André Segatti e o privilégio de fazer teatro, televisão e cinema

Foto: Lanyo Salles

Com experiência na TV, no cinema e no teatro, o ator André Segatti, é protagonista e diretor da nova montagem da comédia “Toda donzela tem um pai que é uma fera”, em cartaz no Teatro Fashion Mall, no Rio, até o dia 30 de agosto. 

Neste ano, o ator estará no cinema, no filme Esquadrão anti-sequestro”, de Marcus Dartagnan. Atraído pela comédia, o artista atuou, no Zorra Total e na Turma do Didi. Para ele, além de ter vivido momentos incríveis ao lado de grandes atores, essas oportunidades ajudaram no seu crescimento. Confira mais detalhes sobre os projetos do ator na entrevista abaixo. 

Espetáculo “Toda donzela tem um pai que é uma fera”? / Foto: Daniel Ebendinger
Espetáculo “Toda donzela tem um pai que é uma fera”? / Foto: Daniel Ebendinger

Sopa Cultural – Comente sobre os seus atuais projetos. 
André Segatti – Estou no momento com nossa divertida e deliciosa comédia “Toda Donzela tem um Pai que é uma Fera”, onde sou diretor, produtor, ator e também fiz a adaptação do texto de Gláucio Gill. Estamos no teatro do Fashion Mall/RJ e ficaremos até final de Agosto completando dois meses e entrando em turnê pelo Brasil todo, Europa e também Estados Unidos, no ano de 2016.

Estou aguardando o lançamento do longa metragem de ação/ficção “E.A.S” Esquadrão Antissequestro, filmado em 2014, com lançamento previsto para 2016, onde sou investidor, ajudei na captação, formação do elenco e também atuo fazendo um agente especial chamado Drago.

Para você, quais as diferenças em atuar na TV, no cinema e no teatro? 
São enormes as diferenças em fazer teatro, televisão e cinema. Graças a Deus, eu já tive o privilégio de fazer os três e continuo fazendo e querendo mais e mais. No teatro, temos e recebemos o feedback do público na hora, através de nossas piadas e situações, e mesmo fazendo comédia na TV, isso nunca acontece, a não ser por uma clack contratada para rir nas horas certas.

No teatro, também temos muito tempo de ensaios, como, por exemplo, em Toda Donzela tem uma Pai que é uma Fera, onde sou diretor, produtor e, também, ator. Fiz um mês de leitura de mesa e mais um mês e meio, de ensaios para valer. Isso na TV também é impossível, pois, às vezes, recebemos o texto um dia antes de gravar. O teatro, muitas vezes se torna muito parecido com o cinema, no aspecto do estudo e preparo, pois temos quase que o mesmo tempo ou mais até, mas com um benefício parecido com o da TV que é a grande exposição ao público. 

Acredito que todos os atores devam fazer teatro para se conhecerem melhor e assim estarem muito mais preparados. Acredito também que devemos sim, fazer televisão, para que possamos levar nossa arte a todos que, infelizmente, nunca foram ao teatro por falta de recursos, ou por um lance cultural mesmo. E, por fim, acredito que todos nós atores, merecemos fazer cinema, pois essa é a sétima arte, e que assim sendo, imortaliza de vez todo nosso trabalho com sua magia única e encantadora. Com certeza, através dessa divertida e incrível comédia, eu consigo mostrar toda a minha profundidade e versatilidade como ator.

André Segatti - Foto: Lanyo Salles
André Segatti – Foto: Lanyo Salles

Como foi atuar como protagonista e diretor da nova montagem do espetáculo “Toda donzela tem um pai que é uma fera”? 
Está sendo maravilhoso, pois há 12 anos, quando li o texto pela primeira vez, fiquei apaixonado e resolvi, então, produzir, dirigir e atuar também adaptando e atualizando o texto com piadas atuais, mas permanecendo com sua essência, mensagens e os nomes das personagens.

Nos últimos 10 anos, fiquei na Record fazendo cerca de 10 trabalhos, entre novelas, minisséries e programas de humor e, infelizmente, pela falta de tempo não consegui mais fazer teatro, que tanto amo. 

Agora, estou livre e sem contrato com nenhuma emissora. Fiquei durante um ano procurando novos textos para montar, li cerca de uns 20, mas não me encantei com nenhum, como Donzela. Resolvi produzir novamente, dirigir, atuar e também fazer uma nova adaptação do texto e graças a Deus e meus companheiros de trabalho Raquel Nunes, Louise Nagel, Andreia Segatti, Marcos Holanda e Anderson Carvalho, deu e tem dado muito certo, pois somos todos protagonistas dessa deliciosa e divertida comédia. Sempre gostei muito de criar, produzir e no lance de dirigir e escrever, foi acontecendo naturalmente e de uma forma muito orgânica. Comecei a produzir há mais de 15 anos para ter a minha própria independência profissional e também fazer as coisas com as quais eu acredito. 

