Chama Paralímpica chega ao Rio de Janeiro

Acendimento da Tocha Paralímpica. Breno Viola (Judoca), durante o acendimento da Tocha (Foto: Paulo Araújo / Rio Media Center)

A igualdade, a determinação, a inspiração, a transformação e a coragem chegaram ontem (06) ao Rio de Janeiro. Os cinco valores que representam o ideal Paralímpico chegaram em forma de fogo e vieram de cinco cidades brasileiras, que, juntas, representaram todas as regiões do país. Brasília, Belém, Natal, São Paulo e Joinville foram as escolhidas para, respectivamente, simbolizar cada valor, cabendo ao Rio o valor da paixão pelo esporte. E a união das chamas aconteceu no Museu do Amanhã, na região portuária carioca, contando com a presença do Prefeito da Cidade, Eduardo Paes, além do presidente do Comitê Paralímpico Internacional, Sir Philip Craven e outras autoridades.

A celebração aconteceu cedo. Ainda sob o sol da manhã, entusiastas, jornalistas e curiosos se reuniram no Museu do Amanhã para o acendimento da chama paralímpica. O clima era de entusiasmo. Exemplo disso foram as repetidas citações ao pioneirismo dos Jogos Paralímpicos no continente. Philip Craven reforçou sua empolgação ao discursar: “O entusiasmo é enorme com esses primeiros Jogos Paralímpicos na América Latina. Abre-se uma nova fronteira para o esporte paraolímpico”, afirmou.

Além do presidente do Comitê Paralímpico Internacional, discursaram o presidente do Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, o Ministro do Eporte, Leonardo Picciani e o Prefeito Eduardo Paes. O último, fez uma comparação entre o espírito de superação carioca com o de cada atleta paralímpico. “Se o espírito olímpico já traz uma mensagem de superação, o espírito paralímpico reforça essa mensagem ainda mais, com as histórias de coragem de atletas que tiveram que superar barreiras que no início pareciam intransponíveis”, disse.

Após a apresentação, a chama foi acesa com o calor humano resultante da interação de milhões de pessoas pelo mundo através da hashtag #chamaparalímpica. Um “mapa de calor” foi mostrado no telão enquanto a pira se acendia. O primeiro a acender a tocha em terras cariocas foi o judoca e ator, Breno Viola. “Vamos fazer um país mais humano, sem violência, sem discriminação”, disse ele, antes de passar a chama para a arquiteta Gabriela Zubelli, iniciando o revezamento.

Gabriela Zubelli (Foto: Paulo Araújo / Rio Media Center)
Gabriela Zubelli (Foto: Paulo Araújo / Rio Media Center)

A chama circulou o Museu do Amanhã e foi conduzida, entre outros, pelo Diretor Geral do Museu, Ricardo Piquet. O Diretor falou da importância da chama Paralímpica ter iniciado o rezevamento no local, que é hoje um dos pontos turísticos mais procurados por cariocas e turistas na cidade do Rio. “Os valores da Paralimpíada se comungam com os valores do Museu do Amanhã, por isso nós estamos aqui”, resumiu. Piquet ainda fez um paralelo entre o Churinga, um artefato aborígene australiano que fica exposto no Museu, e a tocha. “O Churinga é uma peça que leva os ensinamentos de geração em geração, e nós achamos que essa peça tem tudo a ver com a tocha paralímpica, daí essa conjunção, essa união de todos que fazem esse trabalho por uma boa causa”, explicou.

O revezamento seguiu ontem por diversos bairros e pontos turísticos do Rio e à noite teve a presença da medalhista olímpica Rafaela Silva no Cristo Redentor. Hoje, a tocha segue pela orla do Rio e chegará mais tarde ao Maracanã, palco da Cerimônia de Abertura das Paralimpíadas Rio 2016.

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