Caixa Cultural Rio exibe Bangue-Bangues soviéticos, asiáticos e alemães

Mostra O Faroeste Vermelho, que reúne 17 filmes raros, também terá debates e catálogo especial sobre esta cinematografia

Os filhos do Grande Urso

A CAIXA Cultural do Rio de Janeiro apresenta até o dia 17 de julho (terça-feira a domingo), a mostra O Faroeste Vermelho, com a exibição de 17 filmes de western produzidos na União Soviética, na Ásia Central e na Alemanha Oriental ao longo do século XX. O projeto é uma realização da Dilúvio Produções com curadoria de Thiago Brito e Pedro Henrique Ferreira. O patrocínio da mostra é da Caixa Econômica Federal e Governo Federal.

Com a colaboração de Ludmila Cvikova e Melissa van der Schoor, do Festival Internacional de Roterdã, a retrospectiva está organizada em torno das produções soviéticas da Mosfilm, os Indianerfilms da DEFA na Alemanha Oriental, e os longas-metragens da Ásia Central.

“São filmes raros, desconhecidos do público brasileiro, que dão uma dimensão diferenciada da cortina de ferro. Não imaginamos uma produção mais popular quando pensamos em arte soviética de modo geral. São bangue-bangues aventurosos, que lembram filmes americanos, italianos, etc. Eles tinham uma plena consciência do que acontecia cinematograficamente no resto do mundo, explica um dos curadores da mostra, Pedro Henrique Ferreira.

Inéditas em mostras no Brasil, entre as películas mais singulares e desconhecidas pelo público, destacam-se O sol branco do deserto (Белое солнце пустыни), 1969, de Vladimir Motyl, que inverte ideologicamente a figura do cowboy do Velho Oeste para o soldado bolchevique do Leste Europeu; Os Filhos da Grande Ursa (Die Söhne der großen Bärin), 1966, de Josef Mach, que coloca o indígena como protagonista em sua luta contra o avanço imperialista e desenvolvimentista norte-americano;  além de As papoilas vermelhas do Issyk-Koul (Alye maki Issyk-Kulya), 1971, de Bolotbek Shamshiev; e A sétima bala (Sedmaya pulya), 1972, de Ali Khamraev.

Extras:

Além da programação de filmes, a mostra promoverá debates sobre as transformações do gênero western com Hernani Heffner, chefe de preservação da Cinemateca do MAM, e Juliano Gomes, crítico e professor, no dia 12 de julho (terça-feira), às 19h; e no dia 16 de julho (sábado), também às 19h, sobre a revolução e cultura popular na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas com o historiador Daniel Aarão Reis Filho.

Será confeccionado ainda um catálogo que inclui entrevista inédita com o realizador Ali Khamraev, configurando uma importante contribuição bibliográfica sobre esta cinematografia. “Nesse momento histórico do nosso país, é importante se conhecer o que foi esta experiência e o que ela almejava”, ressalta Pedro Henrique Ferreira.

Programação:

12 de Julho (terça-feira)

15h – Canção da pradaria (1949), Jirí Trnka, 20 minutos, Tchecoslováquia, 14 anos  (exibição digital) + Lemonade Joe (1964), Oldrich Lipsky, 84 minutos,Tchecoslováquia, 14 anos (exibição digital)

17h15 – O vento assobia sob os pés(1976), György Szomjas, 90 minutos, Hungria, 16 anos (exibição digital)

19h – Debate: A trajetória de um gênero, com a participação do Hernani Heffner, chefe de preservação da Cinemateca do MAM, e Juliano Gomes, crítico e professor.

13 de Julho (quarta-feira)

15h – Os vingadores invisíveis (1967), Edmond Keosayan, 78 minutos, União Soviética, 14 anos (exibição digital)

17h30 – A sétima bala (1972), Ali Khamraev, 92 minutos, Uzbequistão, 14 anos (exibição em 35mm)

19h30 – O guarda-costas (1979), Ali Khamraev, 90 minutos, Uzbequistão, 16 anos (exibição em 35mm)

14 de Julho (quinta-feira)

15h – As novas aventuras dos vingadores invisíveis (1968), Edmond Keosayan, 82 minutos, União Soviética, 14 anos (exibição digital)

17h30 – Em casa, com estranhos. Um estranho em casa (1974), Nikita Mikhalkov, 93 minutos, União Soviética, 14 anos (exibição em 35mm)

19h20 – As papoulas vermelhas do Issyk-Kul (1971), Bolotbek Shamshiev, 93 minutos, Quirguistão, 14 anos (exibição em 35mm)

15 de Julho (sexta-feira)

15h – Os Treze (1937), Mikhail Romm, 90 minutos, União Soviética, 14 anos (exibição digital)

17h – Os filhos da Grande Ursa (1966), Josef Mach, 92 minutos, Alemanha, 14 anos (exibição em 35mm)

19h – A trilha do falcão (1968), Gottfried Kolditz, 121 minutos, Alemanha, 14 anos (exibição em 35mm)

16 de Julho (sábado)

14h – Siberíada – parte 1 (1979), Andrey Konchalovskiy, 138 minutos, União Soviética, 14 anos (exibição em 35mm)

16h30 – Siberíada- parte 2 (1979), Andrey Konchalovskiy, 138 minutos, União Soviética, 14 anos (exibição em 35mm)

19h – Debate: Revolução e Cultura Popular na URSS, com o historiador Daniel Aarão Reis Filho

17 de Julho (domingo)

15h – Um homem da boulevard des Capucines (1987), Alla Surikova, 99 minutos, União Soviética, 14 anos (exibição em 16mm)  

17h – As papoulas vermelhas do Issyk-Kul (1971), Bolotbek Shamshiev, 93 minutos, Quirguistão, 14 anos (exibição em 35mm)

19h – O sol branco do deserto (1969), Vladimir Motyl, 85 minutos, União Soviética, 14anos (exibição em 16mm)

Serviço:

Mostra de Cinema O Faroeste Vermelho

Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Cinema  1

Endereço: Av. Almirante Barroso, 25 – Centro (Metrô: Estação Carioca)

Telefone: (21) 3980-3815

Data: 7 a 17 de julho (terça-feira a domingo)

Horário: Consultar Programação

Ingressos: R$ 2,00 (inteira) e R$ 1,00 (meia). Além dos casos previstos em lei, clientes CAIXA pagam meia

Lotação: 78 lugares (mais 3 para cadeirantes)

Bilheteria: de terça-feira a domingo, das 10h às 20h

Classificação Indicativa: Consultar Programação

Acesso para pessoas com deficiência

Patrocínio: Caixa Econômica Federal e Governo Federal

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