Cineclube Buraco do Getúlio realiza Sessão ”Minas da Baixada” dia 12 na Praça dos Direitos Humanos em Nova Iguaçu

Buraco Corpo - foto Lucas Lima
Buraco Corpo - foto Lucas Lima
O Cineclube Buraco do Getúlio realiza no sábado do dia 12 de março, às 19h, na Praça dos Direitos Humanos de Nova Iguaçu, a Sessão Buraco Minas da BaixadaPela primeira vez voltando a ocupar o espaço público em 2016, além dos filmes, a primeira sessão do ano comemora 10 primaveras de existência do ”BG” com seus espaços escancarados para as ”minas da BXD” – que têm papel fundamental nas redes, produzindo, criando, empoderando outras mulheres, circulando e resistindo nesse território. Resistência e desconstrução são lemas diários para que o protagonismo deixe de ser em apenas num dos 12 meses do ano. Todo o coletivo aproveita para pedir a benção das matriarcas da região: Dona Ilda (líder das ”Justiceiras do Capivari”, mulheres que atuavam em grupo combatendo estupradores, em Duque de Caxias, devido ao descaso e a ineficiência da segurança pública já nos anos 90), Armanda Álvaro Alberto (educadora e militante feminista fundadora da Escola Proletária de Meriti, também em Caxias, atendendo a uma comunidade rural carente no ano de 1921) e Mãe Beata de Yemonjá (símbolo feminino de combate ao racismo e à intolerância religiosa em todo o país). Mulheres importantes para a história da Baixada e ícones da força da mulher periférica brasileira.
 
Para celebrar a noite com o show que promete entrar para a história da cena alternativa de todo o Rio: a mítica SOFIA POP, primeira banda a tocar no Buraco do Getúlio em sua primeira sessão em julho de 2006, comemora o ‘BG-Ano10’ em grande estilo. A banda mais simbólica da “Geração Delírio” vai tremer a praça. Quem sobe ao mesmo palco levando o melhor do rock popular brasileiro é a Banda Gente, prata da casa de Mesquita, com seu som que foge do lugar comum do gênero – mostrando porque já estão circulando por cena underground de todo o Rio. Em fevereiro de 2015 a banda lançou seu primeiro EP intitulado “O Rock está no Ar” que cumpre a proposta de falar sobre o ser humano e apresentar um rock versátil, criativo, recheado de sonoridade brasileira com letras reflexivas. A sessão rende homenagens às mulheres negras, brancas, indígenas, asiáticas, cis, trans e todas que sabem e vivem a realidade de ser mulher na região, onde o buraco é constantemente mais embaixo, trazendo à tona a necessidade do combate ao machismo, à misoginia, à homolesbobitransfobia e ao racismo especialmente em lugares públicos. 

O Buraco do Getúlio conta com o apoio da Escola Livre de Cinema, da Pirão Discos e do coletivo Roque Pense!.Transitando pelos mais diversos meios e endereços – reais ou virtuais, a seleção de filmes é feita por uma trupe que estuda, produz e assina seus próprios filmes. O nome “Buraco do Getúlio” surgiu de uma passagem subterrânea para pedestres que atravessa a ferrovia, batizada com o nome do 12º prefeito de Nova Iguaçu, Getúlio de Moura. A passagem, mais conhecida como “túnel” ou popularmente “Buraco do Getúlio”, deu nome ao cineclube. Durante seus dois primeiros anos funcionou na rua em frente a entrada dessa passagem, realizando sessões mensais e gratuitas. Inspirado em outro cineclube famoso na Baixada, o Mate com Angu, e desde a primeira sessão, na qual foi apresentado o documentário Ilha das Flores para 40 pessoas, o Buraco já ultrapassou a marca de 150 exibições. Atualmente, a média gira em torno de 200 espectadores por mês.
 

 

>>> Março <<<


 BURACO MINAS DA BAIXADA – PROGRAMAÇÃO
 
 
>> FILMES <<
 
– Ser Mulher e Tornar-se Negra (BuraKbela), de Canal Plá – 9’30” – RJ – 2016
SINOPSE: Registro da 193º sessão do Cineclube Buraco do Getúlio, ação urbana multimídia que acontece em Nova Iguaçu e completa seu 10º ano de atividade em 2016. O evento marcou o lançamento do filme “KBELA” na cidade. O filme, da diretora Yasmin Thayná, narra a experiência de ser mulher e tornar- se negra.
 
– Luzinara Rocha, de Luciana Bezerra e Gabriela Maciel – 5′ – RJ – 2015
SINOPSE: Em 5 minutos sem corte Luzanira Rocha conta sua vida através do nome de seus filhos.
 
 
– Negra Sou, de Ana Beatriz Sacramento – 11′ – RJ – 2015
SINOPSE: Como é tornar-se uma mulher negra? O documentário “Negra Sou” soma reflexões sobre a figura da mulher negra na sociedade brasileira. E retrata como a luta ao racismo e machismo se fortalece a cada dia. O documentário trata sobre o racismo com mulheres negras, desde a relação da mulher negra com o cabelo, passando pela representatividade midiática, chegando até a herança da escravidão que permeia até hoje de forma naturalizada. A ideia é fazer com que toda mulher negra se sinta contemplada e representada após assistir ao filme. Estamos num momento muito importante de nos reconhecermos e quando nos reconhecemos não voltamos atrás nunca mais.
 
 
– As Minas do Rap, de Juliana Vicente – 14′ – SP – 2015
SINOPSE: No Brasil, as mulheres tardaram a entrar no cenário do rap, e até hoje são raros os grupos ou artistas individuais que alcançaram destaque em suas carreiras. O documentário entrevista mulheres ligadas ao hip hop, abordando o histórico feminino dentro do movimento e dando voz a artistas como Negra Li, MC Gra e Karol Conká.
 
 
– Princesa, de Rafaela Diógenes – 14′ – CE – 2010
SINOPSE: Uma princesa volta para casa depois de mais um dia de trabalho. 
 
 
 
 
>> INTERVENÇÕES <<
 
– Exposição > Roque Pense!
– Exposição > Ana Grimm
– Exposição > “Gravatas que são guias” de Ivone Landim
 
– Multimídia > Projeção Feminina
 
– Performance > Kátia Vidal
 
– Teatro > “MC KBela” com Veruska Delfino
 
– Poesia > Mariana Belize
 
– Música > Banda Gente
 
– Música > Sofia Pop
 
– DJ > Sassá
 
+++ Mais +++
 
– Comidas e bebidas: * Birosqueria Vegetariana *
 
 
Serviço:
 
Data: 12/03 (SÁB)
 
Hora: 19h
 
Local: Praça dos Direitos Humanos
End: Praça dos Direitos Humanos, esquina com Rua Dom Walmor,
s/n – Centro, Nova Iguaçu – RJ
 
GRATUITO
 

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