“A árvore que fugiu do quintal” no Imperator a partir deste sábado

foto: Leo Aversa
foto: Leo Aversa

Idealizada por Zé Helou, que também assina a direção, a montagem é uma adaptação musical do livro homônimo de Alvaro Ottoni de Menezes

A peça traz uma reflexão sobre amor e respeito das crianças pela natureza

Havia um tempo em que as casas tinham quintais com árvores rodeadas por crianças. Na casa do Joãozinho não era diferente, até seu pai vender o imóvel para um homem ganancioso que queria construir um grande edifício ali. Assim começa a história do musical infantil A árvore que fugiu do quintal. Assinado por Ricardo Hofsetter, a partir do livro homônimo de Alvaro Ottoni de Menezes, o texto ganhou nova montagem idealizada e dirigida por Zé Helou. Após estrear na zona sul, o musical chega ao Imperator no dia 18 de junho. A temporada segue até 10 de julho, aos sábados e domingos, às 16h.

Para escapar da morte, a Árvore (Tatih Köhler) resolve fugir do quintal. Com a ajuda de Joãozinho (Saulo Segreto) e seus amigos, ela arranca suas raízes do chão, aprende a andar e segue em busca de um lugar bonito, onde as pessoas ainda gostem da natureza. No caminho, encontra diversos personagens que tentam ajudá-la, entre eles: o Pássaro (Mariah Viamonte) deixou de ser colorido porque foi eletrocutado em um fio de alta-tensão, a Chapeuzinho Vermelho (Cacá Ottoni)  que ficou triste e cinza por causa da poluição, o Peixe Fora D´água fugiu da sujeira do mar para viver na cidade e o Jardineiro (ambos interpretados por Reiner Tenente) resolve acompanhá-la na aventura.

Escrito por Alvaro Ottoni de Menezes, o livro A árvore que fugiu do quintal foi lançado em 1981 e nove anos depois foi adaptado para o teatro por Ricardo Hofstetter. A primeira montagem, com direção de Isaac Bernat, foi apresentada em teatros e escolas e participou da Rio 92 – II Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Humano, realizada em 1992, no Rio de Janeiro. A peça foi encenada no aterro do Flamengo para milhares de pessoas.

O espetáculo aborda um assunto de extrema importância: a preservação do meio ambiente. Em cena, os atores cantam ao vivo sete canções criadas por Vinícius Castro. O cenário e os figurinos são de Clívia Cohen. E a iluminação de Rogério Wiltgen. De forma lúdica, o espetáculo não se limita a falar da preservação nas florestas, e sim ampliar a reflexão sobre o respeito e cuidado com a natureza ao redor, especialmente nos grandes centros. A trajetória da Árvore, os encontros com os personagens e as músicas e a atmosfera convidam o público, crianças e adultos, a embarcar no mundo mágico da natureza e torcer por sua vitória.

Após 21 anos, o tema do espetáculo é ainda mais atual e pertinente. “Embora a preservação ambiental seja uma questão conhecida por muitos, ainda é necessário educar as crianças para que sejam adultos conscientes. A ideia de remontar a peça foi do diretor Zé Helou. “Assisti à peça diversas vezes quando tinha nove anos e ainda lembro das músicas”, conta o diretor, que aos 35 anos realiza o sonho de contar novamente esta história. “Passaram 35 anos desde o lançamento do livro e 26 da estreia da primeira montagem. Apesar de tanto tempo, é um tema ainda tão atual, infelizmente”, destaca Helou.

Sobre o livro
Alvaro Ottoni de Menezes recebeu o prêmio de melhor autor estrangeiro na Bulgária, concedido pela Fundação Barlgarsky Houdjonik. Foi considerado como a maior campanha ecológica já dedicada ao público infantojuvenil. Quando lançado, em 1981, a crítica especializada demonstrou certo estranhamento pelo tema: “ecologia para crianças, como?”. De fato naquela época o termo ecologia era novo, vinha de história natural, e ecologia ainda era encarada como “oba, oba”, um resquício do movimento hippie. Pois bem, o livro fez um estrondoso sucesso, divulgado amplamente pela Rede Globo, através do programa Globinho e adotado por inúmeras escolas de todo o país. E assim despertou a preocupação ambiental em milhares de crianças e conheceu o palco, aonde também fez muito sucesso.

FICHA TÉCNICA
Texto de Ricardo Hofstetter (adaptação do livro homônimo de Álvaro Ottoni de Menezes)
Direção: Zé Helou

Elenco:

Tatih Köhler – Árvore
Reiner Tenente – Criança 1 / Peixe / Jardineiro
Saulo Segreto – Joãozinho/ Intelectual/ João Grande
Cacá Ottoni – Pai de João/ Chapeuzinho/ Marina
Mariah Viamonte – Criança 2/ pássaro/ Potira/ lenhador 3
Jefferson Almeida – Serjão/ Caçador/ lenhador 1
Jeff Fernandéz – Bolão criança/ lenhador 2/ Bolão adultoLetra e músicas: Vinícius Castro
Direção musical, arranjos e preparação vocal: Alexandre Queiroz
Cenário e figurinos: Clivia Cohen
Iluminação: Rogério Wiltgen
Direção de Movimento e Coreografias: Fabiana Valor
Assistente de direção: Jefferson Almeida
Diretor de palco: Anderson Aragón
Programação Visual: Andrea Batitucci
Assessoria de imprensa: Bianca Senna e Paula Catunda
Assistente de produção e mídias sociais: Luiza Toré
Produção executiva: Juliana Cabral
Direção de produção: Amanda Menezes
Coordenação de produção: Maria Angela Menezes
Produção: TEMA EVENTOS CULTURAIS
Idealização e Direção Geral: Zé Helou

SERVIÇO

A árvore que fugiu do quintal

Temporada: 18 de junho a 10 de julho de 2016
Local: Imperator – Centro Cultural João Nogueira
Endereço: Rua Dias da Cruz, 170 – Méier
Informações: (21) 2596-1090 ou 2597-3897
Dias e horários: sábado e domingo, às 16h
Capacidade: 607 lugares
Duração: 60 minutos
Classificação indicativa: Livre
Recomendação etária: 3 anosGênero: Infantil

Ingressos: R$ 30 (inteira) R$ 15 (meia)

Horário da bilheteria: terças e quartas, das 13h às 20h.

Quintas e sextas, das 13h às 21h30. Sábados e domingos a partir das 10h.

Mais informações: www.imperator.art.br

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