Após estreia no tradicional teatro irlandês Smock Alley, “Esperando Godot” chega ao Brasil

Obra-prima de Samuel Beckett, dirigida por Patrick Sutton, cumpre curta temporada no CCBB Rio de Janeiro

Esperando Godot - foto: Jim Byrne

A aclamada companhia de teatro irlandesa, Smock Alley-1662, faz sua estreia em território brasileiro com interpretação de “Esperando Godot”, de 11 a 13 de setembro, no CCBB Rio de Janeiro. Pioneira do minimalismo expressionista e uma das mais belas alegorias da atualidade, a peça do irlandês Samuel Beckett ganha vida nas mãos de Patrick Sutton, que assina a direção do espetáculo. A realização é daEmbaixada da Irlanda no Brasil e do Consulado Geral da Irlanda em São Paulo, com apoio do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). A série de apresentações marca os 40 anos de relações diplomáticas entre os dois países.

“Esperando Godot” narra o conto de dois homens, Estragon e Vladimir, que passam seus dias discutindo religião, refletindo sobre suicídio num roteiro de poesia, alucinações e nonsense, enquanto esperam por um homem chamado Godot. Porém ele nunca aparece. Qualquer pessoa que alguma vez já teve de esperar por respostas na vida se identifica com a história.

Tragicomédia em dois atos, a obra capturou o clima europeu pós-Segunda Guerra Mundial e a busca incansável do homem por um sentido. “Esta peça permanece uma das mais belas e alegóricas do nosso tempo. Ela simplesmente ferve de energia que bate de frente com a luta de dois vagabundos com a futilidade da existência. Mas, ao mesmo tempo, joga uma nova luz sobre um trabalho com o qual muitos de nós estamos familiarizados, atirando coisas que não sabíamos no alívio. Cada detalhe é cuidadosamente elaborado, cada gota sombria extraída de cada palavra, frase e situação”, afirmou John McKeown, do jornal Irish Independent.

Sobre a obra – “En attendant Godot”, em francês, ou “Waiting for Godot”, em inglês, foi a primeira peça de teatro escrita pelo dramaturgo Irlandês Samuel Beckett (1906-1989). Escrita originalmente em francês, foi publicada pela primeira vez em 1952 e apresentada no pequeno Théâtre Babylone em Paris, com direção de Roger Blin (1907-1984). O Brasil foi o segundo país a ter uma montagem desse texto, com direção de Alfredo Mesquita, em 1955. É considerado um dos principais textos do teatro do absurdo e a principal obra de Beckett.

(Clique nas imagens para ampliar)

Ficha técnica:
Texto: Samuel Beckett.
Direção: Patrick Sutton.
Elenco: Charlie Hughes, Patrick O’Donnell, Simon Stewart, Ronan Dempsey and Torsten Brescanu.
Produção: Cliona Dukes.
Produção executiva: Antonio Mendes (Irlanda-Brasil).
Designer de iluminação e gerente de produção: Colm McNally.
Cenários: Brian Maguire.
Realização: Embaixada da Irlanda no Brasil e  Consulado Geral da Irlanda em São Paulo.

Apoio: Centro Cultural Banco do Brasil, Hotel Novotel, Cultura da Irlanda (Culture Ireland), Departamento de Relações Exteriores e Comércio (The Department of Foreign Affairs and Trade),Conselho Irlandês de Artes (The Irish Arts Council) com apoio adicional da Escola de Artes CênicasGaiety (The Gaiety School of Acting), John McMahon, Caroline Downey, John McColgan eMoya Doherty e Patrick Sutton-Smock Alley Theatre.

SERVIÇO:

Esperando Godot
Data: De 11 a 13 de setembro
Horário: 19h 
Local: Teatro II CCBB Rio de Janeiro
Ingressos: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia)
Duração: 120 minutos

NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS

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