Ana Clara Horta lança “Dialeto” no Projeto Levada

Ana Clara - Foto: Marcelo Correa
Ana Clara - Foto: Marcelo Correa

Depois  da elogiada estreia fomográfica em “Órbita” (2010), a cantora e compositora carioca ANA CLARA HORTA lança “Dialeto”,CD produzido pelo músico Mario Moura. O trabalho autoral de ANA CLARA, de aguçada sensibilidade poética, ganha lançamento oficial no projeto LEVADA, em duas únicas apresentações, dia 30 e 31 de outubro.

O segundo trabalho de Ana Clara Horta segue com a marca autoral de seu projeto de estreia, como ela própria define: “ As letras estão mais maduras, os arranjos mais modernos. Neste trabalho, brinco mais com minha simpatia pelos ritmos, músicas com compassos ímpares. Quis explorar bastante essa ideia”.

“ Dialeto” surgiu de um convite para lançamento de um novo CD da cantora e compositora carioca no projeto Levada, do Oi Futuro. A partir daí, Ana Clara Hora selecionou canções entre as 28 que permaneciam inéditas. “Claro que algumas muito boas tiveram que ficar de fora, mas outros artistas, como a Julia Bosco, que vai gravar uma delas em seu próximo trabalho, fazem com que essas outras composições também circulem por aí. Fico muito feliz com isso pois vejo que meu trabalho de compositora toca outras pessoas”, pontua.

O desafio do segundo CD é encarado com tranquilidade: “De fato é desafiador. O público já tem o parâmetro do primeiro disco. Ao mesmo tempo é interessante também, pois o trabalho vai ganhando mais corpo, estofo. Me aproximei de alguns escritores, como Milton Hatoum, Valter Hugo Mãe, Muriel Barbery, Amós Oz, que me enriqueceram com suas histórias profundas. Escutei muito, Mayra Andrade, Esperanza Spalding, Brad Mehldau, Tinariwen ( um grupo de tuaregues do deserto do Saara), Avishai Cohen. Me alimentei de todas essas artes para seguir minha trajetória”

Do repertório de “Orbita” entram no set list as canções “PRIMAVERA” (Ana Clara Horta e Rodrigo Cascardo),  “PÉ DE AMORA” (Ana Clara Horta) e “BAILARINA” (Ana Clara Horta, João Bernardo e Tadeu de Paula). As novíssimas “Algo mais”, “Moreno”, “Beira de ilha”, “Mar aberto”, “Todo dia”, “Dialeto”, “Vide verso” e “Chego já” serão apresentadas ao público no palco do Oi Futuro;

Além de Ana Clara Horta de voz e violão, a banda conta com Pitito (bateria), Mario Moura (baixo), Caneca (guitarra) e Rito (teclado e sanfona).

Local: Oi Futuro Ipanema – teatro
Endereço: Rua Visconde de Pirajá, 54/3º andar
Horário: Sexta e Sábado. 21h
Entrada: R$ 20,00 | Meia R$ 10,00
Classificação etária: 14 anos
A venda começa na terça-feira da semana de cada show.

Não dê comida para os seus medos e dê farinha para a sua fé

Por JEAN WYLLYS

É assim que Ana Clara Horta vem construindo sua trajetória de cantora e compositora e agora brinda a música popular brasileira com mais uma pérola: seu CD Dialeto

Dona de belíssima voz e de aguçada sensibilidade poética, Ana Clara já nos havia alertado, em seu primeiro trabalho, o CD Órbita, lançado em 2010, que não nascera para se esconder do sol.

Nascida em ambiente que lhe proporcionou descobrir muito cedo a beleza da arte e da cultura (seu pai, crítico de música clássica; sua mãe, pesquisadora do folclore brasileiro), Ana Clara tirou disso o melhor proveito: juntou poesia e música, temperou com seu timbre cristalino e entrou para a galeria das minhas preferidas na MPB. Chegou serena, chegou suave, mas chegou definitiva, madura, completa. E linda! Sim, porque ainda que sua voz, interpretação e criatividade em composição sejam os atributos que a colocam em Órbita no universo da MPB renovada que emerge, sua beleza não passa despercebida.

Dialeto nos dá a sensação de que Ana Clara Horta é fonte de estrelas que se espantam à própria explosão: “Algo mais”, “Moreno”, “Beira de ilha”, “Mar aberto”, “Todo dia”, “Dialeto”, “Vide verso” e “Chego já” constituem um repertório que não se presta apenas às emoções fáceis como a maioria das canções comerciais que se ouve em quase todas as rádios. Nesse sentido, Dialeto, realizado por financiamento coletivo, é um ato de resistência artística (e de política cultural). Com produção de Mário Moura e a participação de músicos como Fernando Caneca, Pitito, Igor Araújo e Fabiano França, todos companheiros de seu primeiro CD, Ana Clara Horta nos traz nove faixas inéditas e nos inclui numa verdadeira festa musical, com as especialíssimas participações de João Vianna (bateria), Alberto Continentino (baixo), Marcos Suzano e muitos outros. Prato cheio, Mar aberto, Algo mais, Vide Verso, Todo Dia, Dialeto, Chego Já, Beira de Ilha e Moreno estão no cardápio do banquete musical que Ana nos oferece.

Que Ana Clara Horta continue, como em seu verso, matando seus medos de fome; e que sua fé, a ela seja dada muita farinha – que é comida da minha terra e sei que engorda –, mas que leve de sobremesa muita luz, porque além das cortinas são palcos azuis e infinitas cortinas com palcos atrás. Pulsa, Ana! Quero mais!!!

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