundo É Bom” poderia ser o dístico de certo mau-relativismo praticado a torto e a direito no mundo da cultura. Mas e se neste caso for, ao invés, uma espécie de frase guarda-chuva que abriga o desejo que os oito compositores (levando com eles alguns parceiros) têm de brilhar de modo igualmente intenso em meros 50 minutos, duração do CD? Algo como “Todo mundo aqui é bom, por favor, prestem atenção em todos nós”.

Mas, e se também não for bem isso?

“Todo mundo é bom” pode ser a glosa de certa inocência praticada por um poeta como William Blake em suas “Canções da Inocência”, e em seu disco, o Coletivo Chama pode estar decididamente dando as costas às pequenas e grandes maldades que parece que o obcecam na maior parte de suas canções. Será que os homens, a despeito de seus erros, são todos bons?

Coletivo Chama
“A música popular brasileira tem poucos rivais no mundo, quando se trata de sofisticação estrutural. Isso não impediu que pelo menos um grupo de exploradores se lançasse ao desafio de acrescentar ainda mais meandros. Os artistas do Coletivo Chama empunham formas avançadas de construir, desmantelar e por vezes sacudir as bases da canção,” afirma o jornalista Jon Pareles, principal crítico de música popular do New York Times. Formado por sete músicos e um artista visual – Cezar Altai, Fernando Vilela, Ivo Senra, Pedro Sá Moraes, Renato Frazão, Sergio Krakowski, Thiago Amud e Thiago Thiago de Melo – o Chama vem marcando espaço na cena da nova música brasileira, com seu espírito inquieto e sua busca constante pela reflexão e diálogo com a arte inventiva de hoje e de sempre.  

O Coletivo foi fundado em 2011 com a intenção de criar um fórum de intercâmbios e aprofundamento artístico, e de potencializar as carreiras individuais de cada um de seus membros. Desde sua fundação, o grupo promove uma programação cultural contínua, dentro da qual podemos destacar: as cinco edições do festival anual “Brazilian Explorative Music”, que apresentou dezenas de artistas brasileiros inovadores ao público nova-iorquino; os ciclos “Transversais do Tempo”, com shows e debates sobre música e cultura brasileiras, realizados no SESC-RJ em 2012 e em unidades da Caixa Cultural em 2014; as várias edições da série “Nascente e Foz”, um encontro da canção contemporânea com a influência de grandes poetas brasileiros, realizadas na Caixa Cultural, em 2014, e na FLIP, em 2015; uma ocupação, em 2015, da Sala Funarte Sidney Muller, como parte do projeto “Contemporâneos na Sala Funarte”; o concerto em homenagem aos 70 anos do falecimento de Mário de Andrade, que encerrou a Bienal de Música Contemporânea de 2015 — e que marcou a primeira vez em que o Coletivo subiu ao palco em conjunto, reunindo suas individualidades no formato de uma banda. 

O Coletivo também atua no campo da difusão e democratização cultural. Desde 2012, os artistas produzem e apresentam o programa semanal Rádio Chama, transmitido pela Rádio Roquette Pinto FM, com um conceito bastante radical de diversidade musical, que abrange do erudito contemporâneo ao folclore africano, das origens da MPB nos anos 1920-30 ao free jazz europeu.

O Show 

Repertório: 

1 – Boa Praça (Cezar Altai)

2 – Chapa Branca (Thiago Amud)

3 – Kamikaze (Renato Frazão e Thiago Thiago de Melo)

4 – Para um amor no Leblon (Edu Kneip e Pedro Sá Moraes)

5.1 – O Artista Social de Feicebuque (Thiago Thiago de Melo e Sergio Krakowski)

5.2 – Apocalípticos e Integrados (Thiago Amud e Thiago Thiago de Melo)

6 – Duelo (Ivo Senra e Pedro Sá Moraes)

7 – Quem vê cara (Renato Frazão e Thiago Amud)

8 – Polaquinha (Cezar Altai)

9 – Passarinhão (Thiago Amud e Thiago Thiago de Melo)

10.1 – Ave Maria (Fernando Vilela)

10.2 – Rainha do Meio-dia (Fred Demarca e Renato Frazão)

Ficha Técnica
Arranjos e Direção Musical: Thiago Amud e Ivo Senra
Direção Cênica: Cezar Altai
Vozes e violões: Fernando Vilela, Renato Frazão, Thiago Thiago de Melo, Thiago Amud
Voz e guitarra: Pedro Sá Moraes
Sintetizadores: Ivo Senra
Bateria: Lourenço Vasconcelos
Engenheiro de Som: Roger Freret
Produção Executiva: Zingareio Produções Artísticas e Mais e Melhores Produções Artísticas

Serviço:
Coletivo Chama  – “Todo mundo é bom”
Quintas no BNDES
Local: Espaço Cultural BNDES – Avenida República do Chile, 100 – Rio de Janeiro – RJ
Tel.: 0800 702 6337
Data: dia 29/09/2016, quinta-feira
Horário: 19 horas

Ingressos: distribuição com entrada franca a partir das 18 horas, sendo 150 ingressos reserváveis pela internet (www.bndes.gov.br), a partir de 19 de outubro (segunda-feira), e 150 ingressos distribuídos no dia do show, por ordem de chegada.

Capacidade: 386 lugares (com acessibilidade para portadores de necessidades especiais de locomoção e poltronas duplas especiais)

Classificação etária: livre para todos os públicos.

DEIXE UM COMENTÁRIO