Chay Suede roda últimas cenas como Erasmo Carlos em “Minha Fama de Mau”

Longa que conta a juventude do cantor estreia no segundo semestre do ano que vem

Foram filmadas semana passada as últimas cenas de “Minha Fama de Mau”, cinebiografia do astro Erasmo Carlos que mostra o início de sua carreira, nos anos 50 e 60. Chay Suede interpreta o cantor em sua juventude, período em que Erasmo conquistou a fama de Tremendão. A partir dos bastidores dos shows e dos programas de TV, o público vai acompanhar a amizade e parceria com Roberto Carlos (Gabriel Leone) e Wanderléa (Malu Rodrigues), a descoberta do mundo da música e da TV e a busca pelo grande amor de sua vida. A direção é de Lui Farias e a produção de Marco Altberg.

– Nós tomamos algumas liberdades criativas, trazendo para o filme muito do jeito dos atores, do gestual e falar dos jovens de hoje em dia. O que acabou atualizando o filme e aproximando-o do público adolescente e jovem – explica o diretor Lui Farias. “As fãs gritando, o colorido pop dos anos 60, o clima dos shows de auditório, está tudo lá, reconstruído a partir de muita pesquisa. Mas tem também uma informalidade, uma sensualidade que é mais do século XXI”.

Na reconstituição de época, o diretor de arte Tiago Marques encontrou um grande desafio. Apesar de ter muito material iconográfico da época e referências, foi preciso fazer adaptações e buscar uma linguagem própria para o cinema. Os shows dos programas de auditório eram transmitidos em preto e branco. Já o filme é colorido e captado com câmeras modernas para ser projetado numa tela de cinema de grandes proporções e não mais numa TV de tubo. Foi preciso dar cor e profundidade aos cenários.

“Minha Fama de Mau” tem roteiro de L.G. Bayão, Letícia Mey e do diretor Lui Farias. É uma produção da LMC LaToller com Indiana Produções e coprodução de Globo Filmes, Riofilme e Telecine. Tem distribuição da Downtown Filmes e Paris Filmes, com participação do Fundo Setorial do Audiovisual/Ancine e BNDES e a parceria da Coqueiro Verde Records.

Sinopse
O jovem Erasmo é apaixonado pelo rock´n roll de Elvis, Bill Halley e Chuck Berry. Nos passos dos ídolos, ele aprende a tocar violão e arquiteta um plano para fazer sucesso. De peito aberto, conquista a confiança de Carlos Imperial e a amizade de Roberto Carlos, com quem passa a compor uma série de canções. O sucesso vem fulminante e a vida de Erasmo se transforma: o jovem de origem humilde vira um dos maiores ídolos da música e da juventude, chegando a ter seu próprio programa de TV ao lado dos amigos Roberto Carlos e Wanderléa. O mundo, porém, passava por profundas transformações. Os acordes de uma guitarra elétrica eram vistos como sinal de alienação política e o programa passa a ser duramente atacado pela crítica e até pela classe artística. Com seu talento questionado e o novo programa cortado da grade, Erasmo enfrenta uma dura fase de ostracismo. Diante daquele novo mundo, existiria ainda lugar para um roqueiro como ele?

Elenco:
Chay Suede – Erasmo Carlos
Gabriel Leone – Roberto Carlos
Wanderléa – Malu Rodrigues
Diva – Isabela Garcia
Carlos Imperial – Bruno de Luca
Nara – Bianca Comparato
Paulo Gracindo – Gabriel Gracindo
Trindade – João Vitor Silva

Ficha técnica
Diretor: Lui Farias
Produtores: Marco Altberg e Lui Farias
Diretor de fotografia: Guy Gonçalves
Figurinista: Valéria Stefani
Diretor de arte: Tiago Marques

Chay Suede
Começou sua carreira em 2010, quando participou do reality show “Ídolos”, da Rede Record. Em seguida, esteve no elenco da série “Rebelde” em razão de sua popularidade junto ao público jovem. Além de ator e músico, Chay é também apresentador e em 2013 comandou o programa Hora do Chay na MTV Brasil. Após o sucesso de seu primeiro trabalho na Rede Globo, onde protagonizou a primeira fase da novela Império, Chay Suede esteve este ano em “Babilônia”. Na trama, o ator interpretava Rafael, filho de um casal homossexual formado por Fernanda Montenegro e Nathália Timberg.

Lui Farias
Desde cedo envolvido com cinema, Lui Farias foi ator mirim no filme “As aventuras com Tio Maneco” (1972), assistente de direção nos filmes “Pra frente Brasil” (1980) e “Aguenta coração” (1982). Estreou como diretor no longa “Com licença, eu vou à luta”, com participação em inúmeros festivais nacionais e internacionais de cinema, tais como: Gramado 1986 (prêmios de Melhor Roteiro e Melhor Som), Locarno 1986, Huelva 1986, Nantes 1986 e New Delhi 1987. Seu segundo longa-metragem, “Lili, a estrela do crime”, lhe deu o Prêmio Pierre Kast de Melhor Diretor no Festival Internacional de Cinema do Rio 1989.

Foi agraciado no 2º Prêmio Resgate do Cinema Brasileiro pela adaptação do livro “Rota 66”, do jornalista Caco Barcellos. Dirigiu videoclipes e DVDs de shows musicais, além da minissérie “Contos de Verão”, da TV Globo. O terceiro longa-metragem – “Os Porralokinhas” – recebeu o prêmio de Melhor Filme Infantil do 4ºCinePort – Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa do Estado da Paraíba 2009.

LMC LaToller (ex-Kinema)
Resultado da união artística entre Lui Faria e Paula Toller, a LMC LaToller tem a música e o cinema em seu DNA e traz na bagagem filmes, discos, DVDs musicais e videoclipes desde “Com licença, eu vou à luta”, passando por “Grand’hotel”, “Lili Carabina”, “Maio”, “Sónós” e “Os Porralokinhas”.

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