Baleia é indicada ao Grammy Latino 

DivulgaçãoA Baleia disputará o Grammy Latino de “Melhor Projeto Gráfico de um Álbum” com o seu segundo trabalho, “Atlas”, lançado digitalmente em março e em versão álbum-livro no último dia 29. A banda concorrerá ao prêmio junto com Love os Lesbian (“El Poeta Halley”), Bareto (“Impredecible”), Melnik (“Umbral”) e Mario Diníz (“Relevante”). A Cerimônia do Grammy Latino acontece dia 17 de novembro, em Las Vegas, nos EUA.

– Ser indicado ao Grammy Latino é de uma importância enorme. A Lisa Akerman (designer e ilustradora) esteve com a gente desde o início do processo de criação – e a ideia foi de realmente criar um link visual pra música, trabalhar a arte gráfica como uma continuidade de toda a sonoridade do disco. Acho que isso é o que fez a banda toda acreditar tanto nele! Em um momento onde o disco físico perde cada vez mais espaço, criar um projeto diferente e ver que ele foi reconhecido pelo maior prêmio da música latina dá um orgulho muito grande. Não só por levar o nome de uma banda e uma ilustradora brasileiras pra fora do Brasil, mas por ser uma categoria onde muita gente legal, como Caetano Veloso, já teve indicações com trabalhos incríveis! – diz Gabriel Vaz, um dos vocalistas da Baleia.

Depois de lançar o álbum digital e motivada pela vontade de trabalhar um produto fora do convencional, a banda desenvolveu o álbum-livro “ATLAS” em parceria com Lisa e a editora independente Pipoca Press. O projeto tem como principal objetivo transportar as pessoas para dentro do universo lírico do CD. “Hoje, estamos na era da internet. Comprar um álbum em formato físico é algo que vem perdendo o sentido faz um bom tempo. Por outro lado, ter um objeto que se pode segurar, mexer, explorar, visualizar é um modo do público se aproximar ainda mais do trabalho, de se aprofundar no universo da banda. Com ele, podemos abrir outra porta para o contexto simbólico do trabalho e criar um novo sentido para o objeto físico. Acho que isso é o futuro desse mercado”, opina.

Para a artista, toda versão física de um álbum tem que ser uma edição especial. “Com o Atlas, por exemplo, quisemos sair do âmbito somente musical e trazer à tona outros universos estéticos, gráficos, visuais e plásticos que foram pensados juntamente à sonoridade, mas não são palpáveis num streaming, por exemplo. Ou seja, criar a materialização não só dos arquivos musicais, mas das ideias, conceitos e universos poéticos. Algo que você pode botar na mesinha da sala, colocar na estante junto com seus livros favoritos e fazer, da capa, um quadro que você pode emoldurar”, diz.

O álbum-livro funciona como uma enciclopédia de um mundo imaginário, com oito universos e oito personagens habitantes. A proposta é dar uma nova perspectiva artística para cada uma das músicas do ‘Atlas’ e trazer as pessoas para dentro do universo que, até então, era puramente auditivo. “Se no cinema a música é usada para potencializar ainda mais as emoções e sensações do espectador, o mesmo pode acontecer, inversamente, com o disco de uma banda. Nossa ideia foi criar essa espécie de enciclopédia misteriosa, da qual ninguém sabe quem é o autor e que contém estudos sobre uma terra desconhecida, repleta de ambientes e criaturas estranhas. Todo o universo poético do disco foi traduzido nesse contexto”, explica Gabriel.

– “Hiato”, por exemplo, fala basicamente sobre o excesso de informação constante que todos nós vivemos hoje. Por isso, a criatura é um ser mecânico, todo feito de estática. Uma espécie de aspirador, que absorve tudo que está perto dela. Já “Língua” aborda a dificuldade de comunicação, então a criatura é composta por dois corpos, unidos por uma raiz, que passam a vida inteira de frente um para o outro, mas nunca podem se comunicar, já que não têm olhos, bocas e nem nariz. Desde o momento em que começamos a gravar esse disco, sabíamos que ele necessitaria de extrapolar o universo musical, para poder ser inteiro. Se as músicas representam a alma do “Atlas”, agora, finalmente, demos o corpo que ela tanto merecia” – contextualiza o músico.

Foram, ao todo, seis meses para o desenvolvimento do projeto. As ilustrações, diagramação e design são assinados por Lisa Akerman. A produção gráfica é por conta da editora independente Pipoca Press. A Walprint (RJ) é a responsável pela impressão, e a Entrecampo (MG), pela produção do mapa em risografia. O álbum-livro “Atlas” tem 32 páginas impressas em papel pólen bold, um mapa impresso em papel manteiga, que envolve o livro, e o CD da Baleia com oito músicas.

Sobre o “Atlas”
Depois do elogiado CD de estreia, “Quebra Azul” (2013), a Baleia lançou em março de 2016 seu segundo trabalho, “Atlas”. Considerado pela banda o resultado de todo o amadurecimento das experiências vividas nos últimos anos, “ATLAS” traz uma evolução natural do primeiro trabalho. Neste álbum, a Baleia se apropria de vez de sua linguagem provocativa, acessível e estimulante. Para produzir o novo CD, o grupo ficou reunido por dez dias no Estúdio do Pepê, na serra de Araras, no Rio, para ficarem totalmente imersos no universo das novas canções.

O projeto é composto por oito músicas que traduzem, de um jeito particular, o universo pop e um tanto experimental que a banda habita. Para a banda, “Atlas” conversa com o lado mais enérgico e intenso do primeiro disco (“Breu”, “Motim” e “Despertador”), com uma sonoridade mais robusta e percussiva – muitas vezes usando o rock como diretriz. ‘Atlas’ traz novamente a parceria da Baleia com Bruno Giorgi, que assina a produção musical junto com a banda. É ele também o responsável pelas gravações, ao lado de Diogo Guedes, e pela mixagem e masterização, finalizada em analógico no Estúdio Trilha. As músicas foram gravadas no Estúdio do Pepê (RJ), com exceção do baixo acústico e cello, gravados no Estúdio Maravilha8 (RJ) e as vozes, gravadas no Estúdio O Quarto (RJ). O álbum marca o primeiro lançamento da banda pela Sony Music.

Tracklist:

  1. 1. Hiato
  2. Duplo-andantes
  3. Triz (Ida)
  4. Volta
  5. Estrangeiro
  6. Língua
  7. Véspera
  8. Salto 

Sobre a Baleia
Formada em 2010 por um grupo de amigos do colégio, a Baleia surgiu como uma banda que fazia covers jazzísticos de músicas pop. Depois do sucesso das versões de artistas como Andrew Bird, Justin Timberlake e Britney Spears, a banda lançou sua primeira música autoral, “Killing Cupids”, em 2011, que rendeu a eles uma indicação ao Prêmio Multishow. A partir deste trabalho, a Baleia começa a explorar novas vertentes nas composições que resultam no primeiro álbum de inéditas, o “Quebra Azul”, em 2013. Elogiado pela crítica, o CD figurou entre as principais listas de melhores álbuns do ano. A música “Casa” chegou a ser a 30ª música mais compartilhada do mundo na plataforma Spotify e foi trilha da campanha mundial da marca Melissa. Além disso, em 2015, a banda fez uma turnê pelo país, passando por palcos importantes como o do Lollapalooza, abriu os shows da banda Imagine Dragons no Brasil e se apresentou com a cantora Elza Soares a convite do prêmio TRIP Transformadores. Em 2016, Baleia lançou seu segundo trabalho, “Atlas”, primeiro com a gravadora Sony Music.

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