Somos um grupo muito unido, trabalhando com muito amor e respeito, e assim sendo, tudo se torna muito tranquilo em realizar as três funções. Acredito também que dirigir seja um ato de amor, pois creio que todos os talentosos atores sejam como verdadeiros diamantes, e que com amor, respeito, cuidado e carinho, conseguimos fazer com que eles brilhem muito mais.

Você ficou três anos na “Turma do Didi”. O que você sente mais falta dessa época?
Foram anos incríveis de muito crescimento, alegria e momentos geniais ao lado desse grande artista e meu amigo, chamado Renato Aragão. Ao lado dele, cresci muito e aprendi a fazer a melhor comédia possível, inteligente, pura e com muita simplicidade, sempre sem apelos ou situações esdrúxulas. Vivi aquela época intensamente e todos os maravilhosos momentos estão enraizados em meu coração, pois lembro deles com muita alegria, respeito e agradecimento eterno ao Renato que sempre acreditou em meu talento desde o primeiro dia em que me conheceu. Ao lado dele, também acabei me apaixonando de vez pela magia do cinema, pois tive a honra e o privilégio de estrear no cinema, sendo o protagonista do longa metragem “O Trapalhão e a Luz Azul”. Sinto falta dos maravilhosos momentos ali vividos, o clima genial das gravações, daquela sensação deliciosa de estar ao lado de um grande mestre e ídolo, que eu sempre admirei desde muito criança, mas, ao mesmo tempo, sinto-me muito realizado e feliz, pois vivi tudo aquilo ali muito intensamente aproveitando ao máximo para crescer cada vez mais como homem e profissional. O que tenho na verdade não é falta de nada, e sim uma imensa saudade aliada a uma deliciosa lembrança de tudo que felizmente tive a oportunidade de viver. 

Espetáculo “Toda donzela tem um pai que é uma fera”? / Foto: Daniel Ebendinger
Espetáculo “Toda donzela tem um pai que é uma fera”? / Foto: Daniel Ebendinger

Como foi a temporada no Zorra Total?
Foi uma temporada ótima, sempre trabalhando com grandes nomes da nossa comédia, podendo fazer vários personagens diferentes e crescendo a cada segundo. 

A comédia te atrai ou você atrai a comédia?
Creio que os dois. Sempre fui atraído pela comédia e creio que sempre a atrai também, nos principais e cruciais momentos de minha carreira. Fazer comédia é um grande presente de Deus, pois divertimos as pessoas ao mesmo tempo em que estamos nos divertindo. A comédia tem um tempo incrível e único para se fazer acontecer as piadas, onde o resultado é mostrado na resposta do público no mesmo segundo.

Comente o filme Esquadrão anti-sequestro”, de Marcus Dartagnan. 
E.A.S é um filme de ação/ ficção, que não se fala de tráfico de drogas ou guerras em favelas, pois trata-se de um grupo de terroristas que vêm ao Brasil para cometer um ato terrorista, tentando explodir o Maracanã no jogo final da copa entre Brasil e Argentina. Essa tentativa acaba sendo impedida pelo E.A.S, que é um esquadrão de elite formado por excelentes agentes, que são treinados especialmente para esse tipo de combate. Os terroristas são formados por Carlos Machado, Humberto Martins, Lorena Comparato, Roney Villela e Chico Mello entre outros. Já o E.A.S é formado por mim, fazendo Drago, parceiro direto de Murilo Rosa, Carol Castro, Junior Lisboa e Janine Sales, entre outros.

O filme é uma nova proposta em filmes de ação/ficção já vistos no Brasil. Já vi o primeiro corte, gostei muito e acho que vai dar o que falar. Lançamento para 2016. Aguardem!

Qual o maior desafio da carreira de um ator? 
Acredito que seja sempre se superar a cada segundo, melhorando, crescendo, aprendendo, mantendo o foco a dignidade e humildade, sempre acreditando em seus sonhos e capacidades, mesmo enfrentando milhares de obstáculos e dificuldades que são intermináveis nessa carreira. Ao passo que vamos crescendo, dificuldades maiores começam a surgir. Manter a fé em Deus, foco, e a força no trabalho, acredito que sejam as grandes armas de um verdadeiro ator, pois temos que ser verdadeiros guerreiros e ter acima de tudo resiliência.

André Segatti - Foto: Lanyo Salles
André Segatti – Foto: Lanyo Salles

 

 

1 COMENTÁRIO

  1. Adorei ! André Segatti é super profissional. Tem presença de palco, um ator carismático, diretor exigente. Pessoa Incrível! Super sensível ! Parabéns pela matéria !
    Forte Abraço a todos..
    Sandra

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