Carpaccios para o verão carioca

Palaphita Janauari (foto: Félix Fink)
Palaphita Janauari (foto: Félix Fink)

Apesar de conquistar o paladar dos comensais mundo a fora, a história do carpaccio não é certeira. Alguns afirmam que a delícia foi inventada no Harry’s Bar, onde foi servido primeiramente à condessa Amalia Nani Mocenigo, em 1950, quando ela informou ao dono do bar que seu médico havia recomendado o consumo exclusivo de carne crua. O Carpaccio consistia em finas fatias de carne crua, temperadas com molho de mostarda. O prato foi nomeado Carpaccio por Giuseppe Cipriani, o fundador e dono do bar, em referência ao pintor italiano Vittore Carpaccio, pois as cores do prato o recordavam das pinturas de Carpaccio. Outros dizem que o carpaccio haveria surgido no Savini Restaurant, na Galeria Vittorio Emanuele, em Milão. Uma senhora rica, que era frequentadora assídua do restaurante, havia sido aconselhada a se alimentar apenas de carne crua. Naquele tempo, não era socialmente aceitável que uma mulher daquele status pedisse “carne crua” no restaurante mais elegante da cidade. Então, o garçom sugeriu que ela usasse um nome diferente para isto.Aparentemente, uma pintura de Vittore Carpaccio estava pendurava na parede do Savini naquele momento, e o garçom sugeriu então que Carpaccio fosse um “código” para o prato, permitindo que ela pedisse aquele prato sem constrangimentos. 

No Rio, o grande chef José Hugo Celidônio introduziu a receita aos cariocas. Hoje, além do tradicional, o carpaccio pode ser encontrado em diferentes sabores e é uma bela escolha para primavera. Sortidos, coloridos e frescos, podem ser encontrados em diferentes versões. No Fasano al Mare, o chef Paolo Lavezzini oferece cinco versões. Entre as opções, delicado carpaccio de polvo com panzanella; saborosa salada feita com pão toscano (R$ 64,00). “O de alcachofras com pinoli e parmesão (R$ 80,00) também é sucesso por aqui”, conta o chef.  

O recém-chegado na cidade, o restaurante Bagatelle oferece um incrível deleite para os comensais. Nas noites do local, o La Carpaccio Braisé artesanal chega à mesa com parmesão, azeite brasa, praliné de amêndoas e especiarias (R$ 37,00).

Especial, em Ipanema, o Gero conta com uma receita exclusiva, preparada pelo Alves, fiel escudeiro de Rogério Fasano. Na receita do carpaccio di tonno special, o atum é cortado na ponta da faca, servido com hortelã e flor de sal (R$ 106,00). Na Barra, a casa também surpreende com carpaccio de salmão marinado com salada crocante de erva doce (R$ 64,00). 

No Ten Kai, o restaurateur Cesar Haski oferece carpaccio japonês, o usuzukuri de polvo (R$ 65,00). Trata- se de um corte fininho, quase transparente de peixe, servido com molhos aromáticos e ácidos.

O manauara Mário de Andrade, à frente do Palaphita, acaba de renovar as iguarias amazonenses do cardápio e traz o Janauari, carpaccio de pirarucu defumado, relish de maçã temperada com tucupi, folhoso crocantes, acompanhados de torradas artesanais (R$ 42,00).

O Zazá Bistrô Tropical também propõe uma doce finalização. O restaurante serve carpaccio de banana bruleé, sobre creme de ovos moles e canela com sorvete de tapioca (R$ 36,00). Serve duas pessoas deliciosamente!

Serviço:

Fasano Al Mare – End.: Av. Vieira Souto, 80 – Ipanema / Tel.: 32024000

BAGATELLE – Praça Santos Dumont, 31 / 2º andar – Gávea. Reservas apenas pelo e-mail inforio@bistrotbagatelle.com.br.

Gero – Ipanema – End.: Rua Aníbal de Mendonça 157 – Ipanema / Tel.:  21 2239-8158 / Barra – End.: Rua Erico Veríssimo 190 – Barra da Tijuca / Tel.:2484 9245

Ten Kai – End.: Rua Prudente de Moraes 1810 – Ipanema – Rio de Janeiro – RJ / Tel: 2540- 5100

Palaphita Kitch: Avenida Epitácio Pessoa, s/nº – Quiosque 20 – Parque do Cantagalo, Lagoa Rodrigo de Freitas. Tel.: 2227-0837.

Zazá Bistrô Tropical – End.: Rua Joana Angélica, 40, Ipanema / Tel.: 2247-9101/9102

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